sexta-feira, 31 de julho de 2015

KAIJU Action Figures: Colecionando Monstros Gigantes... em Miniatura!



Hoje o assunto é coleção de action figures (ou bonequinhos, para todo mundo que não é nerd ou não entende o mundo nerd - caso da maioria das nossas esposas ou namoradas)...
Vamos falar de uma coleção um pouco diferente. Normalmente, o foco das coleções é o universo dos super-heróis, ou dos personagens de filmes, seriados e games. Eu também coleciono tudo isso, mas se tem uma coisa de que eu gosto desde criança é MONSTRO! 
E um dos pilares da cultura pop japonesa é o gênero Tokusatsu, aquele em que heróis como Ultraman, Ultraseven, Spectreman e outros lutavam com monstros gigantescos chamados, em japonês, de KAIJU. O termo só ficou mais conhecido no ocidente graças ao diretor Guillermo Del Toro, que lançou, em 2013, o épico CÍRCULO DE FOGO (Pacific Rim), no qual gigantescos kaijus lutavam com robôs gigantes (os Jaegers), em uma homenagem explícita ao gênero japonês.

Mas os monstros gigantes surgiram, como um autêntico gênero, em 1954, quando a produtora Toho lançou GODZILLA, o primeiro filme japonês do rei dos monstros!

Claro que com o sucesso, Godzilla virou uma verdadeira franquia, com 28 filmes (para saber mais, clique aqui) e uma infinidade de produtos, incluindo, é claro, bonecos! A empresa japonesa BANDAI se destacou no segmento, lançando uma imensa coleção de figuras, normalmente em vinil...



...não apenas relacionada ao universo de Godzilla...

...mas também de outras produtoras, como a Daei, responsável pela tartaruga gigante GAMERA, outro ícone que tem uma imensa coleção só dedicada a ela (veja abaixo):



Com o passar dos anos, as coleções foram ficando cada vez mais sofisticadas. A própria Bandai, tradicional no mercado de figuras de vinil, lançou a linha S.H.MONSTERARTS, com figuras em PVC (plástico resistente), com o mesmo conceito da linha S.H.FIGURARTS (esta baseada em heróis e vilões de seriados, filmes e séries, como Dragonball, Power Rangers, Kamen Rider e Ultraman). Altamente detalhadas, as figuras, ao contrário das de vinil, possuem muitas articulações, peças intercambiáveis e acessórios como bases e peças emulando raios e outros efeitos característicos de cada personagem... Enfim, um arraso!
Claro que um dos primeiros lançamentos foi o rei: Godzilla, com o visual de "Godzilla Vs. Spacegodzilla", de 1994, com direito a muitas articulações, base e peças imitando o bafo atômico!



Obviamente, com tantos filmes, e consequentemente, versões existentes, a Bandai lançou diversas figuras diferentes de Godzilla, incluindo o Spacegodzilla, com seu incrível visual baseado em cristais espaciais...


E, como não poderia deixar de ser, para completar os "Big Five" (como são considerados os cinco maiores monstros do universo de Godzilla) a coleção também incluiu:

...MOTHRA, a mariposa gigante...






... RODAN, o pterodáctilo espacial...


...MECHAGODZILLA (baseado em Kiryu, da versão
 do filme de 2002 - por sinal, o meu favorito)...



.. e, finalmente, GUIDORAH, o dragão de três cabeças que 
é, talvez, o maior antagonista de Godzilla em toda a saga!

Mas praticamente todos os monstros que já passaram pelos filmes de Godzilla já tiveram sua figura lançada (ou terão)... 

Biollante, por exemplo...

 Megalon...


...e Destoroyah...


E a linha não se limita ao Oriente. Monstros de megaproduções americanas, como Alien, Predador também foram lançadas.
Um dos destaques foi King Kong, baseado no filme de Peter Jackson, de 2003.


Até a versão americana de Godzilla, de 2014, ganhou não apenas uma versão da BANDAI da linha S.H. Monsterarts, mas também da NECA, sem acessórios, mas com boa qualidade (e preço bem mais acessível)...


Por falar em NECA, a empresa está caprichando com a franquia Pacific Rim, lançando desde os Kaijus "principais", mas também outros que quase nem aparecem no filme.


Esses foram só alguns, porque a variedade de bonecos de Kaijus é tão grande que tem louco que só coleciona esses monstrinhos... Existem coleções particulares gigantescas...

Tem gente precisando arrumar namorada...



Já estou terminando o post, que já está bem grande... Deixa eu só apresentar a minha última aquisição (e também um dos últimos lançamentos da S.H.Monsterarts): a querida tartaruga GAMERA, que, embora não seja tão popular como Godzilla, é outro importante cânone do gênero. A figura da Bandai traz os tradicionais detalhes e articulações já esperados, com as tradicionais presas, as placas ventrais que se abrem revelando a bola de energia amarela, base e peças intercambiáveis para configuração de voo e o bafo de fogo! Simplesmente sensacional! Dá até pra fazer um duelo épico entre os dois ícones, coisa que nunca ocorreu, já que pertencem a produtoras diferentes...



Agora, pra encerrar mesmo, uma última figura já conhecida pra quem acessa o blog há algum tempo... O meu próprio KAIJU! Embora Kaijus robóticos não sejam a regra, customizei um monstro metálico a partir de bonecos do Ben 10 e do Monge de Ferro (para mais detalhes, clique aqui), que chamei de TENTÁCULO DE AÇO. Para vocês verem como eu gosto do gênero... Até que ficou bom, não é?

Tentáculo de Aço, o meu Kaiju exclusivo...


Por hoje é só! Até a próxima!


domingo, 12 de julho de 2015

A Saga AS CRÔNICAS DOS MORTOS: O Verdadeiro "The Walking Dead" Brasileiro!


Nem é preciso ser nerd hoje para saber que os zumbis comedores de carne humana são a bola da vez. Praticamente todas as mídias têm a sua versão, incluindo games (Resident Evil, Plants vs.Zombies), quadrinhos (Zumbis Marvel; The Walking Dead; I, Zombie), cinema (Eu Sou a Lenda, Guerra Mundial Z, Meu Namorado É um Zumbi, Resident Evil), TV (The Walking Dead; I, Zombie) e até brinquedos!
Aparentemente, o autor brasileiro Rodrigo de Oliveira era mais um querendo aproveitar a onda, quando lançou, de maneira modesta, o livro O Vale dos Mortos, em 2012. 
Entretanto, a obra provou ter alma própria, destacando-se como um dos melhores (se não o melhor) livros sobre apocalipse zumbi da atualidade. Rodrigo de Oliveira já é de casa; afinal já deu uma entrevista para o ONARI BLOG, em 2013 (para acessar a entrevista, clique aqui). Segundo o autor, a ambiciosa saga tem previsão de um total de 5 livros, sendo que três já foram publicados (o quarto tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2015).
Hoje vamos falar um pouco sobre a saga até agora, e algumas curiosidades sobre os livros.

Rodrigo de Oliveira (de óculos) e eu, em 2013, quando concedeu uma entrevista para o ONARI BLOG.


O VALE DOS MORTOS
O meu favorito da saga, conta o início do Apocalipse Zumbi, apresentando os protagonistas, Ivan e Estela, e como eles organizaram uma comunidade no interior de São Paulo. Como em todas as histórias de zumbi, o perigo não se restringe aos monstros canibais...


A BATALHA DOS MORTOS
Com a comunidade de Ivan e Estela já estabelecida, o perigo vem de uma cidade vizinha, onde um perigoso grupo de criminosos também se organizou em um presídio. A guerra entre os dois grupos é inevitável.


ELEVADOR 16

Para aplacar a sede dos fãs, que mal podiam esperar por mais um livro da saga, Rodrigo de Oliveira lançou, no hiato entre o segundo e o terceiro livro, o e-book ELEVADOR 16, um conto ambientado na cidade de São Paulo durante o início do Apocalipse Zumbi, apresentando uma personagem que participa do terceiro livro.


A SENHORA DOS MORTOS
No terceiro livro da saga, a ameaça vem na forma de uma entidade sobrenatural, que além de possuir poderes paranormais, tem o poder de controlar os zumbis! O final é instigante, deixando o leitor salivando pelo próximo livro.


 CURIOSIDADES

- O primeiro livro da saga, O VALE DOS MORTOS, foi lançado discretamente pela Editora Baraúna em 2012. Atualmente, a saga é publicada pela Faro Editorial, que relançou o primeiro livro com outra capa. A primeira edição, da Baraúna, hoje já esgotada, é raríssima (nem mesmo o autor tem um exemplar!)...

 - Sabendo da base nerd de fãs, a cada lançamento dos livros, Oliveira disponibiliza algum brinde para os primeiros compradores. O brinde do segundo livro é um lindo marcador de página em couro, imitando pele humana! Já no terceiro, quem comprar um exemplar ganha a versão escrita de ELEVADOR 16.

Para mim, a saga tem um apelo pessoal. Como Rodrigo de Oliveira é morador de São José dos Campos-SP, ambienta a história na cidade. Como eu também moro em São José, foi uma grata surpresa encontrar nos livros (especialmente no primeiro) lugares muito familiares para mim. Alguns deles:
- Os protagonistas inicialmente procuram refúgio no Shopping Colinas, que eu frequento constantemente, já que tenho uma loja lá.
- A comunidade se instala no Condomínio Jardim das Colinas, onde eu moro!
- Para tomar posse do condomínio, os protagonistas organizam uma missão em um quartel para adquirir armamentos. O alvo é a cidade vizinha de Caçapava, onde eu trabalho (inclusive, como veterinário, já fiz alguns serviços no quartel descrito no livro).
- O quarto livro, A ILHA DOS MORTOS, se passará em Ilhabela, litoral de São Paulo, onde eu passei uma das viagens mais conturbadas da minha vida - embora tenha sido divertido...

Já deu pra perceber que eu sou fã da saga, né?

Em meio aos inúmeros imitadores do megassucesso The Walking Dead, AS CRÔNICAS DOS MORTOS se destaca como uma saga que, ao mesmo tempo em que presta homenagem a todas as obras do gênero (de George Romero a Robert Kirkman), também leva a ficção científica brasileira a outro patamar, com personagens marcantes, ação vertiginosa e rigorosa pesquisa histórica, geográfica e científica, digna de uma produção hollywoodiana!

 Por hoje é só! Até a próxima!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

30 Anos de COMANDO PARA MATAR !!!


Como o tempo voa! Parece que foi ontem que Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone disputavam filme a filme para ver quem era o rei dos filmes de ação. O ano de 1985 - 30 anos atrás! - foi o ápice desta disputa: Stallone lançava RAMBO 2 - A MISSÃO e Schwarzenegger estrelou esta pérola da qual falaremos hoje. COMANDO PARA MATAR (o título já faz uma alusão ao primeiro filme de Rambo - Programado Para Matar) foi o veículo perfeito para Schwarza consolidar seu status de astro da pancadaria, assim como seu inconfundível estilo: ação frenética, cenas impossíveis para qualquer ser humano normal (menos ele, claro), e, principalmente, frases de efeito e piadinhas de humor negro. Vamos rever este filme em 25 quadros? Prepare a pipoca, o refrigerante e embarque comigo nesta aventura oitentista...

O filme já começa com 3 assassinatos(!)... Primeiro a equipe aparentemente liderada pelo gigantesco e ameaçador Cooke (o simpático negro no meio da cena) aparece num caminhão de lixo para matar um homem que acabou de acordar...

Em seguida, Cooke finge comprar um carro para usá-lo para atropelar o vendedor!

Depois é a vez de um homem bombado com a cara do Freddy Mercury (da banda Queen) aparentemente virar churrasco após Cooke explodir seu barco.

Agora é que o filme começa de verdade, apresentando nosso herói! Schwarza (juntamente com sua montanha de músculos) aparece carregando um imenso tronco de madeira, já demostrando que é praticamente um super-homem...

Mas toda essa força é para contrastar com as cenas seguintes. Enquanto os créditos iniciais vão passando, percebemos que John Matrix é um pai amoroso e presente, cuidando da filha Jenny... AAAAWWWNNN...

Mas essa ternura tem hora para acabar, pois logo chega o mentor de Matrix, o General Kirby (uma espécie de cópia do Coronel Trautman, mentor do Rambo), que conta que todos os homens de sua antiga equipe estão sendo mortos (lembram das cenas iniciais?) e deixa dois soldados para proteger John e sua filha.

Claro que é só o coronel ir embora que a casa de John é atacada pelos bandidos, que conseguem sequestrar sua filha...

 E, embora tomem uma surra, pegam nosso herói também!

É aí que Bennet, nosso Freddy Mercury bombado, revela estar vivo e louco para se vingar de John por tê-lo expulsado de sua equipe (aparentemente ele era muito sádico)...

Bennet e outros ex-soldados trabalham para Arius, um ex-ditador que foi destituído do poder do fictício país Valverde pelo atual presidente com a ajuda de Matrix. Assim, Arius manda John matar o governante (já que este confia nele). Se ele não o fizer, sua filha será morta. Já que não tem escolha, John embarca no avião, mas não sem antes lançar duas frases de efeito: o indefectível "Eu vou voltar!" pra Bennet e a promessa para o baixinho Sully ("Gosto de você... É por isso que vou te matar por último!"). Um dos capangas vai junto no avião, para garantir que Matrix cumpra a tarefa.

Já no avião prestes a decolar, John mata o bandido quebrando seu pescoço e soltando outra piadinha para a aeromoça: "Não acorde meu amigo... Ele está MORTO de cansaço!"...

A próxima coisa a fazer é sair do avião. Como? Ora, protagonizando uma das cenas mais impossíveis da história do cinema: ele simplesmente se pendura no trem de pouso e pula!

Claro que ele cai em um matagal alagado (embora a coluna d'água tenha apenas alguns centímetros) sem um arranhão! 

Seu objetivo é ir atrás de Sully, que acaba de deixar o aeroporto. Para isso ele sequestra Cindy (Rae Dawn Chong), uma simpática aeromoça, que relutantemente segue Sully até um shopping...

Lá, John realiza uma série de proezas: arranca uma cabine telefônica com Sully dentro (que, apesar de armado, não atira!), dá uma surra em dezenas de guardas, pendura-se igual ao Tarzan e, novamente com Cindy, volta a perseguir Sully de carro.

A perseguição termina à beira de um precipício, onde John segura Sully com apenas um braço (e a ajudinha de um cabo de aço, que aparece na cena!). Lembra que ele havia prometido a Sully que o mataria por último? Pois é, Sully também o lembra... A resposta de John? "Eu menti !" Bye, bye, Sully!

O próximo é Cooke, que retorna ao seu quarto de hotel apenas para encontrar Matrix, que procura pistas sobre o paradeiro de sua filha. É hora de mais um diálogo impagável:
Cooke: - Está com medo, valentão? Devia estar, porque um boina-verde vai acabar com você!
Matrix: - Eu como boinas-verdes no café-da-manhã... Com muita fome!
Após a briga, Cooke é literalmente empalado! Credo! E Matrix continua sem pistas! Quem mandou matar todo mundo antes de perguntar?

Matrix e Cindy acabam descobrindo o provável esconderijo de Arius: uma ilha! Mas antes, Matrix diz que eles precisam "fazer compras"...

E como nosso herói faz compras? Simples! Ele invade uma loja com uma escavadeira e pega tudo o que precisa (incluindo armas, facas, equipamentos, granadas, bombas e um lança-foguetes!)... Mas enquanto Cindy põe as coisas no carro, Matrix é preso e levado por policiais. Quem poderá ajudá-lo?

Se você pensou na Cindy, acertou! Ela usa o lança-foguetes recém-adquirido, explode o furgão da polícia e liberta nosso herói, que escapa ileso! Incrédulo, Matrix pergunta: "Como você aprendeu a usar o lança-foguetes?"... A resposta óbvia: "Eu li as instruções!"

Após matar alguns bandidos no cais e roubar um hidroavião (providencialmente, Cindy é aeromoça e sabe pilotar!), Matrix finalmente chega na ilha e protagoniza mais uma cena memorável: a preparação antes do massacre, com closes mostrando ele se vestindo e se equipando, ficando pronto para a festa!

O que vem a seguir é uma das maiores matanças da história do cinema. John trucida quase uma centenas de guardas, explodindo, esfaqueando, mutilando e baleando...

 ...Antes de matar Arius, o penúltimo chefe de fase...

Claro que a luta final tinha que ser com Bennet, que pega Jenny e atira no braço de John. Então, segue-se um diálogo de duplo sentido muito estranho:
Matrix: "Vamos lá, Bennet! Isso é entre nós dois! Venha me pegar e solte a menina! Você não quer apenas apertar o gatilho.. Quer enfiar a faca em mim e olhar dentro dos meus olhos enquanto gira a faca dentro do meu corpo..."
Bennet (visivelmente afetado): "Eu não preciso de armas! Eu não preciso de nada! Eu vou te pegar, John!"
Nossa, será que Bennet tinha uma quedinha por Matrix? Claro que nosso herói vence a luta e empala Bennet  com  um cano que libera vapor. Mais uma deixa para uma frase de efeito: "Libere essa pressão, Bennet!"

Pronto! John salva a filha, encontra o coronel (que chega no final convidando Matrix para voltar a trabalhar para ele), manda este se ferrar e volta para casa com Cindy (sugerindo que encontrou uma mãe para Jenny!). Final Feliz!

Mais algumas curiosidades sobre o filme:

- Schwarzenegger teve que fazer a maioria das proezas do filme, já que era muito difícil arrumar um dublê com um físico parecido com o do ator...

- Bennet, o vilão principal, seria interpretado por outro ator mas foi substituído em cima da hora por Vernon Wells, um pouco maior que o ator original. Entretanto, os produtores não tiveram tempo de substituir o figurino! É por isso que as roupas de Bennet parecem mal ajustadas (aliás, aquele colete de cota de malha é ridículo)...

- Rae Dawn Chong (Cindy) foi uma das primeiras protagonistas negras em um filme de ação...

- Se você prestar atenção nas cenas de perseguição de carros, verá que o carro amarelo de Sully amassa e desamassa ao longo da perseguição! O continuísta deveria ser despedido!

- A Versão do Diretor, que é a versão estendida, tem nada mais, nada menos do que UM minuto a mais! Trata-se apenas de um diálogo entre Cindy e Matrix falando sobre a mãe de Cindy, que morrera no parto.

- Em comemoração ao aniversário de 30 anos do filme, a Neca vai lançar este ano (provavelmente em agosto) uma action figure de 7 polegadas de John Matrix, com diversos acessórios! Já estou babando...

Por hoje é só! Até a próxima! Hasta la vista, baby!