terça-feira, 13 de novembro de 2018

Descanse em Paz, STAN LEE


Ontem faleceu aos 95 anos Stanley Martin Lieber, mais conhecido como STAN LEE. 
Sua contribuição para a cultura pop mundial foi imensurável, já que foi um dos grandes responsáveis por reformular a editora Timely Comics nos anos 60, dando origem à empresa que hoje conhecemos como Marvel Comics. Criador de vários personagens, incluindo Homem-Aranha, Homem-de-Ferro, Hulk, Thor, Quarteto Fantástico, X-Men, Doutor Estranho  e muitos outros, revolucionou o mercado de quadrinhos e de outras mídias. Se hoje o mercado cinematográfico é dominado por produções baseadas em histórias em quadrinhos, agradeça a Stan Lee. 
Embora não estivesse mais no comando da Marvel, era seu principal símbolo, aparecendo em quase todos os filmes da empresa. 
Há alguns anos, um repórter perguntou a Lee: "Como é ser uma lenda viva?"
A resposta foi imediata, demonstrando o carisma e bom humor do mestre: "Prefiro ser uma lenda viva do que ser uma lenda morta!"

Infelizmente, agora ele pertence às lendas do passado, mas que, enquanto suas criações povoarem o imaginário de seus fãs, nunca desaparecerão... 
Descanse em paz, STAN LEE.

Esta é uma homenagem do ONARI BLOG, ciente de que sem Stan Lee, a cultura pop jamais seria a mesma...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sessão Nostalgia (Cult): 2001 - UMA ODISSEIA NO ESPAÇO


Primoroso. Genial. Instigante. Obra-prima. Todos estes adjetivos servem para definir 2001- UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, filme dirigido por Stanley Kubrick em 1968. Entretanto, outros adjetivos como incompreensível, lento, e muito, muito chato também definem essa obra. Como um filme de ficção científica que está completando 50 anos pode abrigar tantos sentimentos contraditórios?


Lançado em plena Guerra Fria e 1 ano antes da chegada do Homem à Lua, 2001 foi roteirizado por Kubrick e Arthur C. Clarke, baseado em The Sentinel, um conto escrito por Clarke. O objetivo era criar uma obra de ficção científica realista e que tratasse da História da humanidade e de seu relacionamento com a tecnologia. Além dos efeitos especiais inovadores (até hoje!), sua fotografia e sua edição com cortes geniais, destacam-se os diálogos (ou a ausência deles!) e principalmente a trilha sonora, que utiliza a música clássica de maneira brilhante.


O filme começa com o início da humanidade, com homens-macacos primitivos convivendo em sociedade. A presença de um misterioso monólito retangular e negro desperta a curiosidade (e algo mais) nos macacos, sendo que um deles descobre a utilidade de um osso de anta como arma... Após um corte genial, já estamos no espaço, em pleno século 21.



O ato no futuro aborda um grupo em uma estação espacial para investigar a presença do monólito em um asteróide, que exercerá influência não apenas na tripulação, mas também em HAL 9000, o computador que controla a estação - representado por uma lente vermelha mas que ironicamente é um dos melhores e mais complexos personagens do filme.


Contando com passagens misteriosas e muitas vezes difíceis de decifrar, o filme deixa mais perguntas do que respostas. Talvez esse tenha sido o objetivo dos autores. Arthur C. Clarke declarou certa vez: "Se o público entender de primeira, é sinal de que falhamos"... 


A influência de 2001 na cultura pop é incalculável (um exemplo é a decisão de James Cameron, diretor de Aliens, O Exterminador do Futuro 1 e 2, Titanic e Avatar, de seguir a carreira de cineasta depois de assistir ao filme). Já foram lançados DVDs e Blu-rays duplos e vários documentários  e livros dissecando a obra. A Editora Aleph, especialista em obras de ficção científica, lançou o livro de Arthur C. Clarke em um formato muito interessante: a capa é uma caixa que acondiciona o livro propriamente dito todo na cor preta, imitando o monólito. 



E para comemorar o aniversário de 50 anos do filme, a editora está vindo com uma iniciativa inédita e inovadora: uma edição luxuosa financiada pelo site colaborativo Catarse, em que os interessados financiam a obra e recebem posteriormente o item em casa. Uma caixa imitando HAL 9000 acondiciona o livro todo em preto na mesma escala do monólito junto com um osso de resina que é uma réplica do osso de anta utilizado no filme! Quem estiver interessado clique aqui.


É um filme difícil de assistir? Realmente é. É um filme chato e lento? Muuuito chato e lento. E mesmo com tudo isso, é genial. Quanto mais você assiste, mais camadas você descobre e mais apaixonado pela obra você fica. São poucos filmes que possuem essas características. 
Caso você queira dar uma chance a 2001, você não vai se arrepender. Conselho: deguste lentamente, aos poucos, e várias vezes, como um bom vinho. 

Por hoje é só. Até a próxima!

domingo, 30 de setembro de 2018

YOUNG SHELDON é melhor do que THE BIG BANG THEORY?



Hoje o assunto é série de TV! Na verdade, as séries mais nerds da atualidade...
Não costumo acompanhar seriados, embora esteja sempre por dentro dos mais badalados, como Westworld, Black Mirror, Game of Thrones e The Walking Dead, sem falar nas já encerradas, como Lost, Star Trek, Fringe, Prison Break, etc. Confesso que não tenho muita paciência (muito menos tempo) para devorar séries, com dezenas de episódios e normalmente esticadas além do esperado. 
A única exceção é THE BIG BANG THEORY, a minha série favorita (que já comentei aqui). E eu não sou o único, já que TBBT é a sitcom número 1 dos EUA. Já tem 11 temporadas (sendo que a próxima deverá ser a última) e cada um dos protagonistas (Jim Parsons, Johnny Galecki e Kaley Cuoco) ganha 1 milhão de dólares por episódio!
Com todo esse sucesso, já era de se esperar que TBBT ganharia um spin off, ainda mais com o fim iminente da série principal. E o caminho mais óbvio foi explorar o mais icônico e popular personagem da série, o Sheldon de Jim Parsons. Mais especificamente, a infância do gênio e sua relação com a família no Texas antes de se mudar para a Califórnia e o ambiente que conhecemos. Assim, surgiu YOUNG SHELDON, que teve sua primeira temporada lançada no ano passado.


A grande pergunta é: YOUNG SHELDON é melhor do que THE BIG BANG THEORY?

O maior desafio era encontrar um intérprete à altura de Jim Parsons (que narra os episódios em primeira pessoa, uma grande sacada da série). Iain Armitage faz o gênio de 8 anos entrando no ensino médio, e se sai muito bem, com todas as manias e trejeitos característicos do personagem, mas ainda crus e carregados de mais inocência. 


Todo spin off  tem que superar vários obstáculos: além de respeitar toda a "mitologia" da série-mãe, tem que encontrar seu próprio caminho. YS acerta ao se estabelecer como um seriado de época e não um sitcom, sem as risadas de fundo. Isso faz com que crie sua própria identidade, ainda mais quando se trata de um derivado de um programa tão popular. 


O foco principal é a relação entre Sheldon e sua mãe, Marry (Zoe Perry). Extremamente religiosa e dedicada à família, Mary é o cerne da família e constantemente tem que lidar com o filho super-inteligente, muitas vezes negligenciando o marido e os outros filhos, o que já foi mencionado na série original. Curiosamente, Zoe Perry é filha de Laurie Metcalf, que faz a mesma personagem na série original!

Lance Barber faz George, o pai. Ironicamente, o ator já interpretou um ex-bully de Leonard na série original, o que rendeu várias piadas de paradoxo temporal. Em YS, George é um pai amoroso e dedicado, cujas decisões normalmente fazem o ponto de virada das tramas, resolvendo os conflitos. É interessante como esse perfil difere do apresentado na série-mãe, em que George (que nunca apareceu) é lembrado por Sheldon e a mãe como um alcoólatra violento que os abandonou. Será que durante a série essa mudança de personalidade será bem explorada? Espero que sim, pois até agora, parece um erro dos roteiristas, embora a relação dos pais com Sheldon seja adorável e um dos pontos altos da série. 

George Jr. (Montana Jordan), o irmão mais velho e Missy (Raegan Revord), a irmã gêmea,  têm uma dinâmica interessante no núcleo familiar. George Jr. é o típico adolescente popular não muito inteligente que tem que conviver com o irmão mais novo na mesma sala. Missy é um poço de energia e personalidade, responsável por muitas piadas. Sempre coadjuvantes do irmão, têm que disputar a atenção da família, que inevitavelmente gira em torno de Sheldon.


Um dos grandes destaques da série é Meemaw, a adorada avó de Sheldon. O personagem é importante pois Sheldon sempre se refere a ela com carinho na série original. Inesperadamente jovial e excêntrica, distancia-se da imagem de vovó típica. Está sempre bebendo, fumando e atormentando o genro George, e invariavelmente se mete em tantas enrascadas quanto os netos, É interpretada por Annie Potts. Não reconheceu, nerd? Pois ela fazia Janine, a secretária dos Caça-Fantasmas nos filmes!

E então? YOUNG SHELDON é melhor que a série que a originou? 

Bem, YOUNG SHELDON ainda está no início, mas pelo menos criou sua própria identidade e se saiu muito bem. Ainda é pouco para fazer frente ao fenômeno que é THE BIG BANG THEORY, mas está no caminho certo e pode até superar a série-mãe.


Por hoje é só! Até a próxima!




quinta-feira, 19 de julho de 2018

FOGO E AÇO: A História em Quadrinhos que Ninguém Nunca Leu

Se você nunca ouviu falar de FOGO E AÇO, uma história em quadrinhos de ação, fantasia medieval e ficção científica, você não é o único. Aliás, ninguém nunca ouviu falar... Ela simplesmente nunca foi publicada! Mas ela (e a história de sua criação) é tão interessante que merece ser contada. Ou não, mas como o blog é meu (rsrsrs), lá vai...



Eu criei FOGO E AÇO quando era adolescente, ainda na faculdade, há mais de 20 anos. Sempre gostei de desenhar (o que não quer dizer que desenhava bem, rsrsrs), mas até aquele momento eu só tinha conseguido criar 2 histórias razoavelmente grandes, envolvendo um policial típico dos filmes de ação dos anos 80 (Máquina Mortífera, Duro de Matar, os primeiros filmes de Steven Seagal) com tiros, perseguições e pitadas de artes marciais (influências de filmes de ninja, Karate Kid, Bruce Lee, etc).

Dezenas de rascunhos e histórias inacabadas depois, eu desenhei, em um momento de inspiração, um anão guerreiro de barba e cota de malha. Hoje é fácil pensar em um personagem assim, mas naquela época um filme baseado em O Senhor do Anéis ou O Hobbit era impensável. Assim, eu não conhecia Gimli ou qualquer outro personagem de Tolkien: minha inspiração veio de um velho game chamado Golden Axe (para fliperama e Mega Drive), embora eu já conhecesse o mundo dos jogos de RPG, especialmente Dungeons and Dragons.

O rascunho que deu origem a FOGO E AÇO

Como gostei muito daquele desenho, pensei em uma história para o personagem. O título foi baseado em Fogo e Gelo, uma obscura animação de Ralph Bakshi.

Dividi a história em 3 atos. O primeiro mostra um mundo de fantasia medieval baseado nos filmes que eu curtia nos anos 80, como Conan, Krull, Willow, O Feitiço de Áquila, A Lenda e o desenho Caverna do Dragão.
O segundo ato envolve uma viagem no tempo e um futuro pós-apocalíptico em que destruição e tecnologia convivem juntos, como em O Exterminador do Futuro, Akira e Blade Runner; em especial este último, já que o visual do outro protagonista havia sido claramente inspirado no Deckard de Harrison Ford.


O terceiro e último ato retorna ao passado para o clímax envolvendo os dois personagens contra o grande inimigo e um plot twist que é a chave para a vitória. Tudo que naquela época, há mais de 2 décadas, já era clichê... 

Embora nunca tenha sido um grande desenhista (só fazia para me divertir), muitos artistas importantes cujos gibis eu lia avidamente na época me influenciaram, principalmente Frank Miller, George Pérez e John Byrne. Além disso, em toda a história fica evidente a presença dos elementos que marcaram todas as minhas histórias, rascunhos e ideias: sequências de ação cinematográficas, onomatopéias americanizadas, ausência de personagens femininas (até hoje não sei desenhar mulheres - todas ficam parecendo travestis, rsrsrs) e as lutas envolvendo algum golpe ou fundamento de artes marciais.

Apesar de nunca ter sido publicada, tenho muito orgulho dessa história. Levei mais de 3 anos (entre 1996 e 1999) para concluir as 27 páginas e tive apenas um único leitor e fã: meu filho, que se apossou e leu a história, quase 20 anos depois... Acho que valeu a pena!


POR HOJE É SÓ! ATÉ A PRÓXIMA!

P.S.: algum dia crio coragem e disponibilizo a história para download... Quem sabe um dia...

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Sessão Gepeto: LOBO DE PRATA vs. MERCURIUM


Hoje na nossa querida Sessão Gepeto, em que eu apresento action figures exclusivas customizadas por mim, vou mostrar não apenas 1, mas 2 bonecos. O da esquerda eu batizei de Lobo de Prata e o seu arqui-inimigo cromado eu chamei de Mercurium. 


 Para fazer o Lobo de Prata, utilizei como base o Taskmaster da Marvel Legends da série Capitão América cuja peça B.A.F. é a cabeça do Caveira Vermelha.


 Troquei a cabeça por uma do Ronin que era o rosto de Clint Barton. Incluí o nunchaku do Ronin e duas shurikens da Tartarugas Ninja da Neca. 


Pintei a roupa de preto, mantendo os braços e pernas com a armadura prateada. Pintei também o escudo, colocando como emblema uma espécie de garra (de lobo), que emula levemente o símbolo Yin-Yang. Além disso, modifiquei o capuz, pintando de preto e acrescentando orelhas de lobo e duas presas com massa epóxi.


Já para o Mercurium, usei o Toxina, da série Spider-Man da Marvel Legends. Ele veio com a cabeça do Green Goblin (versão Ultimate) e a peça de fogo das suas costas.


Troquei a cabeça pela do Caveira Vermelha que veio com o Taskmaster e acrescentei a peça de fogo das costas e alguns tentáculos de massa epóxi. Depois foi só finalizar com tinta prateada no corpo todo.


Agora é só colocar os dois frente a frente! Criei até um background para os dois personagens: Lobo de Prata é Peter Wolfgang, um analista de uma agência secreta que é promovido a agente de campo quando um soldado renegado, ao testar um traje de combate, modifica sua estrutura molecular e se torna o vilão Mercurium. Para combatê-lo, Wolf (codinome de Peter na agência) utiliza o Projeto Lobo de Prata, criado para equipar soldados e agentes em situações de risco extremo. Os equipamentos incluem um traje de kevlar; uma armadura resistente a ambientes tóxicos, corrosivos ou radioativos; um escudo; um nunchaku indestrutível e uma espada de plasma. Esta será a base de uma futura história em quadrinhos envolvendo os dois personagens, que estou desenvolvendo junto com meu filho e que será tema de um futuro post. O que acharam?

Por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 3 de junho de 2018

Análise: HAN SOLO - Uma História STAR WARS


Ué, vocês não acharam que um filme da franquia STAR WARS ficaria de fora do ONARI BLOG, né? Esta resenha só não saiu antes (já que o filme estreou há 10 dias) porque eu fui pego bem no meio da greve dos caminhoneiros e só consegui ir ao cinema hoje, mas antes tarde do que nunca, não é?
HAN SOLO - UMA HISTÓRIA STAR WARS foi um spin off complicado. Os diretores originais (Chris Miller e Phil Lord, de Uma Aventura Lego) foram demitidos, sendo substituídos pelo veterano Ron Howard. Boatos diziam que o protagonista Alden Ehrenreich teve que fazer aulas de representação no meio das filmagens. Além disso, muitos entusiastas da saga (eu incluído) não estavam muito empolgados para conhecer a origem de Han Solo, imortalizado nos filmes da saga por Harrison Ford; principalmente depois que os trailers revelaram uma Millenium Falcon (a nave de Solo e ícone da saga) mais "bicuda", bem diferente do design a que estávamos acostumados. 
Assim, o medo de uma decepção era grande. E, agora, depois de ver o filme, o veredito: o filme correspondeu as expectativas? AFINAL, O FILME É BOM?


Calma, vamos por partes... Primeiramente, na minha opinião, um filme contando a origem de Han Solo deveria abranger, obrigatoriamente, os seguintes fatos:
- a origem dos dados de Han (que ganharam bastante destaque no Episódio VIII) e de sua pistola;
- como ele conheceu Chewbacca (que seria seu fiel amigo por toda a vida) e Lando Calrissian;
- o jogo de Sabbac em que ele ganha a Millenium Falcon de Lando;
- o percurso de Kessel que Han percorreu em menos de 12 parsecs;
- a Millenium Falcon perdendo aquele bico e ficando parecida com a nave que todos nós amamos!

De fato, tudo isso é abordado no filme, a maioria de maneira satisfatória. Alden Ehrenreich, ao contrário do que se previa, dá conta do recado, imitando muito dos trejeitos de Harrison Ford (mas não se compara ao seu talento e carisma, obviamente). Donald Glover, por sua vez, entrega um Lando cínico e charmoso, o que os trailers já prometiam.

Os outros personagens principais são Qi'Ra e Tobias Becket, respectivamente o interesse amoroso de Solo e o mentor do herói. Emilia Clarke empresta seu charme e beleza para um personagem complexo, cheio de nuances. Já Beckett é interpretado por Woody Harrelson, com o carisma de sempre, fazendo um mercenário estiloso que é o líder do bando de foras-da-lei que Han integra.


Todo filme STAR WARS precisa ter um robô de destaque. Neste caso, temos L3-37, a co-piloto de Lando. Cheia de personalidade pró-revolucionária, é responsável por grandes momentos no filme.


O grande vilão do filme é Dryden Vos, vivido por Paul Bettany. Apesar do ótimo visual e do tom ameaçador, não chega a ser um grande personagem, talvez por aparecer pouco. 


O filme tem um ritmo empolgante, com direito até a um plot twist com a aparição de um personagem conhecido dos filmes anteriores... Algumas sequências não são tão inspiradas, e certas soluções talvez apressadas demais incomodam. No final das contas, HAN SOLO - UMA HISTÓRIA STAR WARS tem mais acertos do que erros, embora seja um dos mais fracos da franquia. Particularmente, eu gostei, já que quase tudo que eu queria ver está no filme. Divertido, cheio de ação e repleto de fan service, o filme satisfez o nerd dentro de mim. Em se tratando de STAR WARS, já está bom demais...



Saltando pelo hiperespaço, por hoje é só!
E que a Força esteja com vocês!

domingo, 20 de maio de 2018

Análise: WOLF WARRIOR 2 (2017)


Quem acompanha o ONARI BLOG desde o começo deve ter notado que o perfil do blog mudou com o passar dos anos. Ainda que a proposta sempre tenha sido comentar todos os aspectos da cultura pop/nerd, no início (e já se vão 9 anos...)  o enfoque era essencialmente os filmes de kung fu. Entretanto, com o tempo, os filmes de ação, ficção e super-heróis, HQs, games, livros e action figures acabaram tomando a maior parte do conteúdo do ONARI BLOG  e os artigos, resenhas e críticas sobre filmes de artes marciais foram se tornando cada vez mais raros. Eles só entram na pauta do blog quando o filme é realmente muito bom ou relevante.
É o caso de WOLF WARRIOR 2, filme estrelado, dirigido, produzido e co-escrito (ufa!) pelo astro Wu Jing. O filme se destaca por vários aspectos, mas o principal é que o longa é o filme chinês mais bem-sucedido de todos os tempos, tendo faturado cerca de 870 milhões de dólares! Pelo menos dentro da Ásia, tem a maior bilheteria da história, desbancando os blockbusters americanos (pelo menos por enquanto...).

Mas antes de falar da segunda parte, vamos falar um pouquinho de WOLF WARRIOR, o primeiro filme, já que WOLF WARRIOR 2 é obviamente a sua continuação.


Quem conhece Wu Jing (Comando Final, SPL 2, Alvo Invisível, Contato Fatal) já sabe do que ele é capaz. Com suas habilidades marciais e acrobáticas, é um dos maiores astros de filmes de artes marciais da atualidade, embora seja meio desconhecido no Ocidente. Quando dirigiu WOLF WARRIOR, em 2015, Wu Jing quis fugir um pouco da fórmula dos filmes de kung Fu de Hong Kong. Produzido na China continental, o filme ressalta o orgulho patriótico chinês e parece até uma propaganda de seu poderio militar. Jing é Leng, um atirador de elite do exército chinês que foi punido por desobedecer ordens diretas. Devido  a suas habilidades, é realocado em um grupo secreto de elite, os Lobos Guerreiros. Em meio a um treinamento de manobras militares, Leng e seus companheiros são designados para defender a fronteira da China contra mercenários, liderados por Tom Cat, vivido por Scott Adkins, que, é claro, luta com Leng no clímax do filme.


Devido ao sucesso do longa, Wu Jing lançou em 2017 a sua continuação, que ultrapassou todas as expectativas.



WOLF WARRIOR 2 continua de onde o primeiro parou. Ainda que preserve as características do original (patriotismo chinês, ação com enfoque militar, artes marciais e explosões, um leve interesse romântico para o herói e um astro ocidental como antagonista), o longa abraça com mais intensidade a diversão e a pirotecnia, com várias cenas impossíveis e grandiosas, fazendo do protagonista quase um super-herói, lembrando as proezas de Vin Diesel e The Rock na franquia Velozes e Furiosos. Isso fica claro na cena que abre o filme, em que o navio no qual Leng trabalha (depois se explica porque ele abandonou o serviço militar) é atacado por piratas africanos e ele, sozinho e desarmado (!), mergulha no mar, tira todos do bote, luta com eles embaixo da água e neutraliza os outros, sem precisar tomar ar! E tudo isso antes do título aparecer na tela!


Depois dos créditos, começa a história propriamente dita. Empenhado em uma missão pessoal de vingança, Leng está trabalhando na África quando se vê em meio a uma guerra civil, pois uma milícia rebelde ataca a região onde ele mora, assolada por uma doença sem cura conhecida. Liderando um pequeno grupo de sobreviventes, ele consegue abrigo na embaixada chinesa. Lá, ele se incumbe de duas missões: resgatar o doutor Zhen, um médico que está desenvolvendo uma vacina para a praga, e salvar a mãe de seu afilhado que trabalha em uma fábrica perto dali.


É claro que as coisas ficam mais difíceis do que ele esperava. Ele se envolve com uma médica, a assistente do doutor Zhen (a belíssima atriz Celina Jade) e acaba tendo que salvar não apenas a mãe de seu afilhado, mas todos os chineses e africanos que trabalham na fábrica. Como esta se localiza em uma zona de guerra, a ONU não permite que o exército chinês intervenha, obrigando Leng a contar apenas com as suas (incríveis) habilidades e a ajuda de um punhado de aliados. A pedra no seu sapato vai ser Big Daddy, o mercenário interpretado por Frank Grillo (visto mais recentemente como Brock Rumlow, o agente que trai o Capitão América em O SOLDADO INVERNAL e vira o Ossos-Cruzados no início de GUERRA CIVIL).


Com grandes explosões e cenas de ação de tirar o fôlego - com destaque para uma batalha entre tanques de guerra e a luta final entre Jing e Grillo -, o filme acerta ao tirar o foco das manobras militares do primeiro filme e destacar as lutas corpo a corpo que são a especialidade de Wu Jing, ao mesmo tempo em que tenta dar mais profundidade ao enredo incluindo temas atuais como Política Internacional e guerras civis na África.

Incomparavelmente melhor que o primeiro, WOLF WARRIOR 2 merece o sucesso que teve. E que venha a terceira parte! Duvida que vai ser produzida a toque de caixa? Aqui vai um pequeno spoiler: veja a cena pós-créditos...

Por hoje é só! Até a próxima!