sábado, 10 de julho de 2010

Análise: MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL


No último post, falei sobre Little Big Soldier, um filme de Jackie Chan que ainda não foi lançado por aqui. Dos filmes de Chan programados para 2010, só Missão Quase Impossível já foi lançado por aqui. Não pude conferir nos cinemas, e achei que demoraria um pouco para o lançamento em DVD. Qual não foi minha surpresa quando o vi na locadora que frequento!

Missão Quase Impossível é uma comédia para toda a família. Lembra muito Operação Babá, com Vin Diesel e outros que outro brucutu, The Rock, anda fazendo (Treinando com o Papai, O Fada do Dente). Ou seja, segue a clássica fórmula do herói casca-grossa que perde o rebolado quando tem que lidar com um bando de crianças. Tudo previsível, ainda que divertido.

Chan é Bob 006 (gozação em cima de adivinhe quem), um super-espião a serviço da CIA que se aposenta para viver tranquilo com Gillian, sua namorada e vizinha (Amber Valetta). Entretanto, Bob tem dois problemas: os filhos da namorada o odeiam e o vilão preso por ele em seu último trabalho foge da prisão. Quando Gillian precisa viajar, Bob se oferece para cuidar das crianças (a caçula pentelha, o filho do meio com baixa auto-estima e a mais velha, uma adolescente cheia de rebeldia). É claro que inicialmente as crianças infernizam a vida de Bob e depois são conquistadas; é claro que o tal bandido vai atrás de Bob e as crianças passam a correr perigo; e é claro que tudo acaba bem no final.

As lutas têm todas as características de Jackie Chan, mas estão todas suavizadas, condizentes com o tom infantil/familiar do filme. O elenco é inspirado, principalmente quem tem filhos pequenos e está familiarizado com os programas favoritos da garotada. Um dos colegas de Chan é Billy Ray Cyrus, o pai de Hannah Montana (Miley Cyrus) e o vilão principal é Magnus Scheving, campeão de ginástica olímpica da Islândia e protagonista do programa Lazy Town, do canal a cabo Discovery Kids. Quem já o viu no programa sabe que sua performance com Chan poderia ser mais atlética e mirabolante, mas preferiu-se uma abordagem mais cômica.

O filme segue o tom mais leve dos filmes americanos de Jackie. Tomara que com Karate Kid ele pegue mais pesado (o trailer promete).

Algumas curiosidades: no início do filme, ao som de "Secret Agent Man", passam algumas cenas de filmes antigos de Jackie, como uma "retrospectiva" de sua vida de espião. As cenas são de vários filmes, principalmente Armadura de Deus e Operação Condor. Além disso, Chan troca alguns beijinhos com a gatíssima ex-modelo Amber Valetta, coisa rara em seus filmes (tão raro que o assunto já inspirou até um artigo interessante em um dos primeiros posts do blog Asian Fury, do amigo Takeo Murayama).

Até a próxima!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Análise: LITTLE BIG SOLDIER


Mais prolífico do que nunca, Jackie Chan programou nada menos do que 3 filmes para 2010! Missão Quase Impossível (The Spy Next Door), uma comédia familiar na linha de Operação Babá (com Vin Diesel), foi lançado no Brasil no primeiro semestre, mas não pude conferir (agora, só em DVD). O mais esperado deles, a nova versão de Karate Kid, só em agosto. O terceiro filme é justamente o que vou comentar agora, e ainda não tem previsão de lançamento por aqui (foi lançado em fevereiro na China).
Little Big Soldier é uma história de guerra situada antes da unificação da China pelo império Qin. Depois de uma sangrenta batalha entre duas nações rivais, Liang e Wei, restam apenas dois sobreviventes: um soldado de Liang (Jackie Chan), desertor e trambiqueiro, cujo maior interesse é parar de lutar e viver em paz; e um General de Wei (Wang Lee Hom), um habilidoso guerreiro ferido no conflito. Jackie o faz prisioneiro e pretende levá-lo para Liang para receber uma recompensa pela sua captura, que lhe permitirá ter sua própria fazenda. É claro que o prisioneiro oferece resistência, e tenta fugir a todo momento.
Além de lutarem entre si, os dois ainda têm que fugir de um jovem príncipe que quer matar o general (o motivo só é revelado no final, embora seja manjado desde o início), e de guerreiros nômades que se interpõem no caminho. Com a convivência, Chan e o general precisam aprender a unir forças, e ambos aprendem importantes lições. As lutas não são o grande destaque do filme (apesar de terem o toque de Chan, estão mais comedidas do que de costume). O ponto mais interessante é a dinâmica entre os dois protagonistas, que têm visões bem diferentes sobre o significado de patriotismo, guerra e honra. O final, um pouco trágico, marca bem a mudança de postura dos dois em busca de redenção.
Particularmente, achei regular, pois espero mais de Jackie Chan. Mas, sabe como é, fã é fã...

domingo, 27 de junho de 2010

O REBELDE


Filmado em 2006, foi lançado em DVD no Brasil no ano passado. Demorei para conseguir uma cópia do filme, mas a espera valeu a pena: é um filmaço! O Rebelde se destaca por ser um filme vietnamita - coisa rara em qualquer gênero - e por ter como protagonista o grande Johnny Nguyen. Para os fãs de filmes de artes marciais, ele é conhecido por ter interpretado um vilão em O Protetor e, mais recentemente, o vilão principal em Os Meninos Superpoderosos. Muitos se perguntaram por que ele ainda não havia ganhado destaque em um filme, e a resposta é O Rebelde. Uma curiosidade que muitos perceberam é que o sobrenome Nguyen aparece várias vezes nos créditos, desde o protagonista até o vilão, o diretor e mais alguns da equipe técnica! Será que são todos parentes ou o sobrenome é igual ao nosso "Silva"? Vai saber...

O Rebelde conta a história de Cuong, um jovem agente vietnamita a serviço do governo francês, que ocupava o Vietnã nos anos 20. Os franceses oprimem violentamente o povo local, que tenta reagir por meio de atentados contra franceses. Cuong, um lutador extremamente habilidoso, tem a missão de proteger os franceses, e muitas vezes acaba matando rebeldes vietnamitas, seus próprios compatriotas. Cansado de tanta violência e morte, ele resolve mudar de lado, libertando Thuy, a filha do líder da resistência local (a bela Thanh Van Ngo), por quem acaba se apaixonando. Perseguido por seu antigo aliado Sy, Cung e Thuy precisam lutar pela liberdade de seu povo. Claro que o clímax é a luta de Cuong e Sy, que além de ser tão bom quanto Cuong, possui uma apurada técnica de calejamento que o deixa praticamente imune a armas brancas e, portanto, difícil de matar (pode parecer fantasioso, mas quem conhece a técnica tikoon do kung fu sabe que é possível). Dustin Nguyen, que interpreta o vilão Sy pode parecer familiar, principalmente para quem tem mais de 30 anos. É que ele era um dos protagonistas (ao lado de Johnny Depp) de um seriado muito popular nos anos 80: Anjos da Lei (21st Jump Street no original). Hehehe, é, eu tô ficando velho...

O Rebelde tem lutas arrasadoras, semelhantes às dos filmes tailandeses recentes. Tem passado batido nas locadoras, mas confira sem medo !

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO (atrasado): 1 ANO DE ONARI BLOG!!!


Nem tinha percebido, mas no último dia 13 o blog completou 1 ano de vida!

Obrigado a todos que prestigiam este espaço, que não tem a pretensão de ser uma referência em comentários e resenhas. É apenas um canal para um cara meio nerd e fâ de filmes de ação, ficção e artes marciais expressar a sua opinião sobre os mais diferentes assuntos. Sei que a frequência de postagens tem sido irregular e bem menor do que no início do blog, mas a vida anda meio atribulada, vocês sabem como é...

Mais uma vez, agradeço a todos que apreciam o meu blog, principalmente os que comentam, opinam e corrigem as informações, em especial o amigo Takeo Murayama, grande especialista em filmes de ação asiáticos e cujo blog, Asian Fury, foi a grande inspiração para o ONARI BLOG.

VIDA LONGA E PRÓSPERA AO BLOG! KIAI!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Análise: O GRANDE MESTRE (Yip Man, 2008)



Já faz tempo que eu queria ver este filme, mas ele só foi lançado no Brasil este mês (e eu não gosto de baixar filmes na web). Com o lançamento em DVD, pude conferir mais este trabalho de Donnie Yen. A segunda parte acaba de ser lançada na Ásia!
Quando se fala em um filme de Donnie Yen, já se espera um protagonista durão, com cara de poucos amigos e lutas duríssimas. Este filme não é diferente, apesar do personagem de Yen ser bem calmo e amigável no primeiro ato do filme. Ele interpreta uma personalidade real, nada mais nada menos do que o mestre que introduziu o kung fu a Bruce Lee!
Na cidade de Fonshan, na década de 30, várias escolas de kung fu coexistem harmoniosamente. O maior mestre de todos é Yip (Donnie Yen), adepto do estilo Wing Chun. Entretanto, ele não ensina seu estilo, principalmente por ser rico e não precisar se sustentar.
Tudo muda com a invasão do Japão, cujas tropas confiscam os bens de todos e oprimem o povo chinês. Mestre Yip é obrigado a trabalhar, mas sua habilidade marcial faz com que se oponha ao autoritarismo japonês, demonstrando a superioridade da arte marcial chinesa perante o karatê japonês.
O filme aborda um tema recorrente na filmografia marcial chinesa, a rivalidade entre chineses e japoneses, culminando na cena mais marcante do filme, a luta de Yip contra dezenas de lutadores japoneses, referância óbvia a Fúria do Dragão e Lutar ou Morrer (principalmente este último, já que também emula a luta final entre o protagonista e o general japonês especialista em karatê, que no filme de Li foi interpretado pelo grande Billy Chau). Falando no general japonês, ele lembra mais o oponente final de Jet Li em Fearless (O Mestre das Armas), já que, apesar de ser o "chefão de fase final", segue um rígido código de honra (mais uma tentativa de deixar o filme mais palatável para o público japonês, sempre importante para as bilheterias dos filmes chineses).
A luta mais marcante do filme.
Para quem procura lutas rápidas e arrasadoras (como é de costume nos filmes de Donnie Yen), Este filme é a pedida! Mal posso esperar pela segunda parte, Tomara que não demore tanto para ser lançado por aqui!

domingo, 7 de março de 2010

Análise: NINJA ASSASSINO


Os filmes de ninja constituem um subgênero importante nos filmes de artes marciais, principalmente devido aos filmes estrelados pelo grande Sho Kosugi. Ultimamente, os ninjas andavam esquecidos, obscurecidos pelos guerreiros voadores dos "wire fu" chineses e dos arrasadores filmes de pancadaria tailandeses, entre outros. Quando NINJA ASSASSINO foi anunciado, os fãs desse tipo de filme ficaram ao mesmo tempo entusiasmados e apreensivos. O entusiasmo se deve ao retorno de Sho Kosugi (que aqui faz o mestre do clã assassino). O papel do protagonista foi a grande preocupação de todos, devido à inexpressividade do astro pop Rain. De fato, a escolha compromete o filme, que necessitaria de um ator com mais carisma (ou, pelo menos, de um ATOR propriamente dito) e que transmitisse mais credibilidade.
Claro que o que interessa são as lutas. Extremamente violentas (a quantidade de sangue não perde muito para Kill Bill), a sensação que transparece é que os realizadores procuraram aumentar a velocidade para encobrir uma eventual falta de criatividade. Além disso, o acréscimo de efeitos de computação gráfica (principalmente para simular os efeitos das armas) procura estabelecer uma conexão com a platéia globalizada de hoje, mas não são tão inovadores, apesar de interessantes.
O filme conta a história de Raizo, que foi treinado desde criança na arte do ninjitsu por um clã secreto. Depois de um exaustivo e doloroso treinamento, ele se torna uma das mais letais armas humanas do planeta. Após sua primeira missão, Raizo se rebela contra a ordem para matar uma colega de treinamento (que ansiando por liberdade, havia tentado fugir) e foge. A partir daí, é jurado de morte e declara guerra ao clã. Quando uma policial investiga o clã, torna-se um alvo e seu mundo colide com o de Raizo, que a salva. Capturado, Raizo dependerá de suas habilidades para o confronto final com seus antigos companheiros e seu mentor. Obviamente ele lutará com o ninja mais habilidoso antes do acerto de contas com o mestre (o "subchefe e o chefão de fase" finais, claro). Embora empolgante, poderia ter rendido mais.
O resultado final é irregular, mas merece aplausos pela iniciativa da retomada de um gênero há algum tempo esquecido!

quinta-feira, 4 de março de 2010

TRÊS FILMES "CABEÇA" DE FICÇÃO CIENTÍFICA

O cinema de ficção científica é sinônimo de entretenimento, principalmente devido a espetáculos de efeitos especiais como as cinesséries Star Wars, Star Trek, Exterminador do Futuro, Matrix e claro, Avatar. Mas existem alguns filmes que vão além dos efeitos e da técnica, dando atenção especial na história e nas idéias por trás do visual. Claro que não é uma aposta certeira e com apelo junto ao público, mais acostumado a desligar o cérebro por duas horas e engasgar com pipoca a cada cena de encher os olhos. Filmes mais cerebrais, ou - como eu costumo chamar - filmes de ficção científica "cabeça" são um gênero à parte. Vou comentar três que eu adoro. Dois já são mais que clássicos; o outro acaba de ser lançado em DVD.


2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO





Claro que este não poderia faltar. Não é apenas um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos; é simplesmente O MAIOR filme de ficção de todos os tempos. Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick conceberam o que talvez seja a maior obra-prima do gênero. Foi um marco na época, e até hoje, mais de 30 anos depois, continua impressionante. Duvida? Procure assistir e pense que naquela época os efeitos não eram computadorizados, e que era tudo feito na raça. Você não vai conseguir evitar o pensamento "como diabos eles fizeram isso naquela época?". Os efeitos realistas e absolutamente fundamentados cientificamente deixaram de queixo caído moleques como Steven Spieberg, George Lucas e James Cameron. Este último, inclusive, ficou tão emocionado que decidiu ser cineasta depois de ver o filme (o que resultaria, anos mais tarde, em obras-primas como Aliens, O Exterminador do Futuro, O Segredo do Abismo e Avatar). O filme começa retratando o passado pré-histórico do homem, influenciado por um estranho monolito aparentemente alienígena. Após um corte abrupto (e brilhante), nos vemos no futuro, onde as viagens e pesquisas espaciais são rotina. Predominantemente visual, contemplativo e lento (ao som de música clássica!), o filme acompanha um grupo de pesquisadores que vai investigar o estranho monolito visto no início do filme, e após um misterioso acidente, a história se concentra em uma nova nave, comandada por dois astronautas solitários e um dos personagens mais interessantes do filme, o supercomputador HAL 9000. O computador se rebela, um dos astronautas tem que tomar medidas drásticas para se salvar e já estamos no epílogo, que é propositadamente feito pra você fundir os neurônios. Daí consiste toda a genialidade de Kubrick, que deixa várias perguntas sem resposta, deixando as interpretações a critério de cada espectador. O DVD duplo contém vários extras, incluindo o making of com depoimentos de Spielberg, Lucas, Cameron, Arthur C. Clarke e revelações de alguns efeitos. Imperdível!


BLADE RUNNER - O CAÇADOR DE ANDRÓIDES

Ridley Scott, de Alien - o Oitavo Passageiro, fez outro clássico, que não foi muito bem-sucedido nas bilheterias na época de lançamento (1982), mesmo com o astro Harrison Ford encabeçando o elenco. entretanto, o crescente interesse do filme nos relançamentos e em vídeo o tornaram um dos maiores cult movies do gênero. A opulência visual, revelando uma Los Angeles futurista, superpovoada e poluída, impressiona logo de cara. Ford é um ex-policial encarregado de caçar um bando de replicantes, andróides idênticos ao Homem que têm o objetivo de encontrar seu criador para conseguir mais tempo de vida, já que só vivem 4 anos. As coisas complicam quando ele se apaixona por uma replicante. As questões filosóficas e existencialistas se aprofundaram quando Ridley Scott lançou uma versão "do diretor", com algumas diferenças, como a ausência da narração em off de Ford e o final polêmico, sugerindo uma nova perspectiva do protagonista. Confesso que detestei o filme quando o vi pela primeira vez (naquela época eu ainda era um espectador típico, aquele que desligava o cérebro e esperava engasgar com a pipoca). Fui percebendo as qualidades do filme aos poucos, a cada nova revisão. O DVD triplo (!) ajuda nessa análise mais profuunda, já que tem a versão do diretor e mais três (!) versões. A primeira (a original de lançamento) é a minha preferida: acho que a narração em off de Harrison Ford aumenta a carga emocional da cena final ( a morte do replicante interpretado por Rutger Hauer). Outras têm sutis diferenças, como o aumento das cenas de violência. O terceiro disco contêm um longo making of entitulado "Dias Perigosos" (a primeira opção de título), com todos os detalhes da produção. Um dos mais completos lançamentos em DVD do mercado (uma raridade em filmes de ficção)!

LUNAR



Este filme ainda não é considerado um clássico (afinal, é do ano passado), mas tem tudo para chegar lá. Premiado em vários festivais internacionais em 2009 (como BIFA, o "oscar independente" britânico, e o Festival de Cinema Fantástico de Stiges), o filme foi dirigido por Duncan Jones, o filho de David Bowie (!), já demonstrando um fenomenal talento. Quantos atores você conhece que conseguem segurar um filme sozinho? Tom Hanks (Náufrago)? Will Smith (Eu Sou a Lenda)? Acrescente Sam Rockwell à lista! Ele é Sam Bell, um astronauta que está há três anos sozinho na lua, trabalhando na companhia mineradora Lunar, explorando uma fonte de energia no lado escuro de nosso satélite natural. Sua única companhia é o computador Gerty, que controla a base é a sua conexão com a Terra (ou seja, a empresa e sua família). Como seu contrato está para terminar, ele sonha com sua família, que finalmente voltará a reencontrar. O filme explora como o isolamento pode afetar uma pessoa psicologicamente, pois Sam começa a duvidar de sua sanidade. Após um incidente, Sam faz uma descoberta desconcertante, o que intensifica sua dúvida em relação à sua saúde mental e física, e, principalmente, ao seu papel na companhia, na sua família e em sua própria existência. As referências a clássicos de ficção (principalmente 2001- Uma Odisséia no Espaço) são grandes. Fica difícil não associar Gerty (voz de Kevin Spacey) com HAL 9000, embora com uma abordagem um pouco diferente. Se você quer um filme-pipoca típico, fuja! Mas se você quer um filme de ficção científica intrigante e envolvente, essa é a sua pedida. O DVD tem alguns bons extras, como making of, documentário sobre os efeitos e comentários, entre outros. O extra mais interessante é "Whistle", um curta metragem do diretor, mais um atestado do seu talento. Confira!