quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MINHAS COLEÇÕES: MINIATURAS DE CARROS 1:64

 

 Além de colecionar DVDs, HQs e Action figures, também coleciono miniaturas de carros, na escala de 1:64. Para quem não sabe, essa é a escala dos famosos Hot Wheels. O tamanho pequeno apresenta duas importantes vantagens: além de fáceis de guardar (no meu caso, estão inadequadamente espremidas em uma maleta), são relativamente baratos (normalmente custam R$ 5,00).
A maioria escolhe um carrinho pela beleza do modelo ou pintura. No caso de Hot Wheels, existem os que preferem a linha T-Hunt (as cartelas com tarja verde), pois são mais raros. No meu caso, o tema da coleção é a cultura pop: todos os carrinhos da minha coleção estão relacionados a filmes, games, quadrinhos e série de TV. Vamos conhecê-los!
 
 Um dos carrinhos mais conhecidos e desejados da Hot Wheels é o Ecto 1, o carro dos Caça-Fantasmas, fime de 1984 que foi um enorme sucesso. Mesmo tendo sido lançado na série regular de 2010, é muito difícil de encontrar.
 
Estes são fáceis de identificar, pois são o caminhão e o Camaro que se transformam, respectivamente, em Optimus Prime e Bumblebee, personagens principais de Transformers (tanto a série de filmes quanto os brinquedos e HQs). Curiosamente, os modelos que eu tenho não se transformam, apenas têm um desenho dos robôs em relevo na parte de baixo.
 
O Mach 5, carro de Speed Racer, é um dos carros mais famosos do mundo. O meu modelo não é da Johnny Lightning, é de plástico e não tem acessórios.

 Nenhuma coleção de carros de filmes estaria completa sem pelo menos alguns exemplares usados na cinessérie Velozes e Furiosos (com o sexto filme atualmente em produção). Aqui temos um Dodge Challenger laranja usado em + Velozes + Furiosos (o segundo filme), um Chevelle Vermelho e um Nissan Skyline azul, ambos usados em Velozes e Furiosos 4.
 
Dois carros usados em Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio: o Dodge Charger do personagem de Vin Diesel e um carro de polícia (do Rio de Janeiro), utilizado na perseguição final.
 
O Shelby GT500 foi usado em muitos filmes. O vermelho de 2007 foi visto na cena inicial de Eu Sou a Lenda; o azul de 1967 é a famosa Eleonor, objeto de desejo de Nicolas Cage no filme 60 Segundos (embora o carro usado no filme seja cinza).
 
O Pontiac Trans Am 1977 foi usado no filme Agarra-me Se Puderes (modelo da esquerda) e na sua sequencia, Desta Vez Te Agarro (modelo da direita), ambos estrelados por Burt Reynolds.
 
Quando se fala em perseguição de carros em filmes, a mais famosa com certeza é a do Mustang contra o Dodge Charger em Bullitt, com Steve Mcqueen. Os que eu tenho têm até as marcas de bala e riscos na lataria!
 
Esses são pra quem é fã de séries de TV dos anos 80: a Ferrari de Magnum (com Tom Seleck), o K.I.T.T. de Supermáquina e o furgão do Esquadrão Classe A.
 
 
O Dodge Challenger 1971 laranja é o carro do protagonista Hal Jordan, vivido por Ryan Reynolds no filme Lanterna Verde.
 
 
 O Delorean da trilogia De Volta Para o Futuro é um dos carros mais famosos do cinema, e foi lançado pela Hot Wheels em 2011. O modelo do primeiro filme é relativamente facil de encontrar, mas o usado no segundo filme, é importado e extremamente raro (é mais detalhado e tem o tubinho branco que representa o Mr.Fusion, o aparelho que transforma lixo em combustivel).

 
Um dos modelos mais desejados (se não O MAIS desejado) da coleção 2012 é o Mystery Machine, o famoso furgão da turma do Scooby-Doo! Ficou com vontade de ter um, né? Boa sorte, porque é dificílima de achar.
 
Após ficar em evidência este ano, em uma de suas missões em Marte, o robô Mars Rover Curiosity ganhou sua versão na coleção 2012 da Hot Wheels. Que relação este modelo tem com a cultura pop? Ora, em minha série favorita, The Big Bang Theory, o nerd Howard é responsável por pilotar remotamente a maquininha, gerando diversas situações engraçadas.
 
 Estes modelos são da Greenlight: o Pontiac GTO Judge 1970 laranja é do filme Jovens, Loucos e Rebeldes; o Pontiac GTO 1970 bege é do filme Vale Tudo (um filme de hóquei com Paul Newman) e o Dodge Challenger 1970 amarelo é o carro do agente Gibbs na série NCIS.

 O Ford Falcon 1970 amarelo é um carro australiano que serviu de base para o Interceptor, o veículo do protagonista em Mad Max 2 - A Caçada Continua.

Já o Tucker Torpedo foi o objeto central do filme Tucker - Um Homem e Seu Sonho, sobre a vida de um empresário visionário vivido por Jeff Bridges.

O Dodge Monaco 1975 é o carro de polícia de Chicago que persegue a dupla de protagonistas na comédia Os Irmãos Cara de Pau.
 

 
Claro que numa coleção de carrinhos o Batmóvel não poderia faltar, não é mesmo? Aqui temos o modelo do desenho The Brave and The Bold (Os Bravos e os Destemidos); o do game Arkham Asylium e do desenho recente The Batman.
 

 
Além do modelo mais clássico de todos, o da série de TV dos anos 60, também tenho o do filme de Tim Burton de 1989 e o Tumbler da recente trilogia de Christopher Nolan.
 

 
O último Batmóvel que adquiri nem é um Batmóvel oficial, mas a versão do Batman da coleção DC Comics Originals, em que os carrinhos são customizados com se fossem a versão motorizada dos próprios heróis. O último filme da trilogia de Nolan, The Dark Knight Rises (O Cavaleiro das Trevas Ressurge) deu origem à mais recente bat-miniatura, The Bat, a nave que o herói utiliza no impressionante clímax do filme.
 
Ainda falando na fantástica trilogia de Christopher Nolan, o melhor filme, Batman - O Cavaleiro das Trevas, rendeu duas ótimas miniaturas: O Carro-Forte do banco de Gotham e um carro da Polícia de Gotham.
 
Para finalizar, várias versões de um carro que nem é de filme, game ou série de TV. Entretanto, se a vida de todo mundo dá um filme, esse modelo faz parte da minha própria história: o Volkswagen Brasilia! Um dos itens mais procurados das coleções 2011 e 2012, foi lançada em 4 versões: verde e azul (2011), verde e vermelha (2012), sendo os dois últimos com detalhes da pintura em chamas. Eu modifiquei o modelo vermelho, retirando as chamas e obtendo uma Brasilia toda vermelha, exatamente como o carro que meu querido pai tinha (o primeiro carro da família de que me lembro). Quem disse que as coleções não trazem nostagia?
 
Bem, essa é a minha estimada coleção de carrinhos. Espero que tenham gostado. Até a próxima!
 


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sessão "Gepeto": JET LI, um novo boneco exclusivo !!!


Quem costuma prestigiar o ONARI BLOG já sabe que além de colecionar action figures, gosto também de fazer meus próprios bonecos exclusivos. Afinal, pra quem é colecionador, nada melhor do que possuir uma peça rara - ou melhor ainda, exclusiva! Assim, já fiz alguns bonecos que ficaram muito bons, como o Major Dutch de O Predador, Tom Strong e o Cyberclope.
A minha escala favorita é a de 7 polegadas, pois as de 12 polegadas (Hot Toys, Enterbay) apesar de belíssimas, são também muito caras. Até então, meus dois únicos bonecos de 12 polegadas eram o Bruce Lee Enter The Dragon da Hot Toys e o Jackie Chan de Dragonlord da Dragon. Quem estava faltando?... 



Encomendei a cabeça do Jet Li (feita em resina) no Mercado Livre. Para o corpo, foi usado um Max Steel antigo, que já vinha com dois nunchakus. Modifiquei um dos nunchakus para virar um facão chinês e pintei o outro par de preto. Usei as sapatilhas que estavam sobrando do Bruce Lee e o casaco do Jackie Chan. Agora, a trindade dos filmes de artes marciais está completa!


Cada fã tem o seu favorito, mas não há dúvida quanto ao fato de que os três são os maiores astros das artes marciais de todos os tempos, pelo menos em fama e popularidade! E a partir de agora, finalmente, também na minha estante!



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS MERCENÁRIOS 2


Logo após os créditos finais de Os Mercenários (2010), uma continuação já era esperada, pois o sucesso da volta de Stallone aos filmes de ação oitentistas deixou os fãs salivando por mais, principalmente levando-se em conta que diversos astros convidados por Stallone não participaram do primeiro filme, como Jean Claude Van Damme, Chuck Norris e Steven Seagal.
Stallone satisfaz os fãs com Os Mercenários 2, que consegue ser ainda mais divertido que o primeiro, principalmente por não esquecer o principal: filmes de ação oitentistas não devem jamais se levar a sério! Além disso, traz duas lendas ausentes no filme original: Van Damme e Chuck Norris!
A história é puro clichê. Após mais uma missão bem-sucedida (com uma bela cena de luta com Jet Li, que depois some e não volta mais!), Barney Ross (Stallone) e seu grupo (Jason Statham, Terry Crews, Randy Culture, Dolph Lundgren e o novato Liam Hemsworth) recebem uma nova missão de Church (Bruce Willis). Porém, a missão dá errado, graças à intervenção de Villain (Van Damme), resultando na morte de Hemsworth. Aí, no auge da testosterona, Stallone tem o pensamento mais macho e anos 80 possível: ele quer vingança!
 
 
Se no primeiro filme os vilões eram astros do segundo escalão como Steve Austin, Eric Roberts e Gary Daniels, aqui a turma do mal está representada por Van Damme e Scott Adkins (que já trabalhou com Van Damme em dois filmes e foi o protagonista de Imbatível III e Ninja).


Mas o ponto alto mesmo é quando entram as lendas, em cenas divertidíssimas que não poupam referências bem-humoradas aos astros. Chuck Norris entra em cena como o exército de um homem só, com direito até a um Chuck Norris fact (fenômeno da internet em que proezas inimagináveis eram atribuídas a Norris, classificando-o como o sujeito mais durão do planeta - ex.: Chuck Norris enfiou uma faca no olho... e a faca ficou cega!), atestando o respeito de Stallone aos fãs.

 
Ao expandir a cena do trio "Planet Hollywood" do filme anterior (Stallone, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger) o filme escancara a sua paixão pelos filmes de ação descerebrados, em que os heróis disparam suas armas num frenesi apoteótico, matando só os vilões e sem recarregar as armas! Schwarzenegger, então, é uma metralhadora (literalmente) de referências!
Claro que o filme tem seus defeitos. Algumas partes são arrastadas demais, alongando-se mais do que deveriam. Culture e Crews acabam "sobrando", tendo pouco espaço em cena. Dolph Lundgren, com sua performance amalucada e "sem noção", acaba agindo como alívio cômico (embora algumas referências aparentemente absurdas, como o diploma em engenharia química e a pós-graduação no M.I.T., sejam verdadeiras!). Na minha opinião, o principal defeito do filme é a pequena participação de Jet Li, que após o resgate do início, vai embora e não volta... Esperava que ele retornasse no final com uma luta animal contra Van Damme.
Pelo menos as lutas não decepcionam. Jason Statham mostra que é o mais ágil de todos (também, é um dos mais novos...) e encara uma luta com Scott Adkins, esperada desde que os dois se cruzam pela primeira vez, embora não explore todo o potencial de Adkins (na minha opinião, ele derrotaria Statham com os dois braços amarrados). A luta final, claro, é entre Van Damme e Stallone, do jeito mais macho possível.
Enfim, mais que recomendado!
Para terminar, dê uma olhada abaixo na idade dos coroas... Você encararia qualquer um deles? (detalhe: o mais durão é o mais velho, hehehehehe!)


terça-feira, 21 de agosto de 2012

CAVERNA DO DRAGÃO AGORA TEM FINAL!!!



Não, você não leu errado: é isso mesmo, o adorado desenho CAVERNA DO DRAGÃO, um dos maiores sucessos dos anos 80, agora TEM FINAL!!!

O QUÊ? MA'COMO?

CALMA! Antes que você fique mais surpreso do que o Coringa em "Batman na Feira da Fruta" (se você não entendeu, fique atento a um dos próximos posts), deixe eu explicar.
CAVERNA DO DRAGÃO contava a história de seis garotos perdidos em um mundo mágico povoado por feiticeiros, dragões, castelos e criaturas. Foi um grande sucesso e teve 3 temporadas, mas ficou sem final (para mais detalhes, clique aqui).
A legião de fãs sempre desejou um final oficial para sua adorada série, inclusive eu! Imaginem a minha surpresa quando visitei a Bienal do Livro de São Paulo há 2 semanas e vi um banner dizendo que "Caverna do Dragão agora tem final!", com a indicação de um estande! Corri para lá e vi um pequeno estande vendendo um livro chamado Caverna do Dragão - O Reino!




O autor (D4MON3) era mais um dos fãs que desejavam um final para o desenho. Na verdade, o livro é uma nova versão para a saga, reimaginada desde o início e (claro), com final! Aprofundando os personagens e criando um background para cada um deles, o autor criou a sua própria versão de Caverna do Dragão. Para uma produção independente (foi publicado pela Above Publicações), já é um razoável sucesso, tendo vendido mais de 4.000 cópias. Graças ao boca-a-boca e à inteligente jogada de marketing na Bienal, provavelmente vai vender muito mais.
QUAL É O FINAL? Não, não vou contar! Em primeiro lugar, para incentivar as pessoas a comprarem e lerem o livro... Em segundo lugar... eu ainda não cheguei no final! Mas posso garantir que o livro é muito legal! Para mais informações (inclusive para adquirir o livro), acesse www.cavernadodragão.com.br.

Por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ACTION FIGURES KARATE KID: raridades finalmente na minha estante!



Talvez a franquia Karate Kid seja um dos assuntos mais recorrentes do Onari Blog. Não é nenhuma surpresa, já que eu cresci nos anos 80, no auge da febre provocada pelos dois primeiros filmes (que até hoje estão na minha lista de favoritos de todos os tempos).
Em 1986, após a estréia do segundo filme, os produtores, em meio ao estrondoso sucesso do longa, expandiram a franquia em diversos produtos.




Logo após a estréia do segundo filme, foi produzido o desenho Karate Kid, contando as aventuras de Miyagi e Daniel-san (que usa a mesma roupa do clímax do segundo filme), que inclusive passou no Brasil.



 Em 1986, foi lançada uma coleção de action figures. Aqui, foi produzida pela saudosa Glasslite (que na época licenciava diversos personagens, como Thundercats, Esquadrão Classe A e Star Wars), baseada tanto no visual dos desenhos animados quanto no dos filmes. Os bonecos lançados inicialmente eram Daniel-san (com a roupa vermelha do desenho e do segundo filme) e o Sr.Miyagi, além do vilão do primeiro filme, John Lawrence, com seu uniforme preto do Cobra-Kai. Cada boneco de aproximadamente 6 polegadas apresentava 3 movimentos: um golpe com a mão direita (simulando a quebra de tábuas), um chute com a perna esquerda e um giro da cintura, além de diversos acessórios, como mostra o folheto abaixo.



Lembro que na cartela também vinha um desenho do lenço que constituía a faixa de cabeça do Daniel, com instruções para copiar em um lenço de verdade.
Durante anos procurei adquirir esses bonecos, mas como foram produzidos há mais de 25 anos, são muito raros e difíceis de encontrar. Há alguns dias, graças às maravilhas da internet, encontrei os 3 bonecos em bom estado por um bom preço!


Os mecanismos dos movimentos ainda funcionam, embora os bonecos necessitem de uma boa limpeza e pintura. O importante é que estes preciosos objetos de desejo agora estão na minha estante!

Por hoje é só! Kiai!


domingo, 5 de agosto de 2012

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE


Eu sei que faz um bom tempo que não escrevo no blog. Aliás, foi a primeira vez que o ONARI BLOG ficou 2 meses sem nenhuma postagem, mas prometo que tentarei ser mais regular. O importante é que eu voltei, e em grande estilo, pois hoje a postagem é especial: a crítica de BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE!

A sequencia de Batman Begins (2005), Batman - O Cavaleiro das Trevas, de 2008, estabeleceu um novo patamar, não apenas para o Batman, mas para todos os filmes de super-heróis que o precederam.  O segundo capítulo da bat-saga arrecadou mais de 1 bilhão de dólares no mundo, apresentou a mais arrebatadora versão do Coringa de todos os tempos (mérito da interpretação assombrosa do saudoso Heath Ledger, merecidamente premiado com um Oscar póstumo) e deixou uma grande questão no ar: como superar o que foi considerado o melhor filme baseado em um herói dos quadrinhos de todos os tempos?


Um dos maiores desafios do terceiro capítulo foi encontrar um vilão à altura do Coringa. O diretor Christopher Nolan optou por Bane, um vilão mais novo (criado na década de 90) e responsável pela saga "A Queda do Morcego", uma das mais importantes do Batman. Para interpretá-lo, o escolhido foi Tom Hardy (visto recentemente em Guerra É Guerra), que, se não consegue chegar aos pés do Coringa de Heath Ledger, pelo menos não faz feio e entrega um vilão aterrorizante, brutal e fisicamente em pé de igualdade com o homem-morcego.


O restante do elenco não está menos do que impecável. Christian Bale se supera e sua versão do Batman (e, principalmente, de Bruce Wayne, o homem por trás da máscara) é carregada de amargura, raiva, determinação e medo. Anne Hathaway, linda como sempre, faz uma Mulher-Gato memorável, fazendo a gente até esquecer a Michelle Pfeifer...


Joseph Gordon-Levitt é a grande surpresa do novo elenco. Abandonando de vez os personagens românticos e sensíveis e encarando um papel de ação, revela-se uma das promessas do gênero para os próximos anos. Marion Cottilard acaba sendo a presença mais fraca, mas os fãs não terão do que reclamar...



Como de costume, em todo filme do Batman o herói tem que estrear um veículo novo. Se em Batman Begins o gadget mais importante era o novo Batmóvel (o Tumbler) e em O Cavaleiro das Trevas era o Bat-pod, o destaque do novo filme é The Bat, um veículo de perseguição e fuga capaz de voar entre dois prédios. Sua versão em miniatura da coleção Hot Wheels 2012 deverá ser uma das mais procuradas nas lojas de brinquedos por conta do novo longa.


Os aspectos técnicos de Batman Ressurge são irrepreensíveis, da direção de arte e fotografia aos efeitos especiais, passando pela arrebatadora trilha sonora de Hans Zimmer. Isso fica claro no alucinante clímax (nada menos do que 45 minutos pontuados pela música de Zimmer) e, principalmente, em três cenas em que não há música: a primeira luta entre Batman e Bane (onde os ruídos que se destacam são os rugidos do homem-morcego, a angustiante voz de Bane e a crueza do som das pancadas), um diálogo de cortar o coração entre Bruce Wayne e Alfred (fazia tempo em que não nos deleitávamos com uma interpretação tão inspirada de Michael Caine) e a cena do estádio, em que só se ouve a voz de um menino cantando o hino nacional americano, um pouco antes do arrebatador terço final que fecha de maneira grandiosa e épica o filme.


O filme se passa 8 anos após os acontecimentos do segundo filme. Batman caiu em desgraça ao assumir a morte de Harvey Dent e Gotham está em relativa paz. Bruce Wayne vive recluso e amargurado. Tudo muda quando Bane surge e se mostra uma grande ameaça, deixando o comissário Gordon (Gary Oldman) no hospital. Wayne percebe que precisa reassumir o manto do morcego e seu caminho se cruza com os de Miranda Tate (Cottilard), uma milionária ambientalista, Selina Kyle (Hathaway), uma ladra extremamente esperta, sexy e habilidosa e John Blake (Levitt), um jovem e idealista policial que vira homem de confiança de Gordon. É melhor eu não revelar muito da trama para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme. Nolan adota o mesmo tom realista dos dois filmes anteriores e satisfaz os fãs xiitas com referências a sagas clássicas dos quadrinhos, como A Queda do Morcego, Batman - O Cavaleiro das Trevas e Gotham - Terra de Ninguém. E, se em Batman Begins o tema era o medo e em O Cavaleiro das Trevas era o caos, no terceiro filme é a dor (não apenas a física, mas também da alma)...
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge consegue superar seu antecessor? Superar, eu não sei... Mas que Christopher Nolan fecha a trilogia de maneira satisfatória, emocionante, espetacular e, em última instância, inspiradora, isso ele consegue.



Desculpem por fechar essa crítica dessa maneira, mas não posso deixar de declarar:
ESSE FILME É FODA PRA CARALHO!!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Crítica de OS VINGADORES e uma Reimaginação Retrô


Os Vingadores é um dos filmes mais ambiciosos do ano. Reunião dos principais heróis do universo Marvel no cinema, o longa foi planejado desde que a Marvel foi convertida em estúdio e lançou Homem de Ferro, em 2007. Desde então, todo filme-solo dos heróis (O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América) tinha uma "pista" para o longa seguinte, deixando os fãs e nerds salivando. Assim, o filme que reuniria Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro era nuito esperado.


Dirigido por Joss Whedon, o filme satisfaz tanto os nerds de plantão quanto a platéia sedenta por ação mas que não conhece muito o universo Marvel. O filme até que demora pra engrenar, o que é até compreensível levando em conta todos os sub-plots (para cada herói) e a quantidade de personagens principais com que tem que lidar. Capitão América e Homem de Ferro obviamente têm mais destaque, já que o supersoldado sempre foi a alma da equipe desde os quadrinhos e Robert Downey Jr é o único astro com apelo de público do grupo. Viúva Negra e Gavião Arqueiro acabam sendo coadjuvantes de luxo e o Hulk é o alívio cômico do filme, em situações muito divertidas (além de protagonizar as cenas de ação mais insanas). Thor é o personagem mais deslocado (sua vinda para a Terra não é bem explicada), apesar de ter o plot mais importante, já que o grande vilão do filme é seu irmão de criação, Loki.
Mas tudo é desculpa para o principal elemento do filme, a batalha final,  em que os heróis enfrentam um gigantesco exército alienígena trazido à Terra por Loki. Não é exagero dizer que são as cenas de ação mais intensas dos últimos anos. Um dos momentos mais divertidos é o diálogo entre Tony Stark e Loki que antecede o combate:
Stark: - Nos chamam de Vingadores... É tipo um grupo com os maiores heróis da Terra...
Loki: - Será inútil... Eu tenho um exército!
Stark: - E nós temos o Hulk...
Mesmo não sendo perfeito, o filme cumpre o que promete: ação e diversão para todos os públicos.

Para encerrar, um trailer divertido feito por fãs: imagine se um filme dos Vingadores fosse feito em 1978! Utilizando cenas dos filmes de heróis feitos para a TV (Capitão América, Hulk e um obscuro Exo Man) nos anos 70, o trailer é divertidíssimo! Confira:

Até a próxima!