segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS MERCENÁRIOS 2


Logo após os créditos finais de Os Mercenários (2010), uma continuação já era esperada, pois o sucesso da volta de Stallone aos filmes de ação oitentistas deixou os fãs salivando por mais, principalmente levando-se em conta que diversos astros convidados por Stallone não participaram do primeiro filme, como Jean Claude Van Damme, Chuck Norris e Steven Seagal.
Stallone satisfaz os fãs com Os Mercenários 2, que consegue ser ainda mais divertido que o primeiro, principalmente por não esquecer o principal: filmes de ação oitentistas não devem jamais se levar a sério! Além disso, traz duas lendas ausentes no filme original: Van Damme e Chuck Norris!
A história é puro clichê. Após mais uma missão bem-sucedida (com uma bela cena de luta com Jet Li, que depois some e não volta mais!), Barney Ross (Stallone) e seu grupo (Jason Statham, Terry Crews, Randy Culture, Dolph Lundgren e o novato Liam Hemsworth) recebem uma nova missão de Church (Bruce Willis). Porém, a missão dá errado, graças à intervenção de Villain (Van Damme), resultando na morte de Hemsworth. Aí, no auge da testosterona, Stallone tem o pensamento mais macho e anos 80 possível: ele quer vingança!
 
 
Se no primeiro filme os vilões eram astros do segundo escalão como Steve Austin, Eric Roberts e Gary Daniels, aqui a turma do mal está representada por Van Damme e Scott Adkins (que já trabalhou com Van Damme em dois filmes e foi o protagonista de Imbatível III e Ninja).


Mas o ponto alto mesmo é quando entram as lendas, em cenas divertidíssimas que não poupam referências bem-humoradas aos astros. Chuck Norris entra em cena como o exército de um homem só, com direito até a um Chuck Norris fact (fenômeno da internet em que proezas inimagináveis eram atribuídas a Norris, classificando-o como o sujeito mais durão do planeta - ex.: Chuck Norris enfiou uma faca no olho... e a faca ficou cega!), atestando o respeito de Stallone aos fãs.

 
Ao expandir a cena do trio "Planet Hollywood" do filme anterior (Stallone, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger) o filme escancara a sua paixão pelos filmes de ação descerebrados, em que os heróis disparam suas armas num frenesi apoteótico, matando só os vilões e sem recarregar as armas! Schwarzenegger, então, é uma metralhadora (literalmente) de referências!
Claro que o filme tem seus defeitos. Algumas partes são arrastadas demais, alongando-se mais do que deveriam. Culture e Crews acabam "sobrando", tendo pouco espaço em cena. Dolph Lundgren, com sua performance amalucada e "sem noção", acaba agindo como alívio cômico (embora algumas referências aparentemente absurdas, como o diploma em engenharia química e a pós-graduação no M.I.T., sejam verdadeiras!). Na minha opinião, o principal defeito do filme é a pequena participação de Jet Li, que após o resgate do início, vai embora e não volta... Esperava que ele retornasse no final com uma luta animal contra Van Damme.
Pelo menos as lutas não decepcionam. Jason Statham mostra que é o mais ágil de todos (também, é um dos mais novos...) e encara uma luta com Scott Adkins, esperada desde que os dois se cruzam pela primeira vez, embora não explore todo o potencial de Adkins (na minha opinião, ele derrotaria Statham com os dois braços amarrados). A luta final, claro, é entre Van Damme e Stallone, do jeito mais macho possível.
Enfim, mais que recomendado!
Para terminar, dê uma olhada abaixo na idade dos coroas... Você encararia qualquer um deles? (detalhe: o mais durão é o mais velho, hehehehehe!)


terça-feira, 21 de agosto de 2012

CAVERNA DO DRAGÃO AGORA TEM FINAL!!!



Não, você não leu errado: é isso mesmo, o adorado desenho CAVERNA DO DRAGÃO, um dos maiores sucessos dos anos 80, agora TEM FINAL!!!

O QUÊ? MA'COMO?

CALMA! Antes que você fique mais surpreso do que o Coringa em "Batman na Feira da Fruta" (se você não entendeu, fique atento a um dos próximos posts), deixe eu explicar.
CAVERNA DO DRAGÃO contava a história de seis garotos perdidos em um mundo mágico povoado por feiticeiros, dragões, castelos e criaturas. Foi um grande sucesso e teve 3 temporadas, mas ficou sem final (para mais detalhes, clique aqui).
A legião de fãs sempre desejou um final oficial para sua adorada série, inclusive eu! Imaginem a minha surpresa quando visitei a Bienal do Livro de São Paulo há 2 semanas e vi um banner dizendo que "Caverna do Dragão agora tem final!", com a indicação de um estande! Corri para lá e vi um pequeno estande vendendo um livro chamado Caverna do Dragão - O Reino!




O autor (D4MON3) era mais um dos fãs que desejavam um final para o desenho. Na verdade, o livro é uma nova versão para a saga, reimaginada desde o início e (claro), com final! Aprofundando os personagens e criando um background para cada um deles, o autor criou a sua própria versão de Caverna do Dragão. Para uma produção independente (foi publicado pela Above Publicações), já é um razoável sucesso, tendo vendido mais de 4.000 cópias. Graças ao boca-a-boca e à inteligente jogada de marketing na Bienal, provavelmente vai vender muito mais.
QUAL É O FINAL? Não, não vou contar! Em primeiro lugar, para incentivar as pessoas a comprarem e lerem o livro... Em segundo lugar... eu ainda não cheguei no final! Mas posso garantir que o livro é muito legal! Para mais informações (inclusive para adquirir o livro), acesse www.cavernadodragão.com.br.

Por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ACTION FIGURES KARATE KID: raridades finalmente na minha estante!



Talvez a franquia Karate Kid seja um dos assuntos mais recorrentes do Onari Blog. Não é nenhuma surpresa, já que eu cresci nos anos 80, no auge da febre provocada pelos dois primeiros filmes (que até hoje estão na minha lista de favoritos de todos os tempos).
Em 1986, após a estréia do segundo filme, os produtores, em meio ao estrondoso sucesso do longa, expandiram a franquia em diversos produtos.




Logo após a estréia do segundo filme, foi produzido o desenho Karate Kid, contando as aventuras de Miyagi e Daniel-san (que usa a mesma roupa do clímax do segundo filme), que inclusive passou no Brasil.



 Em 1986, foi lançada uma coleção de action figures. Aqui, foi produzida pela saudosa Glasslite (que na época licenciava diversos personagens, como Thundercats, Esquadrão Classe A e Star Wars), baseada tanto no visual dos desenhos animados quanto no dos filmes. Os bonecos lançados inicialmente eram Daniel-san (com a roupa vermelha do desenho e do segundo filme) e o Sr.Miyagi, além do vilão do primeiro filme, John Lawrence, com seu uniforme preto do Cobra-Kai. Cada boneco de aproximadamente 6 polegadas apresentava 3 movimentos: um golpe com a mão direita (simulando a quebra de tábuas), um chute com a perna esquerda e um giro da cintura, além de diversos acessórios, como mostra o folheto abaixo.



Lembro que na cartela também vinha um desenho do lenço que constituía a faixa de cabeça do Daniel, com instruções para copiar em um lenço de verdade.
Durante anos procurei adquirir esses bonecos, mas como foram produzidos há mais de 25 anos, são muito raros e difíceis de encontrar. Há alguns dias, graças às maravilhas da internet, encontrei os 3 bonecos em bom estado por um bom preço!


Os mecanismos dos movimentos ainda funcionam, embora os bonecos necessitem de uma boa limpeza e pintura. O importante é que estes preciosos objetos de desejo agora estão na minha estante!

Por hoje é só! Kiai!


domingo, 5 de agosto de 2012

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE


Eu sei que faz um bom tempo que não escrevo no blog. Aliás, foi a primeira vez que o ONARI BLOG ficou 2 meses sem nenhuma postagem, mas prometo que tentarei ser mais regular. O importante é que eu voltei, e em grande estilo, pois hoje a postagem é especial: a crítica de BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE!

A sequencia de Batman Begins (2005), Batman - O Cavaleiro das Trevas, de 2008, estabeleceu um novo patamar, não apenas para o Batman, mas para todos os filmes de super-heróis que o precederam.  O segundo capítulo da bat-saga arrecadou mais de 1 bilhão de dólares no mundo, apresentou a mais arrebatadora versão do Coringa de todos os tempos (mérito da interpretação assombrosa do saudoso Heath Ledger, merecidamente premiado com um Oscar póstumo) e deixou uma grande questão no ar: como superar o que foi considerado o melhor filme baseado em um herói dos quadrinhos de todos os tempos?


Um dos maiores desafios do terceiro capítulo foi encontrar um vilão à altura do Coringa. O diretor Christopher Nolan optou por Bane, um vilão mais novo (criado na década de 90) e responsável pela saga "A Queda do Morcego", uma das mais importantes do Batman. Para interpretá-lo, o escolhido foi Tom Hardy (visto recentemente em Guerra É Guerra), que, se não consegue chegar aos pés do Coringa de Heath Ledger, pelo menos não faz feio e entrega um vilão aterrorizante, brutal e fisicamente em pé de igualdade com o homem-morcego.


O restante do elenco não está menos do que impecável. Christian Bale se supera e sua versão do Batman (e, principalmente, de Bruce Wayne, o homem por trás da máscara) é carregada de amargura, raiva, determinação e medo. Anne Hathaway, linda como sempre, faz uma Mulher-Gato memorável, fazendo a gente até esquecer a Michelle Pfeifer...


Joseph Gordon-Levitt é a grande surpresa do novo elenco. Abandonando de vez os personagens românticos e sensíveis e encarando um papel de ação, revela-se uma das promessas do gênero para os próximos anos. Marion Cottilard acaba sendo a presença mais fraca, mas os fãs não terão do que reclamar...



Como de costume, em todo filme do Batman o herói tem que estrear um veículo novo. Se em Batman Begins o gadget mais importante era o novo Batmóvel (o Tumbler) e em O Cavaleiro das Trevas era o Bat-pod, o destaque do novo filme é The Bat, um veículo de perseguição e fuga capaz de voar entre dois prédios. Sua versão em miniatura da coleção Hot Wheels 2012 deverá ser uma das mais procuradas nas lojas de brinquedos por conta do novo longa.


Os aspectos técnicos de Batman Ressurge são irrepreensíveis, da direção de arte e fotografia aos efeitos especiais, passando pela arrebatadora trilha sonora de Hans Zimmer. Isso fica claro no alucinante clímax (nada menos do que 45 minutos pontuados pela música de Zimmer) e, principalmente, em três cenas em que não há música: a primeira luta entre Batman e Bane (onde os ruídos que se destacam são os rugidos do homem-morcego, a angustiante voz de Bane e a crueza do som das pancadas), um diálogo de cortar o coração entre Bruce Wayne e Alfred (fazia tempo em que não nos deleitávamos com uma interpretação tão inspirada de Michael Caine) e a cena do estádio, em que só se ouve a voz de um menino cantando o hino nacional americano, um pouco antes do arrebatador terço final que fecha de maneira grandiosa e épica o filme.


O filme se passa 8 anos após os acontecimentos do segundo filme. Batman caiu em desgraça ao assumir a morte de Harvey Dent e Gotham está em relativa paz. Bruce Wayne vive recluso e amargurado. Tudo muda quando Bane surge e se mostra uma grande ameaça, deixando o comissário Gordon (Gary Oldman) no hospital. Wayne percebe que precisa reassumir o manto do morcego e seu caminho se cruza com os de Miranda Tate (Cottilard), uma milionária ambientalista, Selina Kyle (Hathaway), uma ladra extremamente esperta, sexy e habilidosa e John Blake (Levitt), um jovem e idealista policial que vira homem de confiança de Gordon. É melhor eu não revelar muito da trama para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme. Nolan adota o mesmo tom realista dos dois filmes anteriores e satisfaz os fãs xiitas com referências a sagas clássicas dos quadrinhos, como A Queda do Morcego, Batman - O Cavaleiro das Trevas e Gotham - Terra de Ninguém. E, se em Batman Begins o tema era o medo e em O Cavaleiro das Trevas era o caos, no terceiro filme é a dor (não apenas a física, mas também da alma)...
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge consegue superar seu antecessor? Superar, eu não sei... Mas que Christopher Nolan fecha a trilogia de maneira satisfatória, emocionante, espetacular e, em última instância, inspiradora, isso ele consegue.



Desculpem por fechar essa crítica dessa maneira, mas não posso deixar de declarar:
ESSE FILME É FODA PRA CARALHO!!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Crítica de OS VINGADORES e uma Reimaginação Retrô


Os Vingadores é um dos filmes mais ambiciosos do ano. Reunião dos principais heróis do universo Marvel no cinema, o longa foi planejado desde que a Marvel foi convertida em estúdio e lançou Homem de Ferro, em 2007. Desde então, todo filme-solo dos heróis (O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América) tinha uma "pista" para o longa seguinte, deixando os fãs e nerds salivando. Assim, o filme que reuniria Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro era nuito esperado.


Dirigido por Joss Whedon, o filme satisfaz tanto os nerds de plantão quanto a platéia sedenta por ação mas que não conhece muito o universo Marvel. O filme até que demora pra engrenar, o que é até compreensível levando em conta todos os sub-plots (para cada herói) e a quantidade de personagens principais com que tem que lidar. Capitão América e Homem de Ferro obviamente têm mais destaque, já que o supersoldado sempre foi a alma da equipe desde os quadrinhos e Robert Downey Jr é o único astro com apelo de público do grupo. Viúva Negra e Gavião Arqueiro acabam sendo coadjuvantes de luxo e o Hulk é o alívio cômico do filme, em situações muito divertidas (além de protagonizar as cenas de ação mais insanas). Thor é o personagem mais deslocado (sua vinda para a Terra não é bem explicada), apesar de ter o plot mais importante, já que o grande vilão do filme é seu irmão de criação, Loki.
Mas tudo é desculpa para o principal elemento do filme, a batalha final,  em que os heróis enfrentam um gigantesco exército alienígena trazido à Terra por Loki. Não é exagero dizer que são as cenas de ação mais intensas dos últimos anos. Um dos momentos mais divertidos é o diálogo entre Tony Stark e Loki que antecede o combate:
Stark: - Nos chamam de Vingadores... É tipo um grupo com os maiores heróis da Terra...
Loki: - Será inútil... Eu tenho um exército!
Stark: - E nós temos o Hulk...
Mesmo não sendo perfeito, o filme cumpre o que promete: ação e diversão para todos os públicos.

Para encerrar, um trailer divertido feito por fãs: imagine se um filme dos Vingadores fosse feito em 1978! Utilizando cenas dos filmes de heróis feitos para a TV (Capitão América, Hulk e um obscuro Exo Man) nos anos 70, o trailer é divertidíssimo! Confira:

Até a próxima!

domingo, 8 de abril de 2012

COMO INICIAR UMA COLEÇÃO

Vamos falar hoje sobre um tema que eu adoro: coleções! Os leitores do ONARI BLOG já conhecem um pouco as minhas coleções de DVDs e action figures, mas eu tenho muitas outras que vou aproveitar para mostrar.
Uma dúvida comum em quem quer colecionar alguma coisa é: Como iniciar uma coleção?
A primeira coisa é decidir o que você vai querer colecionar. Pode ser qualquer coisa, mas considere todos os aspectos, como preço acessível, possibilidade de troca e facilidade de encontrar peças na internet. A minha coleção favorita é a de action figures. É claro que as melhores são na escala de 12 polegadas (Hot Toys, Sideshow), mais detalhadas e cheias de apetrechos, mas o preço salgado é proibitivo. Assim, optei pela escala de 7 polegadas, mais acessível e com boas opções.

Você não precisa ser tão radical no tema. Quando decidi colecionar DVDs, optei por filmes de kung fu. Depois, acabei abrindo o leque (hoje tem ação, ficção e até algumas comédias), mas de mais de 550 DVDs, mais de 70% é de filmes de luta.


Mesmo dentro de um tema, podem ser identificados sub-temas. Por exemplo, eu tenho uma coleção de carrinhos em escala 1:64 (tamanho de Hot Wheels). Decidi colecionar apenas carrinhos de cinema, games e séries de TV. Alguns colecionadores são ainda mais específicos: existem os que colecionam apenas bat-móveis!

Uma forma mais simples de colecionar é comprar uma coleção já pronta, como as que vêm em fascículos comprados em bancas. Um exemplo é uma magnífica coleção de insetos e outros invertebrados que a editora Salvat lançou há alguns anos. Acondicionados em lindos estojos, formam uma das mais vistosas coleções do meu acervo.


Um hobby pode criar outro, que é a coleção dos itens necessários. Um dos meus hobbies é a mágica. Assim, tenho uma extensa coleção de mágicas, com baralhos especiais e diversos apetrechos para fazer os mais divertidos e interessantes truques. Alguns foram comprados, outros confeccionados por mim mesmo ou adaptados de outros pré-existentes. Já são mais de 200 truques de mágica, para diversão da família, principalmente meus filhos.


Muitas vezes o tema é simples, gerando várias versões do mesmo produto. Um exemplo é o cubo mágico ou cubo de Rubik, o quebra-cabeça mais vendido do mundo, uma febre nos anos 80 que ainda conta com milhões de entusiastas (incluindo eu). Como existem inúmeras versões do cubo (algumas que inclusive nem cubo são!), acabam compondo uma coleção muito interessante.

Lembrem-se da REGRA DE OURO: uma coleção não precisa ser cara nem ter itens raros e valiosos. O mais importante é o prazer do colecionador!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

COMUNICADO

É com pesar que eu informo que a lojinha virtual ONARI SHOP está sendo desativada por motivos pessoais e logísticos.
MAS ATENÇÃO: O ONARI BLOG CONTINUA FUNCIONANDO NORMALMENTE, TRAZENDO A VOCÊS O MELHOR DA CULTURA NERD (FILMES DE AÇÃO, FICÇÃO E PORRADA, DVDs, QUADRINHOS, ACTION FIGURES E TUDO MAIS QUE ME DER NA TELHA)!!