terça-feira, 27 de março de 2018

Lançamento de A ERA DOS MORTOS - PARTE 1


No último dia 17, foi lançado o aguardado livro A ERA DOS MORTOS - PARTE 1, quinto volume da saga AS CRÔNICAS DOS MORTOS, do autor Rodrigo de Oliveira, na Livraria Maxsigma no Colinas Shopping, de São José dos Campos, onde (eu e o próprio autor) residimos. Claro que eu tive que comparecer e prestigiar o escritor, que já considero meu amigo.

Prestigiando o autor Rodrigo de Oliveira, 
mostrando, pelas camisetas, que os dois são nerds...

A saga já é praticamente onipresente no ONARI BLOG. Já rendeu vários artigos (para conferir, clique aqui, aqui e aqui) e até contou com nossa humilde colaboração na orelha do quarto livro, A ILHA DOS MORTOS (para conferir, clique aqui). Portanto, foi com grande ansiedade que comecei a ler A ERA DOS MORTOS - PARTE 1. 
Confesso que a princípio fiquei apreensivo quando soube que o último volume da saga seria dividido: será que Rodrigo havia caído na armadilha das recentes sagas cinematográficas baseadas em megassucessos literários (como CREPÚSCULO, HARRY POTTER e JOGOS VORAZES), em que o último volume é dividido em duas partes para faturar mais?
No lançamento do livro, Rodrigo me contou o motivo da divisão. Ao escrever a última parte da saga, teve um bloqueio criativo (que, posteriormente, deu origem a outro - e elogiado - livro fora da saga, OS FILHOS DA TEMPESTADE). Quando voltou a escrever A ERA DOS MORTOS, entrou em um frenesi criativo tão grande que o livro ficou longo demais, obrigando-o a lançá-lo em duas partes!
A ERA DOS MORTOS - PARTE 1 começa exatamente onde parou o livro anterior, com Isabel já idosa e encarregada de encontrar e treinar duas crianças que seriam a reencarnação de Ivan e Estela, os protagonistas dos livros anteriores. Paralelamente, novas ameaças surgem, incluindo ditadores sedentos de poder nessa nova ordem mundial e mortos-vivos ainda mais perigosos...
O livro não vai decepcionar os fãs da saga, contando com os mesmos elementos dos outros livros: personagens carismáticos, momentos de tensão e perigo, ação vertiginosa e um final que deixa todos salivando pela continuação. Aliás, se existe um defeito no livro é a sua curta duração, o que já foi justificado pelo Rodrigo... 
Agora é esperar ansiosamente pelo final da saga, que, se tudo der certo, ocorrerá em julho. Estamos na torcida!

Por hoje é só! Até a próxima!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

TRADUÇÕES INSPIRADAS: Quando o Título Brasileiro do Filme Fica Melhor que a Tradução Literal

Quando um filme estrangeiro (geralmente, americano) é lançado no Brasil, um dos primeiros desafios das distribuidoras é o título. A primeira opção dos tradutores, é, obviamente, a tradução literal. Entretanto, em alguns casos, é difícil traduzir alguma expressão que só faz sentido na língua original. Além disso, alguns títulos são modificados para "resumir" mais satisfatoriamente o filme, a fim de torná-lo mais viável comercialmente. De qualquer forma, hoje vou falar de alguns filmes em que o título brasileiro ficou melhor do que o original, não apenas porque traduz melhor o enredo ou o espirito do filme, mas também porque demonstra a inspiração e criatividade dos tradutores ou distribuidoras. Como não poderia deixar de ser, é uma lista pessoal...

TUBARÃO
Considerado o primeiro blockbuster do cinema, este icônico filme de Steven Spielberg é um dos meus favoritos. Uma arrepiante aventura de suspense, tem como elemento principal, obviamente, um gigantesco tubarão branco. Porém, o título original tem uma tradução diferente... Será que no Brasil o filme faria tanto sucesso com o título com a tradução literal, MANDÍBULAS???


UM ESTRANHO NO NINHO
Estrelado por Jack Nicholson, este filme produzido em 1975 (mesmo ano de Tubarão) faz parte do seleto grupo de filmes que ganharam os 5 principais Oscar (filme, ator, atriz, direção e roteiro). A tradução literal do título é "um voo sobre um ninho de cucos"! O título nacional também faz alusão a um ninho de pássaros, mas ficou muito melhor, referindo-se à situação de Nicholson em meio aos colegas de manicômio.

UM SONHO DE LIBERDADE
Quando se trata de filmes com títulos complicados, UM SONHO DE LIBERDADE é um dos exemplos mais notórios. Não o título brasileiro, bem condizente com a essência do filme. Entretanto, o título original, The Shawshank Redemption, foi um dos responsáveis por espantar o público mainstream, já que o filme fracassou nas bilheterias na época de seu lançamento, mesmo sendo hoje considerado um dos melhores dramas da história do cinema.


À ESPERA DE UM MILAGRE
Assim como UM SONHO DE LIBERDADE, este filme também foi baseado em uma obra de Stephen King e também foi dirigido por Frank Darabont. O título original (The Green Mile) desta emocionante fábula estrelada por Tom Hanks faz referência ao cenário principal do filme, o corredor da morte pintado de verde e que mede 1 milha. Como essa unidade de medida é praticamente desconhecida para os brasileiros, o título À ESPERA DE UM MILAGRE teve um apelo melhor.

FAMÍLIA DO BAGULHO
O título original desta comédia estrelada por Jennifer Aniston é "Meet The Millers". Nada contra a tradução literal, Conheça os Miller; mas o título lançado aqui, FAMÍLIA DO BAGULHO, não apenas transmite a ideia da família disfuncional como também brinca com a profissão do patriarca traficante, além de fazer alusão aos títulos das comédias dos anos 80, quando tudo era alguma coisa "do barulho"...

O PODEROSO CHEFÃO
Apesar de ser um dos melhores filmes da história do cinema, O PODEROSO CHEFÃO teria bem menos apelo com a tradução literal, O PADRINHO... 


 MEU MALVADO FAVORITO
MEU MALVADO FAVORITO foi lançado despretensiosamente, mas originou uma bilionária franquia. A história do anti-herói Gru tem um título em inglês meio complicado (Despicable Me), já que mesmo na língua original o adjetivo "despicable" (algo como desprezível) já não é muito utilizado. Considerando que o público-alvo é o infantil, o título brasileiro ficou bem mais simples e até inspirado.
 
 MUDANÇA DE HÁBITO
Esse título ficou bem melhor que o original (Sister Act), já que faz alusão tanto à mudança de hábito no sentido de comportamento (a cantora espalhafatosa tem que se disfarçar de freira) quanto ao hábito no sentido de vestimenta religiosa. Genial!

CÍRCULO DE FOGO
Até recentemente, eu acreditava que CÍRCULO DE FOGO, um dos meus filmes favoritos, tinha sido batizado devido ao desenho do peitoral do robô principal, Gipsy Danger. Uma ideia que eu definitivamente não tinha aprovado. Afinal, não tinha nada a ver com o título original (Pacific Rim, algo como Borda do Pacífico), que faz referência à região do Oceano Pacífico de onde os monstros gigantes surgem. Entretanto, ao fazer uma pesquisa um pouco mais aprofundada, descobri que Círculo de Fogo (ou  Anel de Fogo) é uma região do Oceano Pacífico formada por uma série de fossas vulcânicas que coincidem com a extremidade de uma das maiores placas tectônicas do planeta!
E não é que os tradutores pesquisaram? E ficou bem melhor que Borda do Pacífico, não é?

 BATER OU CORRER
Este é outro caso em que a tradução é mais inspirada do que aparenta. O título original é "Shangai Noon", algo como Meio-Dia em Shangai, talvez fazendo alusão ao horário padrão para duelos no Velho Oeste mas estrelado por um chinês (Jackie Chan). No Brasil, o filme foi lançado como BATER OU CORRER, que pode ser interpretado como uma referência ao lutador chinês (Chan) e ao caubói medroso de Owen Wilson. Entretanto, o título "Shangai Noon" é uma referência óbvia a um dos maiores clássicos dos filmes de faroeste, "High Noon", estrelado por Gary Cooper.  E aqui no Brasil, foi traduzido como MATAR OU MORRER! Quem disse que às vezes os tradutores não ficam inspirados?


Por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Onari Blog Recomenda: BONE, de Jeff Smith


BONE é a criação máxima de Jeff Smith. Não muito conhecido no Brasil, Smith desenhou recentemente, a HQ Shazam! & a Sociedade dos Monstros, publicada pela Panini. Entretanto, BONE permanece como a obra-prima do autor, tendo sido considerada pela revista Time como uma das 10 melhores Graphic Novels de todos os tempos! Será que é tudo isso?


Os personagens principais de BONE são os primos Bone (Fone, Phoney e Smiley), desenhados de maneira simples e cartunesca com personalidades distintas que lembram muito o trio Mickey, Donald e Pateta (Fone é afável e ponderado; Phoney é ranzinza e egoísta; já Smiley é alegre e ingênuo), em um detalhado mundo de fantasia e aventura povoado por pessoas, guerreiros, princesas, monstros e criaturas do mal, dignos de O Senhor dos Anéis (obra a qual BONE é constantemente comparado, por incrível que pareça). Os outros personagens são bem desenvolvidos e desenhados de maneira mais detalhista e "épica", como Espinho (uma bela jovem por quem Fone se apaixona e que guarda um misterioso segredo), Vovó Rose (uma velhinha super forte), as ratazanas (com destaque para dois que são meus personagens favoritos da saga), entre outros.
BONE começou a ser publicado a partir de 1991, de maneira independente e inovadora: distribuída diretamente nas Comic Shops, a HQ era em preto e branco, com personagens "fofinhos" e a trama foi planejada para ser épica e longa (em que as ações dos personagens realmente trazem consequências), coisa que não se via na época. Inesperadamente, BONE tornou-se incrivelmente bem-sucedida e ganhou vários prêmios (mais de 40, incluindo 10 Eisner Awards e 11 Harvey Awards!). BONE foi finalizado em 2004, num total de 55 edições. Depois, foi compilado em 9 volumes, formato mais difundido atualmente. O modelo de negócio de Smith (que originou sua Editora, Cartoon Books) abriu caminho para várias editoras independentes, e foi tão importante que rendeu um documentário, The Cartoonist, dirigido por Ken Mills em 2009.

A primeira edição lançada no Brasil.

No Brasil, BONE foi publicado pela Via Lettera de 1998 a 2010, num total de 14 volumes (cada volume correspondia a metade do americano, totalizando 18 volumes). Infelizmente, os últimos 4 permanecem inéditos até hoje. Ou seja, os brasileiros nunca viram a conclusão da saga! Em 2006, a Devir chegou a imprimir o primeiro volume em cores ("Fora de Boneville"), mas a Via Lettera readquiriu os direitos e vetou a edição. Só recentemente a HQM (que atualmente publica THE WALKING DEAD no Brasil) começou a publicar BONE em cores e promete trazer os 9 volumes, incluindo os 2 spin offs, ("Stupid, Stupid Rat Creatures!" e "Rose").

A edição em volume único, um calhamaço de mais de 1300 páginas!

Embora já conhecesse Jeff Smith e BONE, nunca me interessei, até ler um artigo do humorista Fernando Caruso em seu blog CAVERNA DO CARUSO (para conferir, clique aqui), que me entusiasmou a ponto de adquirir o volume único importado, que compila a saga toda (e o valor custo-benefício compensa). Confesso que encarar o catatau de mais de 1300 páginas foi uma tarefa tão épica quanto a saga, mas valeu a pena. Para quem não lê em inglês, resta esperar a HQM, que prometeu publicar a saga na íntegra. Eu não aguentei esperar... O melhor seria a edição em capa dura, já que o livro é bem difícil de manusear. Como a minha é em brochura, encapei com Contact transparente e fiz uma caixinha para acondicionar o livrão. Coisa de nerd colecionador sistemático...

É duro ser colecionador chato...

Para deixar os fãs com água na boca, em 2011 foi lançada uma edição limitada comemorativa de 20 anos, em uma caixa luxuosa, com o volume único em capa dura, uma arte numerada e autografada, mini-cópia da primeira edição, DVD de The Cartoonist, moeda e estátuas dos 3 protagonistas! Tente comprar agora pra ver o preço (isso se você achar)...

 
Quer uma saga fechada que mistura Walt Disney com J.R.R.Tolkien? Pois então BONE é a recomendação do ONARI BLOG!

Por hoje é só! Até a próxima!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

OS 10 FILMES MAIS ESPERADOS DE 2018


Nada como começar o ano listando os filmes mais esperados de 2018. Já esclarecendo, antes de mais nada, que são os filmes mais esperados POR MIM...


O ESTRANGEIRO
Será interessante ver Jackie Chan em um papel mais dramático, como um ex-agente chinês que vive pacificamente nos EUA, mas após a morte da filha em um ataque terrorista começa a pressionar o personagem de Pierce Brosnan (que trabalha no governo) para que revele os nomes dos responsáveis pelo ataque. Brosnan não dá muita bola, mas logo percebe o erro que cometeu. Imagine o Jackie Chan puto...


JOGADOR NÚMERO 1
Este é até covardia: ação e aventura, vídeo-games, Steven Spielberg e cultura pop dos anos 80 e 90... O maior diretor de Hollywood adapta o best seller de Ernest Cline em uma salada de referências para atordoar até o nerd mais fanático.


ALITA - ANJO DE COMBATE
Enquanto não entrega as continuações de AVATAR, James Cameron produz uma adaptação de uma série de animes/mangás dirigida por Robert Rodriguez (SIN CITY). Com visual claramente inspirada nas animações nipônicas (olhos desproporcionalmente grandes), Alita é uma ciborgue encontrada pelo personagem de Christoph Waltz que guarda um segredo. Promessa de lutas e visuais incríveis.



TURMA DA MÔNICA - LAÇOS
A primeira versão lice action dos personagens mais amados do Brasil é uma adaptação da aclamada graphic novel homônima de Victor Caffagi e Lu Caffagi. Dirigida por Daniel Rezende (do recente - e ótimo - BINGO), esse filme promete...


A FORMA DA ÁGUA
O aguardado novo filme de Guilhermo Del Toro (HELBOY) é do ano passado, mas ainda não foi lançado por aqui, por isso entra na lista. A história de uma funcionária muda de um laboratório que faz uma inusitada amizade (ou até mais do que isso) com uma estranha criatura anfíbia (alguma relação com o Abe Sapien de HELBOY?) tem as características típicas do diretor, uma interessante mistura de terror, sensibilidade e poesia visual.


HAN SOLO - UMA HISTÓRIA STAR WARS
Um projeto cercado de polêmicas (troca de diretores, adiamentos, escolha de atores questionada pelos fâs), o filme vai mexer no universo mais nerd de todos, ainda mais ao contar a história de um personagem tão amado como Han Solo (com a imagem consolidada no ator Harrison Ford). Só aguardando para ver...

JURASSIC WORLD - REINO AMEAÇADO 
Em time que está ganhando não se mexe. Assim, JURASSIC WORLD - REINO AMEAÇADO deve repetir tudo o que funcionou no filme anterior: os protagonistas Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, cenas de ação eletrizantes e claro, mais dinossauros! Tem como dar errado? Eu acho que não...


CÍRCULO DE FOGO - A REVOLTA
Outra continuação que tem a difícil missão de repetir o sucesso do anterior, o filme conta com mais robôs, mais kaijus, alguns personagens já conhecidos e novos protagonistas, com destaque para John Boyega (o Finn de Star Wars) como o filho do personagem de Idris Elba, morto no filme original.


TRIPLE THREAT
Tenho as expectativas mais altas para este filme. Imagine OS MERCENÁRIOS só com astros das artes marciais... Pois é! Chad Stahelski, diretor do primeiro JOHN WICK, dirige este longa estrelado por Iko Uwais (OPERAÇÃO INVASÃO), Tony Jaa (O PROTETOR) e Tiger Chen (O HOMEM DO TAI CHI), além de Michael Jai White (SPAWN), Scott Adkins (NINJA) e Michael Bisping (ex-lutador do UFC)! 


 OS VINGADORES - GUERRA INFINITA PARTE 1
Talvez o filme mais esperado do ano, reúne todos os heróis cinematográficos da Marvel (incluindo Vingadores e Guardiões da Galáxias) contra uma ameaça comum: Thanos! Simples assim...

Outros filmes, como MISSÃO IMPOSSÍVEL 6, MÁQUINAS MORTAIS (próximo filme de Peter Jackson) e DEADPOOL 2 ganham menções honrosas, mas não entram no TOP 10 (foi mal, Deadpool!)...

Se todos esses filmes atenderão as expectativas, só o tempo dirá!
Por hoje é só! Feliz 2018!


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

OS 10 MELHORES FILMES DE 2017


Como último post deste ano, vamos relacionar os melhores filmes de 2017. Claro que a lista é pessoal e nem todos vão concordar, mas é a minha opinião (quem discordar comente embaixo).

FRAGMENTADO
Um dos poucos diretores de Hollywood que são "marca" (como Steven Spielberg, Quentin Tarantino e Christopher Nolan), M.Night Shyamalan teve altos e baixos nos últimos anos, e parece ter retomado a boa fase desde seu filme anterior, A VISITA. Em FRAGMENTADO James McAvoy dá um show no papel de Kevin, um homem com 23 personalidades diferentes. O destaque é o já esperado plot twist, típico do diretor, mas aqui a reviravolta nem é tanto da trama, mas o nosso queixo cai quando percebemos que estávamos assistindo a um filme de um gênero totalmente diferente do que achávamos a princípio (o que aumenta a expectativa do próximo filme). Só assistindo para saber...

JOHN WICK 2 - UM NOVO DIA PARA MORRER
Em 2014, um despretensioso filme de ação protagonizado por Keenu Reeves surpreendeu a todos com coreografias empolgantes e uma trama simples mas cheia de personalidade, com direito a sua própria mitologia (como a ordem dos assassinos e o Hotel Continental). Neste ano fomos brindados com a continuação, com ainda mais ação e mais elementos interessantes, como a cláusula do contrato e os fornecedores de armas e equipamentos. Com direito a uma excelente deixa para um terceiro capítulo, JOHN WICK 2 prova que no meio das explosões, CGI e câmeras trêmulas que viraram mania no gênero, ainda há vida inteligente nos filmes de ação.

DUNKIRK
Assim como os diretores citados acima (Shyamalan, Tarantino e Spielberg) Christopher Nolan é um diretor cujos filmes sempre se destacam como os mais esperados do ano. Com DUNKIRK não foi diferente, com Nolan usando toda a sua já conhecida habilidade ao apresentar a sua versão da Segunda Guerra Mundial. Três eventos (em tempos diferentes) são retratados paralelamente para depois de cruzarem. Todo gênero no qual Nolan se aventura resulta em um filmaço. Foi assim com A ORIGEM, a trilogia de BATMAN e INTERESTELAR. Em seu filme de guerra, o diretor repete a mágica.

BABY DRIVER - EM RITMO DE FUGA
O diretor Edgar Wright é muito cultuado entre os nerds (dirigiu TODO MUNDO QUASE MORTO, CHUMBO GROSSO, HERÓIS DE RESSACA, SCOTT PILGRIM), mas é pouco conhecido do grande público. Em BABY DRIVER, o diretor entrega um filme inusitado: quem disse que ação não combina com musical? Com um protagonista muito interessante (Baby tem cara de moleque e é um motorista de fugas muito bom, mas tem que ouvir música o tempo todo para abafar um zumbido permanente devido a um acidente na infância) e com uma trilha sonora que cadencia a ação, o filme foge do lugar-comum e se destaca como um dos melhores do ano.

BINGO - O REI DAS MANHÃS
Baseado na vida de Arlindo Barreto (um dos intérpretes do palhaço BOZO, um clássico infantil dos anos 80), BINGO - O REI DAS MANHÃS traz Vladmir Brichta em uma atuação magistral, como o ator Augusto Mendes, que tem a chance de sua vida ao interpretar o palhaço Bingo. Sua fama é estrondosa, mas por contrato não pode se revelar, levando o ator a um turbilhão de drogas, sexo e perdas pessoais. Com um mergulho na cultura pop da década de 80, o filme é um sério candidato a melhor filme estrangeiro no próximo Oscar. Estamos torcendo...

MULHER-MARAVILHA
 
Em 2017, dois filmes baseados em super-heróis ficaram na lista de melhores do ano. Depois do fiasco de BATMAN VS.SUPERMAN e ESQUADRÃO SUICIDA, quem diria que a DC acertaria a mão com o primeiro filme da Princesa Amazona? Pois MULHER-MARAVILHA se tornou a melhor bilheteria de um filme dirigido por uma mulher (Patty Jenkins). Isso que é empoderamento feminino!  Neste filme de origem, a diretora optou por uma pegada semelhante ao primeiro filme do Capitão América (com estilo retrô, bom desenvolvimento dos personagens e ambientação no front de guerra), e Gal Gadot provou ser uma boa escolha para a heroína. Pena que LIGA DA JUSTIÇA não teve o mesmo resultado...

 LOGAN
Para a derradeira despedida de Hugh Jackman do personagem que o consagrou, a escolha do diretor James Mangold já era promissora: explorar o destino de Wolverine em um futuro pessimista com uma atmosfera intimista e pessoal. A ideia era simplesmente deixar Jackman fazer o Wolverine violento e visceral dos quadrinhos que não deixaram ele fazer nos filmes anteriores. Resultado: espetacular!

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA
Quem diria que um filme de 2011 (PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM) reinterpretando uma franquia já consagrada resultaria em uma trilogia espetacular que superaria seu inspirador? O segundo capítulo (PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO) foi ainda melhor. O terceiro filme não apenas supera os anteriores como traz uma profundidade surpreendente a um personagem que passa por um desenvolvimento visível ao longo dos filmes. Tudo isso em CGI, mérito da interpretação de Andy Serkis. Outros personagens também se destacam, como Maurice, Bad Ape e Nova, com destaque para o vilão de Woody Harrelson, que consegue dar profundidade a um personagem aparentemente raso que nem aparece muito.

IT - A COISA
 
Se a primeira versão feita para a TV já era cultuada (graças principalmente ao ator Tim Curry, que deu vida ao palhaço Pennywise), a versão cinematográfica da obra de Stephen King prometia uma atmosfera de terror misturada à cultura pop dos anos 80 (ainda no hype de STRANGER THINGS). E o filme não decepcionou, com destaque para o carismático elenco de crianças. Vale lembrar que esta é a primeira parte, sendo que a segunda está prevista para 2019, com os personagens já adultos.

STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI
Deste nem vou falar muito pois já rendeu o post anterior. O episódio VIII da nova trilogia dividiu opiniões, trouxe novos personagens e levou a saga a caminhos nunca percorridos antes. De qualquer forma, continua sendo a maior saga do cinema e não poderia ficar de fora desta lista.

Por hoje é só! Até o ano que vem e feliz 2018!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI : Análise


Como já é de costume, todo final de ano tem um novo filme de Star Wars (viva!). E como não poderia deixar de ser, STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI confirmou-se como um dos maiores (e melhores) filmes do ano. Embora o último filme da saga já tenha sido discutido exaustivamente pelos principais veículos de cultura pop, o ONARI BLOG tem a obrigação de dar a sua, com o mínimo de spoilers possível.


O filme começa com a tradicional batalha espacial, agora com o nó na garganta, já que, ao vermos a Princesa Leia, não conseguimos esquecer que Carrie Fischer já não está mais entre nós. Aqui, a cena estabelece definitivamente Poe Dameron (Oscar Isaac) como co-protagonista, algo que O DESPERTAR DA FORÇA não conseguiu. 


A dinâmica entre Luke Skywalker (Mark Hamill) e Rey (Daisy Ridley) era aguardada desde o final do episódio anterior e não decepciona, estabelecendo o personagem de Luke como um mestre Jedi atormentado pelo passado, uma das melhores ideias do filme.


O arco de Finn (John Boyega) é um dos mais fracos, embora apresente uma co-protagonista interessante, Rosie (Kelly Marie Tran). Um personagem mal aproveitado é a Capitã Phasma (Gwendolyn Christie), mas isso já acontecia no episódio anterior. 


A interação entre Kylo Ren e Rey adquire um novo patamar em OS ÚLTIMOS JEDI, e tem um clímax empolgante no final, envolvendo o Líder Supremo Snoke e uma inesperada reviravolta, que deve ter consequências interessantes no próximo episódio.

Não vou comentar muito sobre o final para não estragar a surpresa de quem ainda não viu. Basta dizer que mostra todo o poder de Luke Skywalker, deixa muitas questões para o episódio IX e uma expectativa meio amarga sobre o destino de Leia, já que não poderá ser aproveitada.

Por hoje é só. Que a Força esteja com vocês!

domingo, 5 de novembro de 2017

MAGNI BRONZEBEARD: Finalmente na Minha Estante!

Em 2008, a DC Unlimited lançou a série 6 de sua coleção de action figures baseada no game Warcraft, uma das mais detalhadas do mercado. Uma das figuras se destacou pela beleza e riqueza de detalhes, e imediatamente se tornou um dos meus objetos de desejo: Magni Bronzebeard, o rei dos anões! Imponente e com uma escultura belíssima, ostentando dois poderosos martelos de guerra, a figura representa um tema de que gosto muito (anões guerreiros, como mostrei em um dos últimos posts).



Baseada em uma HQ situada no universo do game, o rei dos anões tem uma participação pequena, mas rendeu uma magnífica figura. Sempre quis tê-la, mas só recentemente consegui adquirí-la, por um bom preço. Infelizmente, ela veio sem um dos martelos, justamente o mais detalhado, com esculturas de cabeça de bode em dourado.


É claro que eu não conseguiria reproduzir uma peça tão detalhada, mas eu precisava de um novo martelo para o boneco. Assim, utilizei uma mão extra que era uma peça B.A.F. de um Metamorfo.  Como eu tinha duas, aproveitei a mão de martelo, removendo o resto do braço. O cabo foi feito com capa de seringa de injeção revestida com massa epóxi.

Alguns detalhes mais trabalhosos como as pontas, os ornamentos do cabo e, principalmente, a cabeça de bode, também foram esculpidos com massa epóxi. Depois, foi só pintar de prata e dourado.

Não ficou igual o original, mas já dá pra quebrar o galho...


Devidamente armado com seus dois martelos de guerra, Magni Bronzebeard já pode ocupar seu lugar de honra, reservado há 9 anos: a minha estante!

Por hoje é só! Até a próxima!