quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Análise: JACKIE CHAN - O MESTRE DO KUNG FU



Vocês se lembram de um post recente sobre capas picaretas de filmes de kung fu? Na ocasião eu disse que a maior "vítima" era o astro Jackie Chan, sempre colocado em destaque nas capas dos filmes mesmo quando ele faz apenas uma participação. Lembram disso? Pois é...



Jackie Chan - O Mestre do Kung Fu é seu filme mais recente nas locadoras. Na capa, pra variar, o astro aparece em destaque, em trajes típicos de época, sugerindo um filme "old school" ou wuxia... O título nacional também remete a um de seus filmes antigos mais importantes, O Jovem Mestre do Kung Fu que Jackie estrelou e dirigiu em 1980. A tradução literal do título original, Procurando Jackie ou à Procura de Jackie (Looking for Jackie), seria bem mais condizente com a história. O filme até começa bem, com Jackie enfrentando a famosa "Gangue do Machado" (celebrizada em diversos filmes, como A Vingança do Kung Fu, O Mestre Invencível 2 e Kung Fu-São) em um vilarejo. Logo vemos que se trata de um set de filmagem, com Jackie fazendo o papel dele mesmo.

É a partir daí que começa a história propriamente dita, e é onde o caldo entorna... O real protagonista é o jovem Zhang, um adolescente fã de Jackie que quer conhecê-lo para aprender kung fu e responder as provocações de seus colegas, que zombam dele por ele estar em dificuldades nos estudos (condição, aliás, merecida, já que o moleque não quer saber muito de estudar). Ao ser mandado para Pequim para estudar sob a tutela de sua avó, ele acredita que esta é sua grande chance de se encontrar com o ídolo, já que o astro está na cidade para uma série de trabalhos. Ele sai que nem doido, procurando Jackie sem a menor noção, cruzando com diversos tipos, e se metendo em várias confusões (e quase matando seus avós de preocupação, já que não avisa aonde vai). O filme é bobinho, bobinho, com Jackie tentando dar uma lição de moral nas crianças que não estudam e não respeitam os mais velhos. Tem algumas lutas? Até tem, mas decepcionantes se considerarmos que é um filme de Jackie Chan.

Esse filme merece estar no gênero filmes picaretas... Fazer o quê...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Análise: PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM




Planeta dos Macacos - A Origem, não é uma refilmagem do original de 1968 (com Charlton Heston), muito menos do equivocado remake de Tim Burton. O filme, um dos destaques de 2011, é uma espécie de prelúdio da saga. Pouco importa para o grande público que filme clássico de 1968 tenha gerado quatro sequências, desenhos animados, série de TV e uma infinidade de produtos relacionados.



Para melhor situar o leitor, antes de partir para a resenha propriamente dita do filme, vamos traçar um panorama geral sobre a saga comentando brevemente os filmes anteriores (com alguns spoilers).



Planeta dos Macacos foi uma produção ambiciosa para a época, mostrando um grupo de astronautas (liderados por Charlton Heston) caindo em um planeta inóspito dominado por macacos falantes (em um primoroso trabalho de maquiagem premiado com um Oscar - na época em que a categoria sequer existia!) que subjugavam humanos primitivos. Na surpreendente sequencia final, Heston se depara com as ruínas da Estátua da Liberdade, atestando que apenas viajara no tempo e que o Planeta dos Macacos seria simplesmente o futuro de uma Terra devastada por uma guerra (possivelmente nuclear). Com o sucesso veio a inevitável sequencia, De Volta ao Planeta dos Macacos, em que outro astronauta procura o grupo do primeiro filme e encontra, além dos macacos, uma sociedade de humanos mutantes vivendo nos subterrâneos e adorando a imagem de um Deus (na verdade um míssil nuclear!). No final, uma explosão nuclear acaba com tudo. Ou não, já que um casal de macacos escapa para protagonizar o terceiro filme, Fuga do Planeta dos Macacos (um dos meus favoritos da franquia). Os símios aterrisam na Terra contemporânea e tornam-se celebridades, até que são perseguidos e mortos. Seu filho, César, entretanto, sobrevive. É claro que ele é o mote do quarto filme, Conquista do Planeta dos Macacos. Devido a um vírus, cães e gatos são extintos e substituídos por macacos, tratados como bichos de estimação e escravos. César, já crescido e capaz de falar, lidera uma rebelião (o filme atual seria uma refilmagem deste). O quinto filme, Batalha do Planeta dos Macacos, situa-se um mundo já dominado pelos símios e liderados por César, culminando em uma batalha não apenas contra os humanos sobreviventes, mas também entre os próprios macacos. Em 2001, Tim Burton tentou uma nova abordagem, realizando sua própria versão do primeiro filme. Claro que a maquiagem e os efeitos especiais foram infinitamente superiores, mas o roteiro equivocado e confuso sofreu duras críticas, apesar do bom desempenho nas bilheterias.



Tanto pelo peso da saga original quanto pelo resultado duvidoso do remake de Tim Burton, causou estranheza quando Planeta dos Macacos - A Origem foi anunciado. Ainda mais quando foi revelado que todos os macacos seriam digitais, inclusive o protagonista, César (um trabalho magnífico de captura de movimentos do ator Andy Serkis, o mesmo que deu vida a Gollum e King Kong).



O co-protagonista (ou principal papel humano) é o cientista Will Rodman (James Franco), que pesquisa uma droga para combater o Mal de Alzheimer (que, não por acaso, acomete o pai, vivido por John Lithgow). Após um teste mal-sucedido com uma chimpanzé fêmea, Will acaba levando para casa César, o filhote da macaca, e o cria como filho. César demonstra ser muito mais inteligente que macacos normais (e até do que alguns humanos). Não tarda para ele ser considerado uma ameaça e ser mandado para um centro de primatas. Neste momento o longa se torna um "filme de prisão", totalmente dominado pelos macacos digitais. O filme gasta o tempo necessário para desenvolver a personalidade de César e mostrar como ele lidera a rebelião dos primatas. Além do protagonista relutante que vira o líder da revolução, temos o aliado brutamontes (um assustador gorila), o antagonista (o chimpanzé cinzento que liderava o local anteriormente) e até o mentor sábio que dá conselhos (um simpático orangotango), arquétipos conhecidos dos filmes de ação que ganham suas versões símias de maneira brilhante e convincente. O clímax na ponte é de cair o queixo, embora o final seja um tanto quanto inconclusivo (uma clara deixa para continuações). Uma dica: não deixe a sessão logo que os créditos começarem...








Sabendo do legado da saga, o diretor Rupert Wyatt equilibra drama e ação, mas não esquece dos fãs dos filmes originais, plantando diversas referências que a maioria da platéia provavelmente nem vai perceber. A primeira é o nome do protagonista, César, que também batizava o protagonista do quarto (Conquista) e quinto (Batalha) filmes da franquia original. Sua roupa vermelha lembra os uniformes dos macacos escravos em Conquista. O produtor dos filmes originais, Arthur Jacobs, é homenageado ao batizar o dono do laboratório onde Will trabalha. Charlton Heston faz uma aparição quase imperceptível em um programa de TV. Além disso, referências a uma nave tripulada em direção a Marte remete ao grupo de astronautas do primeiro filme. Até a Estátua da Liberdade, talvez o maior ícone do filme original, é lembrada em um brinquedo de César. Uma cena comentada pelo pai de César no terceiro filme (Fuga) a respeito do início da revolução é reproduzida com maestria (só uma palavra: "Não!!!"), demonstrando o respeito dos realizadores com as obras originais.



Apesar de previsível, Planeta dos Macacos - A Origem supera as expectativas ao entregar uma obra que equilibra ação, drama, perda, traição, paternidade e ética. Talvez esta última seja o maior mote do filme. Se o filme original era uma alerta à corrida nuclear, o novo longa avisa: mesmo em nome da ciência, não brinque com a Natureza...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CAPAS "PICARETAS" DE FILMES DE KUNG FU

O velho golpe do "gato por lebre" também afeta os filmes de kung fu. Quantas vezes você não alugou ou até comprou um filme com seu ator favorito e quis matar o responsável pela capa? Alguns filmes tem a cara de pau de estampar (com destaque) um astro conhecido na embalagem mas ele tem uma participação pequena ou nem dá as caras! A culpa é dos distribuidores ou produtores dos filmes, que na esperança de aumentar as vendas se aproveitam da popularidade de alguns atores e fazem com que alguns consumidores tenham vontade de se suicidar... Vamos ver alguns exemplos.

Bruce Lee talvez seja uma das maiores vítimas do golpe. Na verdade, ele praticamente inaugurou a picaretagem. O astro faleceu antes de terminar seu último filme, Jogo da Morte, deixando apenas alguns minutos de filmagem. Cinco anos após sua morte, o filme foi lançado com a ajuda de dublês e alguns recursos bizarros, como imagens reais de seu funeral e até mesmo a foto de seu rosto recortada e colada em um espelho! Claro que as cenas com o mestre compensam a malandragem.


Não contentes com isso, os produtores lançaram O Jogo da Morte 2, com mais cenas não aproveitadas de seus filmes anteriores e dublês. Apesar disso, é um bom filme do gênero, com ótimas lutas (mas não é um filme de Bruce Lee)!



O pior é a grande quantidade de filmes que tem imagem do mestre na capa mas ele não aparece! Ou então quem aparece é um de seus inúmeros clones, como Bruce Li (o mais popular), Bruce Le, Bruce Liang, Dragon Lee, entre outros!

Um caso curioso é o filme Punho de Aço, que seria "o filme perdido de Bruce Lee"... Na verdade estrelado por seu amigo, teve as cenas de ação dirigidas por Lee. Espertamente, os produtores teriam filmado o astro dirigindo os atores e inserido as cenas no próprio filme! Uma bela picaretagem, não? Só que fica ainda pior: apesar do golpe estar explícito na sinopse do filme, se tiver 2 segundos das tais cenas, é muito!



Outra vítima constante é Jackie Chan, até porque ainda está na ativa e tem quase 100 filmes no currículo, sendo um prato cheio para os pilantras. Alguns filmes apresentam o ator na capa mas ele nem aparece, como 36 Golpes Mortais, em que ele foi apenas o diretor de ação.




Um de seus primeiros megassucessos é Fearless Hyena -A Vingança do Dragão. Sua sequencia, A Saga do Dragão, foi abandonada por Chan no meio das filmagens. O que os produtores "espertos" fizeram? Lançaram o filme aproveitando as cenas já filmadas, acrescentando cenas de outros filmes de Chan e completaram com um sósia ruim!




Sua suposta terceira parte, Fearless Hyena 3 (lançada apenas em VHS aqui como O Retorno do Dragão), nem Chan tem! O protagonista é um tal de Jackie Chang! Apesar disso, a capa tem o legítimo Chan, além de Bolo Yeung. O que era bizarro fica ainda pior, pois na história o pobre ator tem uma pedra (que lhe dá poderes) NA BUNDA...! Sem comentários!






Alguns filmes nem são tão picaretas assim, como A Liga Contra o Mal. O problema é que neste caso Jackie Chan aparece com destaque (como se fosse o protagonista), mas só faz uma pequena participação, o que deve ter deixado muito fã com raiva da locadora...






Um dos primeiros filmes de Jackie Chan (na verdade, o primeiro como protagonista) é Master With Cracked Fingers, que teve o mesmo problema que A Saga do Dragão. Ou seja, Chan não terminou as filmagens e os produtores o lançaram mesmo assim, completando as cenas com um dublê. Apesar do filme já ser uma pilantragem por si só, este nem é o maior problema. A confusão é o número de títulos diferentes com que o longa já foi lançado por aqui: Dedos de Aço (título que o filme ganhou quando lançado em VHS - na capa quem aparece é Dragon Lee, apesar de ser um filme de Jackie Chan!), Quebrando Limites (na capa aparece uma cena de outro filme, o ótimo Detonando em Barcelona), Garras de Águia e Punhos de Serpente (distribuído pela Continental, que deu o mesmo título que a Columbia deu para o excelente Snake in the Eagle's Shadow, o primeiro sucesso de Chan), todos parecendo filmes diferentes, mas na verdade é o mesmo (péssimo) filme!














Esses foram só alguns exemplos. Para quem já caiu no golpe:




Até a próxima!


sábado, 6 de agosto de 2011

BRUCE LEE "ENTER THE DRAGON" HOT TOYS: A Melhor Action Figure de Todos os Tempos!







Bruce Lee é um dos maiores ícones do século 20 e talvez o maior astro do cinema de artes marciais de todos os tempos. Sua morte precoce deixou apenas quatro filmes completos (O Dragão Chinês, A Fúria do Dragão, O Voo do Dragão e Operação Dragão),um inacabado (O Jogo da Morte) e um legado sem precedentes. Seu sucesso, influência e imitadores foram tão expressivos que a maioria acha que ele fez mais filmes!


Em 2010, Bruce Lee faria 70 anos. Para homenagear a data, vários produtos foram lançados, com destaque para as figuras das empresas Enterbay e Hot Toys. A Enterbay é mais especializada em estatuetas, sem (ou com poucas) articulações mas ricas em detalhes. Já a Hot Toys, além de caprichar nos detalhes, nos brinda com figuras com muitas articulações, fato muito importante quando se trata de uma personalidade tão dinâmica como Bruce Lee. Assim, a figura de Bruce Lee baseada em seu mais popular filme, Operação Dragão, é, na minha modesta opinião, a melhor action figure já lançada! Como colecionador e entusiasta de action figures, sempre fiquei babando nas figuras da Hot Toys, mas nunca cogitei ter nenhuma delas. Primeiro porque a escala (12'') é diferente da escala que costumo colecionar (7''), apesar de ter duas figuras de 12'' (Jackie Chan e Samurai Jack). Claro que o principal motivo pelo qual as figuras da Hot Toys estavam fora da minha lista é o preço salgado! Mas quando vi o Bruce Lee (e a infinidade de acessórios que vinha com ele), não pude deixar de adquirir um! Vejam as fotos abaixo e me digam se não valeu cada centavo...


A caixa, luxuosíssima, já impressiona logo de cara. Em relevo brilhante, apresenta com perfeição o mestre em seu filme mais importante.





Abrindo a tampa, uma breve apresentação da biografia de Bruce Lee, algumas inscrições em chinês e a assinatura do astro.



Retirando a segunda tampa, a figura já aparece, emoldurada por uma linda lâmina de papelão destacando as duas cabeças (uma normal e a outra com marcas de garra). O detalhe interessante é a tecnologia PERS (Parallel Eyeball Rolling System), que possibilita o movimento dos olhos!




Quando se retira a lâmina de papelão, o queixo cai de vez com a quantidade de acessórios: 14 (!) mãos intercambiáveis, nunchakus, 2 bastões curtos, 1 bastão longo, 2 pares de sapatilhas, 2 pares de meias, 1 calça, 1 macacão, 1 camisa chinesa ("ifu"), 1 bolsa, 1 cobra, 1 rolo de corda, 2 articulações extras das mãos e a cabeça extra. Pensa que acabou? Tem mais! Além disso tudo, ainda vem com 2 cenários (a masmorra e a sala de espelhos), e uma base para exposição do boneco. Ufa!





Abaixo vemos a figura com o traje que ele usa na luta com Ohara (Bob Wall) na base individual.









Os 30 pontos de articulação permitem que você experimente as mais variadas posições de luta!




O macacão azul-marinho foi usado por Lee na memorável cena em que ele entra na masmorra, com direito a bolsa, cobra e rolo de cordas, tudo extremamente fiel ao filme, assim como as outras armas, como o bastão longo!

Mas o ponto alto da figura é o cenário da sala de espelhos, reproduzido à perfeição. Até o painel que gira (revelando a parede pintada da outra sala) está lá!




Concluindo, dessa vez a Hot Toys, que sempre produziu bonecos extremamente fiéis e detalhados, se superou! Mesmo para quem não é fã do Bruce Lee (e afinal, quem não é?), uma figura inestimável para qualquer coleção.

Para maiores detalhes, assistam ao vídeo da Hot Toys:








Até a próxima! KIAI!!!

domingo, 31 de julho de 2011

COMIC CON 2011: As Novidades do Maior Evento da Cultura Pop




No período de 21 a 24 de julho de 2011 (ou seja, 10 dias atrás) aconteceu em San Diego, Califórnia, a edição 42 da San Diego Comic Con, simplesmente o maior evento da cultura pop (ou cultura nerd) do planeta! Originalmente uma convenção de quadrinhos, atualmente a feira é uma vitrine das principais indústrias não apenas de HQs, mas também de games, cinema, séries de TV e action figures, que apresentam suas mais novas atrações previstas para os próximos meses. Vamos conhecer algumas das novidades:


CINEMA e TV




O evento mais comentado foi o painel do filme The Amazing Spider Man, aguardada nova versão do Homem-Aranha que vai ser lançada no ano que vem. Uma pessoa vestindo uma fantasia tosca do aracnídeo subiu ao palco para falar sobre o longa e tirou a máscara. Para surpresa de todos, o fantasiado era o próprio ator Andrew Garfield, que faz o herói no novo filme. Outros painéis apresentaram novas imagens e trailers de outros filmes que devem ganhar destaque nos próximos meses, como Conan, Snow White and the Huntsman, Ghost Rider 2, Batman - The Dark Knight Rises, The Hobbit, Os Vingadores, entre outros.


Na TV, os destaques foram o anúncio de novas temporadas de The Walking Dead, The Clone Wars, Game of Thrones e o lançamento da nova versão de Avatar (não o filme do James Cameron, mas a série de animação que inspirou o terrível O Último Mestre do Ar). Outra novidade que deixou os fãs alvoroçados foi o anúncio do Blu-ray da trilogia clássica de Star Wars, com 30 horas de extras incluindo cenas deletadas inéditas! Haja controle sobre a Força...







GAMES




A principal atração foi o estande do game Arkham City, continuação do espetacular Arkham Asylum. A edição especial do game, com uma estatueta belíssima do Batman, é de dar água na boca. Outros games divulgados foram Prototype 2 (desta vez Alex Mercer é o vilão!), Street Fighter x Tekken, Uncharted 3, os novos games de X-Men e Spiderman, entre outros.










QUADRINHOS


Durante a feira foram divulgados os vencedores do principal prêmio do setor, o Will Eisner Award. E o Brasil fez bonito, já que todos os brasileiros indicados faturaram o prêmio em suas respectivas categorias. Rafael Albuquerque, coautor de American Vampire (ao lado de Stephen King e Scott Snyder) faturou o prêmio de melhor nova série. Já Fábio Moon e Gabriel Bá receberam o prêmio de melhor minissérie por Daystripper.










No estande da DC, o clima era tenso. Afinal, a editora decidiu reformular todos os títulos, em um projeto conhecido como The New 52, referência ao gigantesco número de títulos mensais (isso mesmo, 52 revistas diferentes por mês!) a partir de agosto. Todos recomeçarão do número 1 (não que isso já não tenha sido feito outras vezes)...






Quanto à Marvel, um dos destaques foi o relançamento de X-Men #1, de 1991, considerado pelo Guiness o gibi mais vendido da história. Ainda falando em X-Men, o burburinho era em relação à suposta ausência de Ciclope em X-Men: Regenesis, um dos próximos arcos narrativos dos heróis mutantes. Será que o primeiro X-Men vai bater as botas (de novo?)...





ACTION FIGURES

Os estandes mais visitados são os que expõem action figures. Não apenas porque na feira são apresentados os próximos lançamentos, mas principalmente porque todo ano são lançadas figuras da série San Diego Comic Con Exclusive, versões exclusivas do evento e vendidas apenas na Comic Con. Obviamente, são edições limitadíssimas e posteriormente muito cobiçadas por colecionadores. Um exemplo é a edição exclusiva da Comic Con 2008 com as quatro Tartarugas Ninja da Neca, em preto e branco (hoje a caixa é raríssima). Durante a feira, algumas caixas foram autografadas por Kevin Eastman, um dos criadores. Estas, então, são mais raras ainda, sendo privilégio de somente alguns felizardos (incluindo eu, hehehe)...








Entre as edições exclusivas, uma despertou particular interesse. A Mattel divulgou uma réplica da maleta de plutônio utilizada pelo dr. Emmet Brown em De Volta Para o Futuro, mas o conteúdo só foi revelado na feira: um diorama Hot Wheels do Delorean com direito ao fundo com a imagem do relógio e rastro de fogo deixado pelo carrinho.










Entre os bonecos, alguns me deixaram salivando. O Scott Pilgrim ficou igualzinho ao personagem da HQ. Agora, legal mesmo é a estatueta do Mumm-ra com direito ao cãozinho Mamuth (o bichinho só vinha com o boneco vendido no evento!).








Outros bonecos muito legais são os do Megaman (com detalhes metalizados) e do Goku em versão Super Sayajin (com cabeça e mãos extras, com direito a pose de Kamehame-ha)!






Um dos mais cobiçados é o Predador Clássico com máscara "Gort" (um protótipo criado por Stan Winston para o filme original de 1987, mas só aproveitado 20 anos depois, no primeiro filme da série Aliens vs. Predador). O corpo e detalhes são praticamente idênticos aos do Predador clássico que vem junto com o Alien (com exceção da máscara, claro), mas vem com um crânio e espinha dorsal.




Outra figura bacana é o Gizmo Exclusive SDCC (San Diego Comic Con)! Ele vem com óculos escuros (para se proteger do sol da Califórnia e dos flashes, hehehe), crachá do evento e sacola (para se esconder dos mais afoitos). Além dos acessórios, vem com olhos e orelhas móveis! Uma divertida versão de um dos mais adoráveis personagens do cinema!




Infelizmente, essas edições são limitadas e dificilmente chegarão aqui. A All Center (http://www.allcenter.com.br/) tem algumas peças, mas estão se esgotando rapidamente. Eu mesmo já garanti um Gizmo e um Predador (tentei comprar um Goku, mas cheguei tarde)!

É isso aí. Espero que tenham gostado. Até a próxima!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

HARRY POTTER e Seu Legado na Cultura Pop

Um dos primeiros posts deste blog foi uma análise dos filmes da série "O Exterminador do Futuro" e sua influência na cultura pop, que gerou uma infinidade de produtos derivados (incluindo a eleição de seu protagonista, Arnold Schwarzenegger, para o governo da Califórnia!). Após uma maratona dos filmes da série Harry Potter (uma preparação em família para assistir ao último filme, em cartaz nos cinemas), decidi fazer um artigo semelhante sobre o legado da franquia Harry Potter. Vamos dar uma olhada no que foi gerado na esteira do sucesso do bruxinho...






OS LIVROS



Em 1997, um livro despretensioso escrito pela então estreante J.K.Rowling foi lançado de maneira discreta. Entretanto, o sucesso de Harry Potter e a Pedra Filosofal pegou todos de surpresa. Ao todo foram 7 livros, todos adaptados com sucesso no cinema. Vamos analisar cada filme de maneira mais detalhada.



OS FILMES



HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL


Com orçamento milionário e direção de Chris Columbus (Esqueceram de Mim e Uma Babá Quase Perfeita), o primeiro filme da franquia foi lançado em 2001, quase que ao mesmo tempo que O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, e conseguiu até superar o longa de Peter Jackson nas bilheterias. A escolha de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint para o trio de protagonistas foi um acerto à parte, já que os então estreantes seguraram as pontas durante os 10 anos e 8 filmes (!) que a franquia exigiu. Claro que estão cercados de coadjuvantes de luxo, como Maggie Smith, Richard Harris e principalmente Alan Rickman. Desde o primeiro filme o crivo de J.K.Rowling se fez presente durante toda(s) a(s) produção(ões), a fim de garantir fidelidade absoluta aos textos originais de modo a não decepcionar os fãs. A direção e o clima excessivamente festivos incomodam um pouco, mas já eram de se esperar de uma produção originalmente direcionada a um público ainda predominantemente infantil.







HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA


Sem precisar explicar origens, o segundo filme da franquia tem ritmo melhor e mais ação, embora excessivamente longo (mais de duas horas e meia!). Os atores mirins estão mais seguros e o filme aproveitou uma base já sólida de fãs. Chris Columbus reassume o comando, mas (felizmente) não voltaria para o terceiro filme.










HARRY POTTER E PRISIONEIRO DE AZKABAN




A direção do mexicano Alfonso Cuarón trouxe novo fôlego à série, que abandona o tom festivo dos dois primeiros filmes e se torna cada vez mais sombria. Considerado um dos melhores filmes da franquia, acompanha a jornada de Harry introduzindo um misterioso novo personagem, Sirius Black (Gary Oldman), que apesar de aparecer pouco tem grande importância na série.





HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO



Dirigido por Mike Newell, o quarto filme é o favorito de muita gente. Harry entra no torneio tribruxo, enfrentando dragões, sereias e, no final, o próprio Lord Valdemort, vilão da série. Curiosamente, um dos destaques do elenco é Robert Pattinson, que depois alcançaria o estrelato como o vampiro Edward, protagonista dos filmes da série Crepúsculo. Aqui o filme explora melhor o fato de o trio de protagonistas estar em plena adolescência, gerando sequências engraçadas.








HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX


Este filme é a estréia de David Yates na direção, posto que manteria em todos os filmes posteriores. O clima fica sombrio de vez, com o Ministério da Magia assumindo o controle da escola de Hogwarts, obrigando Harry a refundar a Ordem da Fênix para treinar clandestinamente seus amigos para a guerra que está por vir.









HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE


Talvez o filme que mais sofreu modificações (ou adaptações) em relação ao texto original. Como o livro é um calhamaço, algumas passagens precisaram ser limadas. Não que nos outros filmes isso não tenha acontecido, mas aqui a sensação de que algumas passagens necessitavam de mais explicações fica mais evidente (a exemplo do "príncipe mestiço" do título original). O clímax é chocante e dá o tom que caracterizaria os filmes seguintes.






HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 1



A decisão de dividir o sétimo e último livro em dois filmes pareceu meramente mercadológica (duplicar os rendimentos nas bilheterias), mas se mostrou acertada, já que permitiu uma fidelidade muito maior ao texto. Muito mais contemplativo e parado que os filmes anteriores, o filme acompanha Harry, Hermione e Ronny fora da segurança da escola de Hogwarts, escondidos e à procura das horcruxes, objetos que contém partes da alma de Voldemort.




HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2



O último capítulo da saga trata quase que exclusivamente da batalha final entre as forças do bem e o exército do mal e do confronto definitivo entre Harry Potter e Lord Voldemort. Ao contrário da lentidão (quase monotonia, embora tensa) da parte 1, aqui o ritmo é frenético e a ação quase não para. Entre cenas quase poéticas (um exemplo é a linda cena em que um dragão branco foge do banco de Gringotes e respira o ar como uma criatura livre pela primeira vez, e as revelações do passado de Severo Snape), o clima é de guerra. A maioria dos personagens tem um desfecho satisfatório (com destaque, claro, para os protagonistas, além de Neville Longbotton, que apesar de apagado durante quase toda a saga, aqui tem uma performance heróica - é dele um dos momentos mais empolgantes). Obviamente é o filme mais épico de todos, e encerra de forma satisfatória e emocionante a maior saga do cinema. Espere muitos rostos inchados de tanto chorar ao final da sessão...






PRODUTOS DERIVADOS


Com o sucesso dos livros e filmes, uma tonelada de produtos licenciados surgiu, de roupas, varinhas, fantasias, brinquedos, games e bonecos, até peças de xadrez e réplicas dos objetos usados nos filmes, tudo o que poderia ter a cara do bruxinho estampada foi produzido.









PELO MENOS QUATRO MILIONÁRIOS




Muita gente ganhou dinheiro com a franquia, mas ninguém supera esses quatro. A criadora J.K.Rowling é simplesmente a pessoa mais rica da Inglaterra (tem mais dinheiro do que a rainha Elizabeth!). E com o sucesso dos filmes, o trio de atores que faz os protagonistas da saga de Harry Potter também estão entre os artistas jovens mais ricos de seu país.





PARQUE TEMÁTICO DO HARRY POTTER




Para terminar, talvez o "produto" mais importante derivado da franquia: em 2010 foi inaugurado em Orlando The Wizarding World of Harry Potter, parque temático que reproduz à perfeição os cenários dos filmes, incluindo o imponente castelo de Hogwarts, a casa de Hagrid, a rua onde os bruxos faziam suas compras e o expresso de Hogwarts!




Confesso que nunca fui muito fã de Harry Potter. Não li os livros, apenas acompanhei as adaptações cinematográficas (e inevitavelmente me perdi em meio a tantos nomes e lugares diferentes). Apenas recentemente adquiri o box com todos os sete filmes e fiz uma "Maratona Harry Potter" com minha mulher e meus filhos. Assistindo um em seguida do outro, consegui acompanhar mais detalhes e posso declarar que a saga tem seu apelo e é bastante divertida. Afinal, não é qualquer personagem que comporta 7 livros, 8 filmes produzidos ao logo de 10 anos, resultando no maior colosso cinematográfico (pelo menos em termos de rendimentos) do planeta! Agora a corrida é para encontrar o filme que pode gerar uma série que vire o "próximo Harry Potter". Há anos Hollywood tenta (com Eragon, A Bússola Dourada, Os Seis Signos da Luz, Percy Jackson, Eu Sou o Número Quatro, e por aí vai), mas até agora não conseguiu...





Aos inúmeros fãs do bruxo, só resta chorar e relembrar todos os filmes e livros. Até a próxima!