sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SPAWN #39: Uma História de Natal do Spawn

Quem disse que os super-heróis não têm Natal? Dezembro sempre foi um mês em que os personagens de gibi ganham edições especiais de Natal. Não apenas os personagens da Disney ou da Turma da Mônica, mas também heróis clássicos como Homem-Aranha e Hulk já tiveram histórias natalinas... Mas e quanto a Spawn, o super-herói mais dark de todos?

Em Dezembro de 1995, mais especificamente na sua edição 39, em uma história entitulada "Noel", Spawn dá uma de Papai Noel?...



Greggy é um adorável garotinho de uns 4 anos que é deixado sozinho em casa na noite de natal... Mãe relapsa? Que nada: ela sai para trabalhar e o deixa aos cuidados da irmã mais velha. Acontece que a vagaba sai escondido para uma festa e deixa o moleque assistindo à TV! Ele pega no sono mas é subitamente acordado por ruídos no teto... Inocentemente, ele pensa que é o Papai Noel, mas são ladrões em fuga, perseguidos por ninguém menos que Spawn!




Enquanto ele dá um couro nos bandidos, Greggy fica extremamente empolgado, achando que o telhado está repleto de elfos e renas!




Quando ele olha para fora, fica ainda mais encantado, pois acha que Spawn e os ladrões são respectivamente o bom velhinho e sua renas. Logo ele corre para ver o que ele deixou na árvore de natal. Resultado: decepção total...



Mas ele logo encontra perto da janela um maço de dinheiro que os bandidos perderam na confusão, achando que é um presente do Papai Noel para sua querida e sofrida mãe!


E aí tudo acaba bem... A mãe aceita o dinheiro (ela é pobre mas não é burra), faz uma bela ceia para os vizinhos e amigos, e Greggy tem o melhor natal de sua vida




Simples, inocente e tocante, sem perder a essência de Spawn, com o tom dark e violento de sempre!



O mais legal é que em 2003 a McFarlane Toys lançou a coleção Spawn Classic Covers, em que uma das figuras reproduz a capa dessa edição! Demais! Ficou com vontade de ter uma? Eu tenho, hehehehe....


Aproveitando a deixa, FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2012!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ONARI BLOG de Visual Novo!



ONARI BLOG agora tem logo!



Comemorando mais de trinta mil acessos, o ONARI BLOG está de visual novo! Além do layout repaginado, agora toda vez que vocês abrirem o blog, visualizarão a imagem que resume bem a essência do ONARI BLOG: filmes, games, action figures e cultura pop em geral!


Mais uma vez, obrigado a todos que prestigiam o ONARI BLOG!

sábado, 10 de dezembro de 2011

ONARI SHOP: A Lojinha do Onari Blog!

Agora o ONARI BLOG tem a sua lojinha virtual: a ONARI SHOP!

A proposta da Onari Shop é a venda de produtos variados, referentes aos assuntos discutidos no Onari Blog: DVDs de filmes de ação, artes marciais e ficção científica, livros, HQs, action figures, miniaturas, brinquedos e artigos colecionáveis. Alguns produtos são usados, provenientes da minha coleção pessoal, mas a loja terá também produtos novos.

Aguardem em breve as próximas postagens com os produtos disponíveis para venda e as formas de pagamento.

Para acessar o ONARI SHOP, clique aqui.

Espero que as pessoas que apreciam o ONARI BLOG também acessem a ONARI SHOP (e comprem os produtos!)...

Até a próxima!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Onari Blog Recomenda: DAYTRIPPER







Ao coletar informações pela net para o artigo sobre a San Diego Comic Con que aconteceu em julho, tive uma grata surpresa ao saber que uma dupla de brasileiros ganhou o cobiçado Weisner Awards, considerado o "Oscar" dos quadrinhos. O prêmio, anunciado durante o evento, agraciou Fábio Moon e Gabriel Bá (irmãos gêmeos paulistanos) na categoria "melhor minissérie" pela espetacular DAYTRIPPER, lançada aqui em Setembro pela Panini. Acabei de lê-la, e posso declarar que o prêmio foi merecido.






DAYTRIPPER (nome de uma música dos Beatles) é a história de Brás de Oliva Domingos (o nome do protagonista, por sua vez, é uma referência ao protagonista do romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis). Filho de um famoso escritor, Brás leva uma angustiante e monótona rotina como escritor de obituários, preso sob a sombra do pai e sonhando com uma carreira bem-sucedida de escritor. Ou seja, uma vida que, profissionalmente, não está chegando a lugar nenhum. Será?






A obra lança uma instigante questão na contra-capa do livro: Quais são os dias mais importantes da sua vida? Assim, acompanhamos diferentes momentos na vida de Brás (o primeiro beijo, o primeiro amor, o amor da sua vida, a viagem com seu melhor amigo, o nascimento do filho, o sucesso como escritor), sempre interrompidos por um destino trágico, mostrando diferentes possibilidades de uma vida, e, principalmente, as pessoas que passam por ela e fazem de nós o que somos...






Sem apelar para super-poderes, alienígenas, guerreiros ou monstros, Fábio Moon e Gabriel Bá fizeram a obra em quadrinhos mais instigante dos últimos tempos. Quantas histórias em quadrinhos fazem você pensar, suspirar, e , principalmente, se emocionar? Com uma narrativa primorosa e arte deslumbrante (que lembra um pouco o traço do genial mestre Will Weisner), DAYTRIPPER é visceral, emocional, contundente e tocante como poucas obras conseguem ser.

Tentei dar o mínimo de informações, porque o melhor é apreciar a obra sem saber muita coisa sobre ela. Se você é amante da arte sequencial, você não vai se arrepender....

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

COLEÇÃO PATETA FAZ HISTÓRIA!




Sou um grande entusiasta e colecionador de gibis e HQs em geral. Claro que a minha predileção sempre foi direcionada às gigantes Marvel e DC, mas como eu devoro gibis desde criança, é óbvio que eu também fui um ávido leitor da Turma da Mônica (que eu leio até hoje, mas agora para meus filhos) e da Disney. Esta última nunca foi a minha favorita, mas se tem uma série que eu sempre gostei foi a impagável Pateta Faz História, em que o mais divertido personagem Disney interpretava diversas personalidades reais e fictícias, com narrativa e layout inovadores.







Foi com grata surpresa que vi em uma banca que a Editora Abril lançou a coleção Pateta Faz História, que terá 20 volumes reunindo TODAS as histórias da série já publicadas no mundo! A edição de lançamento veio com a primeira edição e a segunda grátis (R$ 9,95)!



Detalhe da divulgação da coleção.




A série teve início no Brasil em abril de 1978, quando foi publicada na Almanaque Disney 83 a história Pateta como Leonardo da Vinci (que também é a que abre a nova coleção). Eu mesmo tive contato com a série pela primeira vez com essa revista, que devo ter lido no início dos anos 80 (meu Deus, como eu tô velho!)...











A revista foi um sucesso de vendas, e muitas histórias da coleção foram lançadas em diversos formatos, como edições especiais, encartes, e até uma curiosa coleção em inglês (!) com coloração especial (inspirada nas graphic novels) e que vinha com um encarte em preto e branco com a tradução!


A proposta desta coleção é lançar todas as histórias já produzidas para a série, inclusive 14 inéditas no Brasil. Atualmente a coleção está no número 16, e devo completá-la daqui a quatro semanas. Um grande lançamento da Abril que me fez voltar à infância...


Até a próxima! IAC!



(Se você entendeu esta última expressão, você também é fã das HQs do Pateta!)

domingo, 20 de novembro de 2011

Análise: SUPER-8





Eu queria assistir a esse filme nas telonas, mas só pude conferir agora, com o lançamento em DVD e Blu-ray. Mas peraí... Uma produção de Steven Spielberg em que um grupo de pré-adolescentes usando bicicletas se vê às voltas com um mistério em um subúrbio norte-americano? Se alguém com mais de 30 anos se lembrou de alguns clássicos dos anos 80 (E.T., Os Goonies) estrelado por crianças (que até já renderam um post aqui no blog), a semelhança é proposital. As produções que nos anos 80 eram especialidade de Steven Spielberg (tanto como diretor quanto produtor) são homenageadas pelo diretor J.J.Abrams (Lost, Missão Impossível III e Star Trek) em Super-8, primeira produção baseada em material original, sem estar ligado a franquias já estabelecidas.


O filme é ambientado em 1979, na fictícia cidade de Lilian. O protagonista é Joe (o ótimo estreante Joel Courtney), que acaba de perder a mãe e tem um relacionamento distante com o pai (uma constante nos filmes de Spielberg). Ao ajudar seu melhor amigo Charlie (Riley Griffiths) a rodar um tosco filme de zumbis com uma câmera Super-8, ele tenta superar a perda. Claro que ele se entusiasma mais ao saber que a bela Alice (Elle Fanning) concordou em estrelar o filme do que nas maquiagens e efeitos especiais aos quais ele é encarregado.






Quando Joe e seus amigos estão rodando o filme, acabam testemunhando um acidente de trem espetacular. O que eles acabam descobrindo é ainda mais assustador: o trem era um comboio militar e transportava algo ultra-secreto. Pior: a "coisa" escapou e está à solta na cidade! Isso mesmo, Super-8 é um filme de monstro! Seguindo a cartilha spielberguiana, J.J.Abrams acerta ao ocultar a criatura o maior tempo possível, como em Tubarão (a referência mais explícita), contando apenas com sombras, reflexos em poças d'água, coisas sendo puxadas ou jogadas, sons pavorosos e vegetação se mexendo. Brilhante!








Embora o roteiro não ignore a presença do monstro ou a ocupação militar da cidade, o foco é nos personagens: a amizade dos garotos (principalmente entre Joe e Charlie), o encanto de Joe por Alice, a paixão por cinema e um irresistível saudosismo inocente que apenas quem viveu os anos 70 e 80 vai entender.






Está tudo lá: o mistério vindo do espaço (E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Viagem ao Mundo dos Sonhos), garotos vivendo uma aventura incrível a bordo de bicicletas (E.T., Os Goonies), a criatura só revelada no final (Tubarão), e, acima de tudo, os acontecimentos que marcam o amadurecimento (Conta Comigo). Muito bem, J.J.Abrams. Você aprendeu a lição direitinho...


Super 8 pode decepcionar quem espera um filme de ação explosiva estrelado por ETs (mesma sensação de quem assistiu a Sinais, de M. Night Shyamalan, outro diretor, não por acaso, inspirado em Spielberg). Mas se você cresceu assistindo aos filmes dos anos 70 e 80 e ama cinema, você também, como eu, vai se empolgar com Super 8.


Mais que recomendado! Em tempo: não perca os crédito finais, para ver na íntegra o tal filminho tosco de zumbis dos garotos, uma deliciosa homenagem a George Romero!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sessão "Gepeto": TOM STRONG


Hoje vou apresentar mais um boneco customizado: TOM STRONG! Quem?





Bem, para quem não conhece, Tom Strong foi criado pelo lendário Alan Moore (Batman - A Piada Mortal, Watchmen, V de Vingança) em 1999 para o selo America's Best Comics. Desenhado por Chris Sprouse, o personagem é uma homenagem às pulp fictions de aventura e ficção dos anos 40 e 50, com referências explícitas a Tarzan, Fantasma, Flash Gordon e Doc Savage. O herói foi idealizado pelo pai, um brilhante cientista, para ser o ser humano perfeito. Passando a infância em um ambiente diferenciado e submetido a uma dieta especial, Tom cresceu com força e intelecto incomuns, mas perdeu os pais precocemente em um terremoto. Criado por nativos da ilha de Attabar Teru, Tom passou a combater o crime na cidade de Milennium City, juntamente com sua família: a esposa Dhalua, a filha Tesla, o macaco falante Rei Salomão e o robô Pneuman.


As primeiras histórias já foram lançadas em um caprichado encadernado, pela Devir.



O personagem já inspirou uma descolada action figure, que vem em um conjunto com o robô Pneuman. Entretanto, ela é um tanto quanto rara. Assim, decidi fazer a minha!


A primeira coisa é achar o corpo certo. A inspiração mais óbvia é o Superman, mas eu precisava de um torso maior, quase desproporcional.

E o que eu encontro em um camelô? O Sr. Incrível! Até a roupa já está na cor vermelha!



Alguns detalhes, como cinto, coldre e as laterais do cabelo (porque o Sr.Incrível tem uma cabeça mais "pontuda") tiveram que ser esculpidas com Durepoxi. A pistola é sobra do Duke Nukem e fivela do cinto é uma peça velha de kit plástico. Depois é só pintar as botas, cinto e calças (estas de preto para depois acrescentar as listas laterais amarelas).

Os antebraços foram pintados da cor da pele. As luvas ganharam alguns detalhes em Durepoxi e a pintura marrom. O rosto e a máscara foram pintados da cor da pele e os cabelos louros ficaram pretos e com as laterais brancas. O peito foi pintado de branco, para cobrir o símbolo do Sr. Incrível com o triângulo branco de Tom Strong.

E não é que ficou parecido? Tom Strong não costuma sorrir tanto quanto o Sr. Incrível, mas ficou bem legal.

Por hoje é só! Até a próxima!