quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Análise: TEKKEN - O FILME!

TEKKEN é uma das séries de games de luta mais famosas de todos os tempos. Sucesso principalmente da plataforma Playstation, era só uma questão de tempo até ser levada às telas de cinema. De fato, os boatos foram ficando mais fortes, e culminaram nos rumores sobre o elenco, que incluiria Jackie Chan e Cary-Hiroyuki Tagawa! Alguns nomes se confirmaram, outros não; mas o fato é que a dúvida fundamental era qual linha o filme seguiria, a de Street Fighter - A Última Batalha (apesar de encabeçado por Jean Claude Van Damme, descaracterizou tanto os personagens que o resultado foi constrangedor) ou de Mortal Combat - O Filme (que apesar do enredo de filme B manteve-se fiel ao visual e aos poderes de cada personagem). Agora que o filme acaba de ser lançado em DVD, posso afirmar que felizmente o longa se aproxima mais do segundo caso.
Transposições cinematográficas nunca conseguem ser extremamente fiéis, e nesse caso o desafio era ainda maior: como resumir ou adaptar em menos de 2 horas um enredo que cobre 6 jogos? Afinal, durante toda a saga, ocorrem inúmeras trocas entre protagonistas e vilões/chefões de fase final. No primeiro jogo, o protagonista era Kazuya, filho de Heihachi Mishima, com quem disputa a liderança da companhia da família, o que será decidido no torneio Iron Fist. Possuído por um demônio, Kazuya derrota o pai, que sobrevive para protagonizar o segundo game (onde ocorre a primeira troca entre protagonista e antagonista; agora Kazuya é o chefão final). A partir da terceira versão, entra em cena Jin, filho bastardo de Kazuya e neto de Heihachi, que também possui o gene demoníaco do pai. E é uma confusão, com pai jogando filho em precipício, filho jogando pai em vulcão, pai e filho se unindo para depois se traírem, etc!
Assim, o mote do filme continua sendo a disputa entre Kazuya e Heihachi, e Jin Kazama como o protagonista. Mas o enredo pouco importa, pois a preocupação principal dos fãs era a qualidade das lutas, além da caracterização dos personagens. A coreografia ficou a cargo de Cyril Raffaeli, coreógrafo francês mais conhecido por papéis de coadjuvante em Beijo do Dragão e Duro de Matar 4.0, e principalmente como co-protagonista nos dois B13. Ele se sai bem , embora eu ache que ele poderia ter inovado mais.
Pai e filho: um é a cara do game; o outro, nem tanto.
Quanto à caracterização dos personagens, aqui cabem alguns comentários. Infelizmente, Jackie Chan não participa do filme (boatos indicavam que ele faria o policial Lei Wulong, personagem inspirado por ele), mas Cary-Hiroyuki Tagawa (que fez Shang Tsung em Mortal Combat) faz um Heihachi muito parecido com o personagem, apesar de eu achar aquele cabelo um pouco constrangedor. Contudo, no filme o velho é justo e honrado, apesar de rígido, sendo que no game ele é tão malvadão quanto Kazuya (que, aliás, não parece nem um pouco com o game).
Marshal Law: Bruce Lee genérico?
Gary Daniels: até que está a cara do Brian Fury...
Lateef Crowder: o Eddie Gordo perfeito!
Cong Le faz um Marshal Law pouco fiel (afinal no game ele é um Bruce Lee genérico), mas Raven e Brian Fury (o grande Gary Daniels) estão bem caracterizados. A fidelidade maior é de Eddie Gordo, que é interpretado por ninguém menos que o capoeirista brasileiro Lateef Crowder! Pena que ele perde a primeira luta, hehehe...
Nina e Anna: no filme não lutam nada, mas quem se importa? Hehehe...
As mulheres (Anna e Nina Williams e Christie Monteiro) estão no filme apenas como colírio para os olhos e realmente não decepcionam! Aliás, para mim quem rouba o filme é Christie (o que já acontecia nos games): a atriz Kelly Overton é maravilhosa (embora diferente do game); simplesmente já vale o preço da locação, hehehe... Confira como ela ficou, ao lado de Jin, vivido pelo semi-desconhecido Jon Foo, que segura bem as pontas como protagonista.
O protagonista Jin ao lado de Christie Monteiro (Uau!)...
Tekken combina elementos de dois filmes baseados em games que deram certo: a caracterização razoavelmente fiel de Mortal Combat e as gostosonas em trajes sumários de D.O.A. A cena mais marcante para mim é quando Christie "encosta" Jin na parede e fala "Vou te dar uma surra amanhã.", e ele pergunta "Você promete?"Hahaha! Seria a minha resposta também....
Pelo filme em si eu daria nota 7, mas pela Christie, arredondo para 8.0!

terça-feira, 27 de julho de 2010

O CUBO MÁGICO E SUA INFLUÊNCIA NA CULTURA POP

Hoje vou fugir um pouco dos assuntos mais comentados no blog. Ou não, já que o assunto primordial do blog não é apenas a cultura pop em geral, mas principalmente a cultura nerd, e não tem nada mais nerd do que esse assunto! Um dos maiores ícones dos anos 80, o Cubo de Rubik ou Cubo Mágico (como ficou mais conhecido no Brasil) é, ao lado dos bloquinhos Lego, simplesmente o brinquedo mais popular do planeta (já foram vendidas mais de 250 milhões de unidades). Ele foi criado em 1974 pelo húngaro Erno Rubik, e vendido comercialmente a partir de 1978. Nos anos 80, virou uma febre mundial, e até hoje existem milhões de entusiastas espalhados pelo mundo (incluindo este blogueiro que vos fala).
O número de combinações possíveis no brinquedinho é superior a 43 quintilhões! Claro que ele virou um dos maiores passatempos nerd: de posse de algumas fórmulas (também chamadas de algoritmos), cubers de todo o planeta tentam quebrar recordes de tempo. Para efeito de comparação: eu monto um cubo em um tempo de 3 a 5 minutos (tempinho até razoável para qualquer ser humano normal), mas alguns o resolvem em menos de 20 segundos! O recorde sul-americano está ao redor de 11 segundos, e o mundial é de 7 segundos!!! Achou incrível? Que tal resolver um cubo de olhos vendados? Ou com uma só mão? Ou pulando de para-quedas? É, tem gente precisando urgentemente de namorada...




Com o tempo, surgiram inúmeras variações do cubo. Além do tradicional, também chamado 3x3x3, temos o 2x2x2, o 4x4x4, o 5x5x5, e por aí vai, até um casca-grossa 11x11x11! Você pode até achar cubos para cegos, como o Braille-cube e o Touch cube, este com texturas diferentes em cada face!

Atualmente existem vários sites sobre o assunto, onde podemos visualizar inúmeras versões do brinquedo, de todas as formas possíveis, além de informações como fórmulas para resolução, recordes, curiosidades, etc. Um dos que eu mais gosto é o Cubo Velocidade (http://www.cubovelocidade.com.br/), do Renan Cerpe, um dos recordistas brasileiros de tempo. Confira e pire com a coleção dele!
O humor também faz parte do cubo mágico. Duvida? Veja então a "resolução ultra-rápida" do cubo, e morra de rir com duas versões do "cubo mágico para louras". Hahaha! É, eu sei que é maldade, mas que é engraçado, isso é!

O cubo já foi objeto de vários desocupados. Veja a reprodução de "A Última Ceia", de Da Vinci, feita com cubos! Ficou com fome? Que tal um "cuboíche"? Garanto que a sua taxa de colesterol vai triplicar numa única mordida...


Sendo um brinquedo tão popular e facilmente reconhecido no mundo todo, é natural que ele já tenha parecido em praticamente todas as mídias, como histórias em quadrinhos e filmes (mais recentemente, no filme "À Procura da Felicidade", o personagem de Will Smith resolve o cubo para impressionar seu futuro chefe - o DVD do filme apresenta um documentário sobre o cubo).


É impressionante como um brinquedinho aparentemente simples tenha se transformado em um verdadeiro fenômeno, estando hoje tão popular quanto na época de seu lançamento! Aposto que você ficou com vontade de procurar aquele seu cubo velho em algum baú, para tentar resolvê-lo novamente, não é? Ou então, se você ainda não tem o seu, procure na web que existem vários sites para você comprar o seu. Dê preferência a um cubo original, mas se não der, em qualquer loja de R$1,99 você encontra! Boa sorte!

sábado, 10 de julho de 2010

Análise: MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL


No último post, falei sobre Little Big Soldier, um filme de Jackie Chan que ainda não foi lançado por aqui. Dos filmes de Chan programados para 2010, só Missão Quase Impossível já foi lançado por aqui. Não pude conferir nos cinemas, e achei que demoraria um pouco para o lançamento em DVD. Qual não foi minha surpresa quando o vi na locadora que frequento!

Missão Quase Impossível é uma comédia para toda a família. Lembra muito Operação Babá, com Vin Diesel e outros que outro brucutu, The Rock, anda fazendo (Treinando com o Papai, O Fada do Dente). Ou seja, segue a clássica fórmula do herói casca-grossa que perde o rebolado quando tem que lidar com um bando de crianças. Tudo previsível, ainda que divertido.

Chan é Bob 006 (gozação em cima de adivinhe quem), um super-espião a serviço da CIA que se aposenta para viver tranquilo com Gillian, sua namorada e vizinha (Amber Valetta). Entretanto, Bob tem dois problemas: os filhos da namorada o odeiam e o vilão preso por ele em seu último trabalho foge da prisão. Quando Gillian precisa viajar, Bob se oferece para cuidar das crianças (a caçula pentelha, o filho do meio com baixa auto-estima e a mais velha, uma adolescente cheia de rebeldia). É claro que inicialmente as crianças infernizam a vida de Bob e depois são conquistadas; é claro que o tal bandido vai atrás de Bob e as crianças passam a correr perigo; e é claro que tudo acaba bem no final.

As lutas têm todas as características de Jackie Chan, mas estão todas suavizadas, condizentes com o tom infantil/familiar do filme. O elenco é inspirado, principalmente quem tem filhos pequenos e está familiarizado com os programas favoritos da garotada. Um dos colegas de Chan é Billy Ray Cyrus, o pai de Hannah Montana (Miley Cyrus) e o vilão principal é Magnus Scheving, campeão de ginástica olímpica da Islândia e protagonista do programa Lazy Town, do canal a cabo Discovery Kids. Quem já o viu no programa sabe que sua performance com Chan poderia ser mais atlética e mirabolante, mas preferiu-se uma abordagem mais cômica.

O filme segue o tom mais leve dos filmes americanos de Jackie. Tomara que com Karate Kid ele pegue mais pesado (o trailer promete).

Algumas curiosidades: no início do filme, ao som de "Secret Agent Man", passam algumas cenas de filmes antigos de Jackie, como uma "retrospectiva" de sua vida de espião. As cenas são de vários filmes, principalmente Armadura de Deus e Operação Condor. Além disso, Chan troca alguns beijinhos com a gatíssima ex-modelo Amber Valetta, coisa rara em seus filmes (tão raro que o assunto já inspirou até um artigo interessante em um dos primeiros posts do blog Asian Fury, do amigo Takeo Murayama).

Até a próxima!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Análise: LITTLE BIG SOLDIER


Mais prolífico do que nunca, Jackie Chan programou nada menos do que 3 filmes para 2010! Missão Quase Impossível (The Spy Next Door), uma comédia familiar na linha de Operação Babá (com Vin Diesel), foi lançado no Brasil no primeiro semestre, mas não pude conferir (agora, só em DVD). O mais esperado deles, a nova versão de Karate Kid, só em agosto. O terceiro filme é justamente o que vou comentar agora, e ainda não tem previsão de lançamento por aqui (foi lançado em fevereiro na China).
Little Big Soldier é uma história de guerra situada antes da unificação da China pelo império Qin. Depois de uma sangrenta batalha entre duas nações rivais, Liang e Wei, restam apenas dois sobreviventes: um soldado de Liang (Jackie Chan), desertor e trambiqueiro, cujo maior interesse é parar de lutar e viver em paz; e um General de Wei (Wang Lee Hom), um habilidoso guerreiro ferido no conflito. Jackie o faz prisioneiro e pretende levá-lo para Liang para receber uma recompensa pela sua captura, que lhe permitirá ter sua própria fazenda. É claro que o prisioneiro oferece resistência, e tenta fugir a todo momento.
Além de lutarem entre si, os dois ainda têm que fugir de um jovem príncipe que quer matar o general (o motivo só é revelado no final, embora seja manjado desde o início), e de guerreiros nômades que se interpõem no caminho. Com a convivência, Chan e o general precisam aprender a unir forças, e ambos aprendem importantes lições. As lutas não são o grande destaque do filme (apesar de terem o toque de Chan, estão mais comedidas do que de costume). O ponto mais interessante é a dinâmica entre os dois protagonistas, que têm visões bem diferentes sobre o significado de patriotismo, guerra e honra. O final, um pouco trágico, marca bem a mudança de postura dos dois em busca de redenção.
Particularmente, achei regular, pois espero mais de Jackie Chan. Mas, sabe como é, fã é fã...

domingo, 27 de junho de 2010

O REBELDE


Filmado em 2006, foi lançado em DVD no Brasil no ano passado. Demorei para conseguir uma cópia do filme, mas a espera valeu a pena: é um filmaço! O Rebelde se destaca por ser um filme vietnamita - coisa rara em qualquer gênero - e por ter como protagonista o grande Johnny Nguyen. Para os fãs de filmes de artes marciais, ele é conhecido por ter interpretado um vilão em O Protetor e, mais recentemente, o vilão principal em Os Meninos Superpoderosos. Muitos se perguntaram por que ele ainda não havia ganhado destaque em um filme, e a resposta é O Rebelde. Uma curiosidade que muitos perceberam é que o sobrenome Nguyen aparece várias vezes nos créditos, desde o protagonista até o vilão, o diretor e mais alguns da equipe técnica! Será que são todos parentes ou o sobrenome é igual ao nosso "Silva"? Vai saber...

O Rebelde conta a história de Cuong, um jovem agente vietnamita a serviço do governo francês, que ocupava o Vietnã nos anos 20. Os franceses oprimem violentamente o povo local, que tenta reagir por meio de atentados contra franceses. Cuong, um lutador extremamente habilidoso, tem a missão de proteger os franceses, e muitas vezes acaba matando rebeldes vietnamitas, seus próprios compatriotas. Cansado de tanta violência e morte, ele resolve mudar de lado, libertando Thuy, a filha do líder da resistência local (a bela Thanh Van Ngo), por quem acaba se apaixonando. Perseguido por seu antigo aliado Sy, Cung e Thuy precisam lutar pela liberdade de seu povo. Claro que o clímax é a luta de Cuong e Sy, que além de ser tão bom quanto Cuong, possui uma apurada técnica de calejamento que o deixa praticamente imune a armas brancas e, portanto, difícil de matar (pode parecer fantasioso, mas quem conhece a técnica tikoon do kung fu sabe que é possível). Dustin Nguyen, que interpreta o vilão Sy pode parecer familiar, principalmente para quem tem mais de 30 anos. É que ele era um dos protagonistas (ao lado de Johnny Depp) de um seriado muito popular nos anos 80: Anjos da Lei (21st Jump Street no original). Hehehe, é, eu tô ficando velho...

O Rebelde tem lutas arrasadoras, semelhantes às dos filmes tailandeses recentes. Tem passado batido nas locadoras, mas confira sem medo !

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO (atrasado): 1 ANO DE ONARI BLOG!!!


Nem tinha percebido, mas no último dia 13 o blog completou 1 ano de vida!

Obrigado a todos que prestigiam este espaço, que não tem a pretensão de ser uma referência em comentários e resenhas. É apenas um canal para um cara meio nerd e fâ de filmes de ação, ficção e artes marciais expressar a sua opinião sobre os mais diferentes assuntos. Sei que a frequência de postagens tem sido irregular e bem menor do que no início do blog, mas a vida anda meio atribulada, vocês sabem como é...

Mais uma vez, agradeço a todos que apreciam o meu blog, principalmente os que comentam, opinam e corrigem as informações, em especial o amigo Takeo Murayama, grande especialista em filmes de ação asiáticos e cujo blog, Asian Fury, foi a grande inspiração para o ONARI BLOG.

VIDA LONGA E PRÓSPERA AO BLOG! KIAI!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Análise: O GRANDE MESTRE (Yip Man, 2008)



Já faz tempo que eu queria ver este filme, mas ele só foi lançado no Brasil este mês (e eu não gosto de baixar filmes na web). Com o lançamento em DVD, pude conferir mais este trabalho de Donnie Yen. A segunda parte acaba de ser lançada na Ásia!
Quando se fala em um filme de Donnie Yen, já se espera um protagonista durão, com cara de poucos amigos e lutas duríssimas. Este filme não é diferente, apesar do personagem de Yen ser bem calmo e amigável no primeiro ato do filme. Ele interpreta uma personalidade real, nada mais nada menos do que o mestre que introduziu o kung fu a Bruce Lee!
Na cidade de Fonshan, na década de 30, várias escolas de kung fu coexistem harmoniosamente. O maior mestre de todos é Yip (Donnie Yen), adepto do estilo Wing Chun. Entretanto, ele não ensina seu estilo, principalmente por ser rico e não precisar se sustentar.
Tudo muda com a invasão do Japão, cujas tropas confiscam os bens de todos e oprimem o povo chinês. Mestre Yip é obrigado a trabalhar, mas sua habilidade marcial faz com que se oponha ao autoritarismo japonês, demonstrando a superioridade da arte marcial chinesa perante o karatê japonês.
O filme aborda um tema recorrente na filmografia marcial chinesa, a rivalidade entre chineses e japoneses, culminando na cena mais marcante do filme, a luta de Yip contra dezenas de lutadores japoneses, referância óbvia a Fúria do Dragão e Lutar ou Morrer (principalmente este último, já que também emula a luta final entre o protagonista e o general japonês especialista em karatê, que no filme de Li foi interpretado pelo grande Billy Chau). Falando no general japonês, ele lembra mais o oponente final de Jet Li em Fearless (O Mestre das Armas), já que, apesar de ser o "chefão de fase final", segue um rígido código de honra (mais uma tentativa de deixar o filme mais palatável para o público japonês, sempre importante para as bilheterias dos filmes chineses).
A luta mais marcante do filme.
Para quem procura lutas rápidas e arrasadoras (como é de costume nos filmes de Donnie Yen), Este filme é a pedida! Mal posso esperar pela segunda parte, Tomara que não demore tanto para ser lançado por aqui!