quinta-feira, 20 de maio de 2010

Análise: O GRANDE MESTRE (Yip Man, 2008)



Já faz tempo que eu queria ver este filme, mas ele só foi lançado no Brasil este mês (e eu não gosto de baixar filmes na web). Com o lançamento em DVD, pude conferir mais este trabalho de Donnie Yen. A segunda parte acaba de ser lançada na Ásia!
Quando se fala em um filme de Donnie Yen, já se espera um protagonista durão, com cara de poucos amigos e lutas duríssimas. Este filme não é diferente, apesar do personagem de Yen ser bem calmo e amigável no primeiro ato do filme. Ele interpreta uma personalidade real, nada mais nada menos do que o mestre que introduziu o kung fu a Bruce Lee!
Na cidade de Fonshan, na década de 30, várias escolas de kung fu coexistem harmoniosamente. O maior mestre de todos é Yip (Donnie Yen), adepto do estilo Wing Chun. Entretanto, ele não ensina seu estilo, principalmente por ser rico e não precisar se sustentar.
Tudo muda com a invasão do Japão, cujas tropas confiscam os bens de todos e oprimem o povo chinês. Mestre Yip é obrigado a trabalhar, mas sua habilidade marcial faz com que se oponha ao autoritarismo japonês, demonstrando a superioridade da arte marcial chinesa perante o karatê japonês.
O filme aborda um tema recorrente na filmografia marcial chinesa, a rivalidade entre chineses e japoneses, culminando na cena mais marcante do filme, a luta de Yip contra dezenas de lutadores japoneses, referância óbvia a Fúria do Dragão e Lutar ou Morrer (principalmente este último, já que também emula a luta final entre o protagonista e o general japonês especialista em karatê, que no filme de Li foi interpretado pelo grande Billy Chau). Falando no general japonês, ele lembra mais o oponente final de Jet Li em Fearless (O Mestre das Armas), já que, apesar de ser o "chefão de fase final", segue um rígido código de honra (mais uma tentativa de deixar o filme mais palatável para o público japonês, sempre importante para as bilheterias dos filmes chineses).
A luta mais marcante do filme.
Para quem procura lutas rápidas e arrasadoras (como é de costume nos filmes de Donnie Yen), Este filme é a pedida! Mal posso esperar pela segunda parte, Tomara que não demore tanto para ser lançado por aqui!

domingo, 7 de março de 2010

Análise: NINJA ASSASSINO


Os filmes de ninja constituem um subgênero importante nos filmes de artes marciais, principalmente devido aos filmes estrelados pelo grande Sho Kosugi. Ultimamente, os ninjas andavam esquecidos, obscurecidos pelos guerreiros voadores dos "wire fu" chineses e dos arrasadores filmes de pancadaria tailandeses, entre outros. Quando NINJA ASSASSINO foi anunciado, os fãs desse tipo de filme ficaram ao mesmo tempo entusiasmados e apreensivos. O entusiasmo se deve ao retorno de Sho Kosugi (que aqui faz o mestre do clã assassino). O papel do protagonista foi a grande preocupação de todos, devido à inexpressividade do astro pop Rain. De fato, a escolha compromete o filme, que necessitaria de um ator com mais carisma (ou, pelo menos, de um ATOR propriamente dito) e que transmitisse mais credibilidade.
Claro que o que interessa são as lutas. Extremamente violentas (a quantidade de sangue não perde muito para Kill Bill), a sensação que transparece é que os realizadores procuraram aumentar a velocidade para encobrir uma eventual falta de criatividade. Além disso, o acréscimo de efeitos de computação gráfica (principalmente para simular os efeitos das armas) procura estabelecer uma conexão com a platéia globalizada de hoje, mas não são tão inovadores, apesar de interessantes.
O filme conta a história de Raizo, que foi treinado desde criança na arte do ninjitsu por um clã secreto. Depois de um exaustivo e doloroso treinamento, ele se torna uma das mais letais armas humanas do planeta. Após sua primeira missão, Raizo se rebela contra a ordem para matar uma colega de treinamento (que ansiando por liberdade, havia tentado fugir) e foge. A partir daí, é jurado de morte e declara guerra ao clã. Quando uma policial investiga o clã, torna-se um alvo e seu mundo colide com o de Raizo, que a salva. Capturado, Raizo dependerá de suas habilidades para o confronto final com seus antigos companheiros e seu mentor. Obviamente ele lutará com o ninja mais habilidoso antes do acerto de contas com o mestre (o "subchefe e o chefão de fase" finais, claro). Embora empolgante, poderia ter rendido mais.
O resultado final é irregular, mas merece aplausos pela iniciativa da retomada de um gênero há algum tempo esquecido!

quinta-feira, 4 de março de 2010

TRÊS FILMES "CABEÇA" DE FICÇÃO CIENTÍFICA

O cinema de ficção científica é sinônimo de entretenimento, principalmente devido a espetáculos de efeitos especiais como as cinesséries Star Wars, Star Trek, Exterminador do Futuro, Matrix e claro, Avatar. Mas existem alguns filmes que vão além dos efeitos e da técnica, dando atenção especial na história e nas idéias por trás do visual. Claro que não é uma aposta certeira e com apelo junto ao público, mais acostumado a desligar o cérebro por duas horas e engasgar com pipoca a cada cena de encher os olhos. Filmes mais cerebrais, ou - como eu costumo chamar - filmes de ficção científica "cabeça" são um gênero à parte. Vou comentar três que eu adoro. Dois já são mais que clássicos; o outro acaba de ser lançado em DVD.


2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO





Claro que este não poderia faltar. Não é apenas um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos; é simplesmente O MAIOR filme de ficção de todos os tempos. Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick conceberam o que talvez seja a maior obra-prima do gênero. Foi um marco na época, e até hoje, mais de 30 anos depois, continua impressionante. Duvida? Procure assistir e pense que naquela época os efeitos não eram computadorizados, e que era tudo feito na raça. Você não vai conseguir evitar o pensamento "como diabos eles fizeram isso naquela época?". Os efeitos realistas e absolutamente fundamentados cientificamente deixaram de queixo caído moleques como Steven Spieberg, George Lucas e James Cameron. Este último, inclusive, ficou tão emocionado que decidiu ser cineasta depois de ver o filme (o que resultaria, anos mais tarde, em obras-primas como Aliens, O Exterminador do Futuro, O Segredo do Abismo e Avatar). O filme começa retratando o passado pré-histórico do homem, influenciado por um estranho monolito aparentemente alienígena. Após um corte abrupto (e brilhante), nos vemos no futuro, onde as viagens e pesquisas espaciais são rotina. Predominantemente visual, contemplativo e lento (ao som de música clássica!), o filme acompanha um grupo de pesquisadores que vai investigar o estranho monolito visto no início do filme, e após um misterioso acidente, a história se concentra em uma nova nave, comandada por dois astronautas solitários e um dos personagens mais interessantes do filme, o supercomputador HAL 9000. O computador se rebela, um dos astronautas tem que tomar medidas drásticas para se salvar e já estamos no epílogo, que é propositadamente feito pra você fundir os neurônios. Daí consiste toda a genialidade de Kubrick, que deixa várias perguntas sem resposta, deixando as interpretações a critério de cada espectador. O DVD duplo contém vários extras, incluindo o making of com depoimentos de Spielberg, Lucas, Cameron, Arthur C. Clarke e revelações de alguns efeitos. Imperdível!


BLADE RUNNER - O CAÇADOR DE ANDRÓIDES

Ridley Scott, de Alien - o Oitavo Passageiro, fez outro clássico, que não foi muito bem-sucedido nas bilheterias na época de lançamento (1982), mesmo com o astro Harrison Ford encabeçando o elenco. entretanto, o crescente interesse do filme nos relançamentos e em vídeo o tornaram um dos maiores cult movies do gênero. A opulência visual, revelando uma Los Angeles futurista, superpovoada e poluída, impressiona logo de cara. Ford é um ex-policial encarregado de caçar um bando de replicantes, andróides idênticos ao Homem que têm o objetivo de encontrar seu criador para conseguir mais tempo de vida, já que só vivem 4 anos. As coisas complicam quando ele se apaixona por uma replicante. As questões filosóficas e existencialistas se aprofundaram quando Ridley Scott lançou uma versão "do diretor", com algumas diferenças, como a ausência da narração em off de Ford e o final polêmico, sugerindo uma nova perspectiva do protagonista. Confesso que detestei o filme quando o vi pela primeira vez (naquela época eu ainda era um espectador típico, aquele que desligava o cérebro e esperava engasgar com a pipoca). Fui percebendo as qualidades do filme aos poucos, a cada nova revisão. O DVD triplo (!) ajuda nessa análise mais profuunda, já que tem a versão do diretor e mais três (!) versões. A primeira (a original de lançamento) é a minha preferida: acho que a narração em off de Harrison Ford aumenta a carga emocional da cena final ( a morte do replicante interpretado por Rutger Hauer). Outras têm sutis diferenças, como o aumento das cenas de violência. O terceiro disco contêm um longo making of entitulado "Dias Perigosos" (a primeira opção de título), com todos os detalhes da produção. Um dos mais completos lançamentos em DVD do mercado (uma raridade em filmes de ficção)!

LUNAR



Este filme ainda não é considerado um clássico (afinal, é do ano passado), mas tem tudo para chegar lá. Premiado em vários festivais internacionais em 2009 (como BIFA, o "oscar independente" britânico, e o Festival de Cinema Fantástico de Stiges), o filme foi dirigido por Duncan Jones, o filho de David Bowie (!), já demonstrando um fenomenal talento. Quantos atores você conhece que conseguem segurar um filme sozinho? Tom Hanks (Náufrago)? Will Smith (Eu Sou a Lenda)? Acrescente Sam Rockwell à lista! Ele é Sam Bell, um astronauta que está há três anos sozinho na lua, trabalhando na companhia mineradora Lunar, explorando uma fonte de energia no lado escuro de nosso satélite natural. Sua única companhia é o computador Gerty, que controla a base é a sua conexão com a Terra (ou seja, a empresa e sua família). Como seu contrato está para terminar, ele sonha com sua família, que finalmente voltará a reencontrar. O filme explora como o isolamento pode afetar uma pessoa psicologicamente, pois Sam começa a duvidar de sua sanidade. Após um incidente, Sam faz uma descoberta desconcertante, o que intensifica sua dúvida em relação à sua saúde mental e física, e, principalmente, ao seu papel na companhia, na sua família e em sua própria existência. As referências a clássicos de ficção (principalmente 2001- Uma Odisséia no Espaço) são grandes. Fica difícil não associar Gerty (voz de Kevin Spacey) com HAL 9000, embora com uma abordagem um pouco diferente. Se você quer um filme-pipoca típico, fuja! Mas se você quer um filme de ficção científica intrigante e envolvente, essa é a sua pedida. O DVD tem alguns bons extras, como making of, documentário sobre os efeitos e comentários, entre outros. O extra mais interessante é "Whistle", um curta metragem do diretor, mais um atestado do seu talento. Confira!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Análise: OS MENINOS SUPERPODEROSOS

Apesar do título nacional horroroso, que lembra uma versão masculina do famoso desenho animado do Cartoon Network, este filme é o novo petardo dos produtores de ONG BAK, O PROTETOR, ONG BAK 2, NASCIDO PARA LUTAR e CHOCOLATE. Parafraseando o trailer, depois de talentosos atores/lutadores adultos (Tony Jaa em ONG BAK e O PROTETOR; Dan Chupong em NASCIDO PARA LUTAR) e uma arrasadora lutadora adolescente (Jeeja Yanin em CHOCOLATE), qual o próximo passo? Claro! Uma equipe de crianças fazendo as mesmas coreografias insanas dos filme já citados!

O filme conta a história de 5 crianças que treinam Muay Thai em uma escola. O mais novo deles, Wun, está com o coração doente, e precisa urgentemente de um transplante. Um doador é encontrado e seu coração é retirado. Porém, antes de ser encaminhado para o hospital onde está Wun, o hospital é invadido por terroristas de uma milícia local, liderados pelo grande Johnny Nguyen (de O PROTETOR e O REBELDE). Como o coração precisa ser transplantado em 4 horas, o quatro meninos entram no prédio do hospital e enfrentam os bandidos para recuperar o precioso coração! Como sempre, a história é o de menos... o que importa são as cenas de ação, e elas não decepcionam. Dá até dó de pensar no treinamento dessas crianças, pois elas fazem praticamente os mesmos movimentos que Tony Jaa e Jeeja Yanin!
Claro que o ponto alto do filme é o clímax, a luta final entre os quatro moleques e Johnny Nguyen (que, obviamente, está mais contido; afinal está batendo em crianças, hehehe). Desconsiderando o aspecto extremamente fictício do filme (quatro crianças de no máximo 12 anos dando uma surra em um experiente e forte lutador adulto), a luta é nervosa e empolgante, como já era de se esperar em um filme de ação tailandês. Se é isso que você espera encontrar, pode conferir sem medo. Esqueça a história infantil bobinha e divirta-se.
Nem vou comentar sobre o DVD, pois é aquela história de sempre (fullscreen, sem extras...).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Análise: BESOURO


BESOURO foi um filme muito comentado no ano passado. Desde que o trailer começou a ser divulgado, os fãs de filmes de luta se entusiasmaram.. Aparentemente, o cinema brasileiro tinha tudo para fazer o que a indústria cinematográfica chinesa fez com o seu gênero wuxia: filmes de ação em que a arte marcial (no caso, o kung fu) se mistura com elementos mágicos baseados na cultura chinesa. No caso de BESOURO, a história de um dos maiores capoeiristas da história do Brasil mescla a genuína arte marcial brasileira, a capoeira, com o misticismo baiano. Para completar, as cenas de luta foram coreografadas por Dee Dee, um dos coreógrafos de Matrix e O Tigre e o Dragão!


Entretanto, após o lançamento, a crítica torceu o nariz. Agora, com o lançamento em DVD, pode-se fazer uma análise mais profunda. Este foi o trabalho de estréia do diretor João Daniel Tikhomiroff (embora seja um experiente diretor de filmes plublicitários), e isso fica evidente na direção inexperiente, apesar do apuro visual. Um dos principais pontos fracos do filme é o elenco. Ao optar por escalar autênticos capoeiristas (sem experiência artística) para o trio de protagonistas ao invés de atores experientes, o diretor sacrificou a profundidade emocional exigida. As cenas de luta são bem coreografadas, apesar de escassas, na minha opinião. O roteiro também é mero pretexto para as cenas de luta e a belíssima fotografia. Apesar de Besouro ter realmente existido, o diretor se baseou nas lendas, não na história real. No Recôncavo Baiano dos anos 20, os negros, apesar de numerosos e teoricamente livres, ainda são tratados como escravos pelo latifundiário da região, o coronel Venâncio e seus capangas, liderados pelo sádico e racista Noca de Antônia. A população negra está cada vez mais intolerante, graças à liderança de Mestre Alípio, que, jurado de morte, é protegido pelos inúmeros capoeiristas que formou, entre eles Besouro, um de seus principais discípulos. Devido a um descuido de Besouro, Mestre Alípio é assassinado pelos capangas do coronel. Tomado pela culpa, Besouro se refugia na floresta e, guiado pelo espírito de Mestre Alípio, é abençoado pelos orixás, que o deixam com o "corpo fechado". A partir daí, Besouro passa a ser o principal inimigo do coronel Venâncio, mas seus capangas o perseguem sem êxito, alegando que "ele voa".
Apesar do resultado irregular, há de se destacar a coragem do diretor, ao apostar em um gênero tão incomum para os padrões brasileiros. Só o fato de investir em um filme de fantasia e lutas já é motivo de alegria para nós, que adoramos filme de pancadaria.

O DVD tem vários documentários interessantes, apesar de curtos, detalhando vários aspectos do filme, incluindo o preparo dos atores, a trilha sonora, a fotografia, a coreografia das lutas, além do making of propriamente dito. Eu, particularmente, gostei do filme! Que venham outros do gênero!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Análise: AVATAR


Quem acompanha o blog sabe que eu sou um grande fã do diretor James Cameron. Adepto do lema "o que importa é a qualidade, não a quantidade", Cameron dirigiu apenas 8 filmes em 3 décadas, mas todos (com exceção do primeiro, o infame Piranha 2) são produções inovadoras e bem sucedidas, todos na minha lista de favoritos. A expectativa em relação a Avatar era muito alta, não só para mim como para o resto do mundo. Afinal, já faz 12 anos que Cameron conquistou o mundo com Titanic, ainda hoje o recordista de bilheteria e premiações no Oscar (ao lado de Ben-Hur e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, todos com 11 estatuetas), e o diretor nunca escondeu que este seria o seu filme mais ambicioso. O que não é novidade, pois a sua grande característica é a inovação: Cameron imagina filmes imposíveis tecnicamente e cria a tecnologia para viabilizá-los. Foi assim com O Segredo do Abismo (com suas inéditas cenas submarinas e o pioneiro tentáculo digital de água), o Exterminador do Futuro 2 (os incríveis efeitos do T-1000) e Titanic (o navio foi totalmente recriado digitalmente). Com Avatar, entretanto, Cameron extrapolou: ele simplesmente idealizou um mundo inteiramente novo com riqueza de detalhes, em que o espectador pudesse vizualizar tudo da maneira ideal, ou seja, em 3 dimensões.
Agora, após conferir o filme na telona (da melhor maneira possível, em uma sala 3D), posso dizer que a espera valeu a pena. Avatar é o seu melhor filme, e a experiência de assistí-lo em 3 dimensões é indescritível. O filme conta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um fuzileiro paraplégico em uma missão no inóspito e deslumbrante planeta Pandora. Suas florestas são habitadas por uma diversidade predominantemente hostil de animais e plantas, e o povo dominante chama-se Na´vi (humanóides azuis de 3 metros de altura, com aspecto felino e esguio). O seu povoado (uma gigantesca árvore) localiza-se sobre uma imensa jazida de um minério muito precioso. A companhia responsável pela sua obtenção tenta uma saída diplomática, por meio da pesquisadora interpretada por Sigorney Weaver, que desenvolveu um meio de os humanos interagirem com os nativos. Como o ar de Pandora é tóxico para nós, as mentes de alguns pesquisadores podem ser transportadas temporariamente para avatares, corpos criados a partir de DNA humano e Na´vi, a fim de interagirem e estudarem os alienígenas de perto. Como os Na´vi têm dificuldade de assimilar nossa cultura (apesar de alguns terem aprendido noso idioma), a companhia está na iminência de removê-los à força, contratando um exército de militares liderados pelo coronel Quaritch (o grande vilão do filme). Jake é a última tentativa diplomática de diálogo com os Na´vi. Um avatar disponível foi desenvolvido para seu irmão gêmeo, e com sua morte Jake é o candidato ideal, que aceita a missão com a condição de poder andar novamente. É claro que Jake consegue se infiltrar no povo Na´vi, deslumbra-se com a natureza do planeta (onde os nativos podem experimentar uma curiosa simbiose com praticamente todos os animais e plantas) e apaixona-se por uma nativa (Zoe Saldana).
A trama é simples, deixando espaço para o verdadeiro destaque do filme, as imagens arrasadoras, com destaque para as montanhas suspensas de Pandora, as florestas ricas em detalhes (a flora e a fauna são retratadas com um detalhismo e realismo impressionantes), o voo sobre as criaturas aladas e claro, o clímax. É fácil identificar os elementos comuns de toda a filmografia de Cameron, como a presença de personagens femininas fortes, uma história de amor como plano de fundo, a presença militar quase sempre como vilã, uma sempre complicada relação entre tecnologia e natureza, efeitos inovadores e vertiginosas cenas de ação.



Se com Titanic James Cameron se tornou "o rei do mundo" (como declarou no Oscar), agora ele é o deus de seu próprio universo. E o futuro promete: o diretor já deixou claro a intenção de uma continuação ainda melhor! Será possível? Espero que sim!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Análise: LUTADOR DE RUA


Em primeiro lugar, feliz 2010 para todos!

Para o primeiro post do ano, vamos comentar um filme que foi lançado recentemente em DVD e que é razoavelmente desconhecido. Lutador de Rua (Blood and Bone, 2009) é estrelado por Michael Jai White, mais conhecido como o protagonista do filme Spawn, e que também estrelou outro ótimo filme que passou despercebido, O Lutador (Undisputed 2).

White é Isaiah Bone, ex-presidiário que entra no circuito de lutas de rua com um objetivo desconhecido, que será desvendado ao longo do filme. Logo de início ele se revela um lutador casca-grossa, trucidando os mais diversos adversários, sempre de maneira rápida e arrasadora. As lutas são muito boas, embora rápidas. A exemplo de Steven Seagal, Michel Jai White nunca tem um adversário à altura, mesmo na luta final com o lutador campeão de James, chefão principal do crime local e alvo da vingança de Bone. O ponto alto do filme são as diversas técnicas utilizadas, desde karate, kung fu e muay thai até golpes de jiu-jitsu. Mais que recomendado!