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sexta-feira, 22 de março de 2019

ARTES MARCIAIS FICTÍCIAS NA CULTURA POP


Artes marciais em filmes, séries, animes, mangás e quadrinhos estão entre os assuntos favoritos do ONARI BLOG. Aliás, no início do blog, há quase 10 anos (!), os filmes de artes marciais eram praticamente os únicos assuntos, sendo que, ao longo do tempo, o blog foi abordando a cultura pop em geral, com destaque para os filmes-pipoca e nossas amadas action figures.
Hoje vou falar sobre filmes, séries e quadrinhos em que os estilos de luta, embora em sua maioria inspirados em artes marciais reais, foram inventados exclusivamente para a obra em que aparece. Vamos conferir?

SINANJU
(REMO: DESARMADO E PERIGOSO)
Um clássico da Sessão da Tarde, REMO: DESARMADO E PERIGOSO era um filme de ação estrelado por Fred Ward que não se levava a sério. Remo era um agente sem memória que precisava aprender uma arte marcial chamada Sinanju, que o habilitaria a desviar de balas e andar sobre as águas! O que a maioria do público brasileiro não sabe é que o filme gerou uma série de TV estrelada por outro ator (Remo - The Adventure Begins), que não passou do piloto...

ANSATSUKEN
(STREET FIGHTER II)
Saindo do cinema e entrando no mundo dos games, vamos revisitar o maior jogo de luta de todos os tempos, STREET FIGHTER II, protagonizado por Ken e Ryu, dois praticantes de um estilo extinto de karatê, o Ansatsuken. Os dois golpes principais do estilo são o Hadouken e o Shuryuken, baseados na canalização do ki, a energia interna em um golpe devastador.

HARU-KANU
(SUPERMAN - ACTION COMICS)
Os quadrinhos antigos do Superman também abordaram uma arte marcial fictícia, o Haru-kanu, um estilo de luta kryptoniano praticado por Faora, uma inimiga do Superman que até teve uma participação no longa O HOMEM DE AÇO, embora tanto a personagem quanto sua arte marcial não tenham sido abordados na atual cronologia do Superman dos quadrinhos.

ESTILO PRÓPRIO
(BATMAN)
Ainda falando dos quadrinhos da DC, não podemos deixar o Batman de lado. Embora em suas primeiras histórias o Homem-Morcego lutasse boxe e judô, atualmente é adotado o conceito de que o Batman reuniu todas as artes marcais conhecidas e criou um estilo próprio e praticamente imbatível, fazendo dele, segundo o  próprio Superman, "o homem mais perigoso do mundo"...

ESTILO KAME
(DRAGONBALL)
Uma das franquias mais famosas dos mangás e animes, DRAGONBALL destaca-se pelas lutas cada vez mais poderosas. Entretanto, no início Goku e Kuririn aprenderam o Estilo do Mestre Kame, cujo principal golpe é o Kamehameha, que deve ter inspirado o Hadouken de Street Fighter...

SANTORYU
(ONE PIECE)
Outra franquia de sucesso é ONE PIECE, uma história de piratas em busca de um famoso tesouro. Um dos personagens, Roronoa Zoro, é adepto do Santoryu, um estilo de luta com 3 espadas, em que o lutador empunha uma em cada mão e a terceira na boca!

GUN KATA
(EQUILIBRIUM)
Um dos estilos mais inventivos é visto no filme EQUILIBRIUM, uma ficção científica B inspirada no visual de Matrix estrelada por Christian Bale antes da trilogia do Batman de Christopher Nolan. O protagonista é mestre em Gun Kata, um estilo que lembra um balé com 2 pistolas, em que o praticante, mesmo cercado, mata todos os oponentes sem ser atingido. Criativo e espetacular...

MIYAGI-DO
(KARATE KID)
A minha franquia favorita, KARATE KID, não poderia ficar de fora. Apesar do estilo de karatê praticado por Daniel-san ser basicamente o Goju-ryu (estilo que eu mesmo já pratiquei), no filme ele é chamado de Miyagi-do, como se fosse um estilo exclusivo da família do sr. Miyagi.

COBRA KAI
(KARATE KID / COBRA KAI)
Ainda falando de Karate Kid - e principalmente da série recente que continua a saga, COBRA KAI-, o estilo praticado e ensinado por Johnny Lawrence que dá nome ao seu dojo é um estilo agressivo e contundente. Assemelha-se ao estilo Kyokushin (estilo de karatê criado por Masutatsu Oyama) ou mesmo o Tang Soo-do, embora não sejam mencionados.

PANZER KUNST
(BATTLE ANGEL ALITA)
BATTLE ANGEL ALITA originou-se de um mangá publicado pela primeira vez em 1990 e já foi transformado em anime.em 1993. Uma das características mais marcantes da obra é a Panzer Kunst, uma arte marcial criada em Marte exclusiva para andróides  de combate e praticada pela protagonista. Este ano a obra foi transformada em uma superprodução cinematográfica dirigida por Robert Rodrigues e produzida por James Cameron, que retrataram com fidelidade o mangá.

Se você conhece outras obras com artes marciais inventadas, comente aqui embaixo.

Por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

RARIDADES: Action Figures Que Só Foram Lançadas no BRASIL!


Todo colecionador quer possuir os itens mais raros e exclusivos. São as famosas Moscas Brancas: edições limitadas; exclusivas de feiras ou eventos; autografadas ou customizadas. Com os colecionadores de bonecos e action figures não é diferente. 
Os colecionadores brasileiros sofrem um pouco, já que algumas action figures nem chegam aqui e precisam ser importadas, o que dificulta um pouco o hobby. O que muita gente não sabe é que alguns dos bonecos mais raros do mundo foram lançados exclusivamente no Brasil! Vamos conhecer alguns?

PANTERA NEGRA - GULLIVER 


Alguns dos personagens mais famosos como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Homem-de-Ferro, Capitão América e Homem-Aranha já tinham virado miniaturas em vinil. O Pantera Negra também ganhou a sua versão no final dos anos 70, mas posteriormente foi "transformado" no Surfista Prateado (na mesma posição, mas pintado de prata e a base transformada na prancha). Assim, nunca mais foi relançado, o que o torna uma raridade. um exemplar em bom estado vale em torno de R$500,00...


 DINOSAUCERS - GLASSLITE


Dinosaucers foi uma série americana de animação que trazia dinossauros alienígenas humanóides que se transformavam em... dinossauros! Transmitida inicialmente pela Rede Globo, fez um relativo sucesso. Já no restante do mundo, não foi tão bem recebida, o que levou ao cancelamento de uma série de bonecos cujos moldes chegaram a ser produzidos. Esses moldes chegaram à empresa brasileira Glasslite, que lançou 6 dos 8 personagens previstos, em 1988. Como não foram lançados em nenhum outro país, hoje são raríssimos. Ah, se eu soubesse na época... 


MACGYVER - GLASSLITE


Outro personagem que só a Glasslite lançou, a action figure de Macgyver chegou às lojas em 1994, quando o personagem já nem era tão popular (a série havia sido encerrada nos EUA em 1992). Além disso, é tosca e mal-feita, mas a exclusividade a tornou rara e cobiçada. Fazer o quê...


 TORAK - ESTRELA 


No começo dos anos 80, a Brinquedos Estrela mudou o conceito do Falcon (nos EUA chamado de G.I. Joe e adotando um conceito militar) para um visual e contexto mais futurista, apostando na onda de Star Wars. E acertou em cheio, criando um vilão exclusivo do Brasil: Torak, claramente inspirado em Darth Vader, com capacete, capa, raio peitoral e garra na mão esquerda. Um personagem tão legal que ganhou um relançamento este ano!

CONDOR - ESTRELA

 
Seguindo a mesma linha futurista da linha Falcon, a Estrela lança logo depois de Torak o aliado biônico de Falcon: Condor. Com visual heroico e espada, o grande destaque era quando se retirava o capacete, revelando a cabeça com circuitos eletrônicos - na verdade era um simples adesivo, que no meu boneco foi "gentilmente" retirado pela minha prima pequena, que abocanhou a cabeça do pobrezinho...

COBRA DE AÇO - ESTRELA



Aqui no Brasil a linha G.I.Joe foi lançada pela Estrela como Comandos e Ação (e foi a minha coleção favorita da infância). No final dos anos 80, lançou Cobra de Aço, um boneco exclusivo, unindo a cabeça do Snake Eyes (Cobra Invasor aqui) com o corpo e equipamentos do Flash (Raio Laser aqui), com uma nova pintura. Uma ideia simples mas que resultou em uma figura muito legal... e rara!


VLIX - GLASSLITE


O boneco mais raro dessa lista (na verdade, um dos mais raros do mundo) tem uma história parecida com a dos Dinosaucers. Derivada de uma série de animação que não foi tão popular, gerou alguns bonecos, sendo que alguns personagens tiveram seus moldes produzidos mas foram cancelados antes de virarem bonecos propriamente ditos. Um molde foi adquirido pela Glasslite (sempre ela) e produzido apenas no Brasil. O detalhe é que se trata de um derivado de Star Wars! Estamos falando da série Droids, protagonizada por R2-D2 e C3PO, cujo vilão Vlix só foi produzido aqui! Um exemplar encartelado em ótimas condições chega a valer mais de 12.000 dólares!

Quem disse que ser colecionador no Brasil é ruim? Só precisávamos de um DeLorean...
Por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 25 de novembro de 2018

COBRA KAI - Análise da Primeira Temporada


Quem acompanha o blog sabe que a franquia KARATE KID é um dos assuntos mais recorrentes aqui. Grande sucesso nos anos 80, a saga de Daniel Larusso e do Sr. Miyagi está na minha memória afetiva (e de toda a minha geração), sendo que os dois primeiros filmes estão no meu seleto hall de favoritos de todos os tempos. Então imaginem a minha empolgação quando foi anunciada COBRA KAI, uma série que dava continuidade à franquia, trazendo de volta os personagens Daniel Larusso e seu antagonista do primeiro filme, Johnny Lawrence. O destaque é que a série traria de volta seus intérpretes originais, Ralph Macchio (Daniel) e William Zabka (Johnny) nos papéis que os consagraram mais de 30 anos atrás! 
A grande surpresa é o destaque dado a Johnny Lawrence, que no filme original era apenas o bully antagonista. Na série, ele não apenas ganha mais profundidade como é o verdadeiro protagonista, já que a série acompanha a jornada do personagem de um sujeito que não deu certo na vida para um inesperado papel de professor e mentor. Já Daniel Larusso continua como co-protagonista, mas em alguns episódios se comporta quase como um vilão, o que provoca uma interessante reflexão, já que não conta mais com a tutela do antigo mestre, o Sr. Miyagi eternizado por Pat Morita.


Falando nisso, as referências aos filmes originais (e a cultura pop da época) são o ponto forte da série. Para a nova geração, sobram referências atuais, como cyberbullying, choque de cultura entre pais e filhos e a onda politicamente correta.
Uma boa sacada da série é abandonar a abordagem maniqueísta dos filmes originais, nos quais os personagens eram divididos em bonzinhos e vilões. Como na vida real, os personagens apresentam facetas ora boas, ora ruins, de acordo com as escolhas que fazem. Johnny continua o bully preconceituoso do primeiro filme, mas tem que encarar um inesperado papel de mentor e figura paterna (exercida pelo Sr.Miyagi nos filmes) de Miguel, que acaba sendo o Karate Kid da série. Já Daniel acaba tomando como aluno o filho rebelde de Johnny, criando uma dinâmica interessante entre os dois protagonistas.


A série estreou em maio deste ano no YouTube Red e se tornou um grande sucesso, garantindo uma segunda temporada! Levei 6 meses para falar sobre COBRA KAI não apenas porque demorei para conferir os 10 episódios, mas também porque eu não queria fazer uma breve resenha da temporada. Como a franquia é uma das minhas favoritas, achei que a série merecia um análise mais detalhada. Assim, vou comentar todos os episódios da primeira temporada de COBRA KAI (com alguns spoilers, claro). Preparado?

Episódio 1 - Ace Degenerate (Campeão Degenerado)


A série começa exatamente onde o primeiro Karate Kid acabou, no clímax em que Daniel dá o famoso chute da garça em Johnny (usando inclusive as mesmas cenas). Após receber o chute, Johnny cai e temos a passagem de tempo de 34 anos, em que vemos que ele nunca se levantou: perto dos 50 anos, ele mora em um apartamento decadente, trabalha em um subemprego fazendo manutenção em mansões e continua o mesmo babaca preconceituoso dos filmes. Além disso, conhecemos um pouco mais de sua vida: separado, não fala com o filho adolescente há anos e tem uma relação difícil com o padrasto rico. Sua situação ganha um contraste maior quando é mostrado que Daniel se tornou um bem-sucedido empresário (dono de uma próspera empresa de venda e manutenção de carros), rico, bem casado e pai de 2 filhos. Inconscientemente, Johnny culpa a derrota no torneio pela sua vida infeliz. Após defender involuntariamente seu vizinho Miguel (Xolo Mariduena) de um bando de valentões, decide reabrir o dojo Cobra Kai (após ouvir um inspirador discurso... do filme Águia de Aço!).


Episódio 2 - Strike First (Ataque Primeiro)


Após vermos a situação de Johnny, o segundo episódio é visto pelos olhos de Daniel, que fica visivelmente incomodado com a reabertura do dojo Cobra Kai. Aparentemente, o karate sempre fez parte de sua vida, mas seu próprio dojo em casa (onde treinou sua filha quando criança), está transformado em depósito. Outra referência ao seu passado no karatê é o fato de todos os seus clientes receberem um bonsai de lembrança. Quando se lembra dos treinos com a filha, temos a primeira menção ao Sr. Miyagi. Ao tentar se entender com Samantha, sua filha adolescente (Mary Mouser), convida Kyler, um garoto em que ela está interessada (e o principal bully de Miguel), para jantar, momento em que temos outra referência ao filme original, quando pergunta ao garoto como ele se machucou, da mesma maneira que o Sr. Miyagi o abordou. Ouros coadjuvantes são apresentados, como Demetri e Eli (que depois fica conhecido como Hawk), os amigos losers de Miguel; Aisha, estudante negra e obesa que tinha amizade com Samantha mas foi preterida pela amizade com colegas mais populares; e finalmente, Robbie, o filho delinquente de Johnny. O episódio encerra com Daniel confrontando Johnny, reacendendo a rivalidade, mas não sem antes uma última e divertida referência, quando Miguel pergunta a seu sensei se existe um método para limpar as janelas.

Episódio 3 - Esqueleto (idem)


Aqui a principal referência (evidenciada no título) é a fantasia que Miguel usa no baile de Halloween da escola, idêntica ao que Johnny usou no filme original - se antes era o Sr. Miyagi que arranjava a fantasia (de chuveiro) para Daniel, na série é Johnny que providencia a fantasia de Miguel. Estabelece-se, assim, uma relação entre mentor e aluno entre Johnny e Miguel, que fica mais evidente no próximo episódio. Alguns elementos atuais são abordados, como cyberbullying e stalking via smartphones.


Episódio 4 - Cobra Kai Never Dies (Cobra Kai Nunca Morre)


O episódio começa mostrando a rotina de Robbie, o filho de Johnny, cercado de más companhias e pequenos delitos. Johnny tenta se reaproximar dele, mas nem ele nem a ex-mulher se mostram interessados, o que o leva a perceber sua afeição a Miguel. Daniel fica incomodado com uma pichação em um outdoor. Sam percebe o verdadeiro babaca em Kyler.


Episódio 5 - Counterbalance (Contrapeso)


Talvez o melhor e mais emocionante episódio da série. Daniel começa a agir quase como um vilão, visando prejudicar o negócio de Johnny. Sam, após terminar com Kyler, sofre bullying no colégio e é defendida por Miguel, que finalmente dá uma surra em Kyler e seus amigos. Daniel vai ao túmulo de Miyagi em busca de conselhos e vemos várias cenas do filme original (Yes!). O final faz os fãs irem às lágrimas: Daniel volta a treinar karatê com a música do final do filme original ao fundo e encerra com uma homenagem a Pat Morita! 


Episódio 6 - Quiver (Tremores)


Vemos um pouco do passado de Johnny, tanto de seu início no karatê quanto de sua relação difícil com Sid, seu padrasto. Após ter dado uma surra em Kyler, Miguel atrai novos alunos para o dojo, mas Johnny não se mostra o melhor dos professores, já que continua arrogante e preconceituoso. Já Daniel fica desesperado para conseguir um aluno e encontra Robbie, que começou a trabalhar na concessionária só para irritar seu pai, Johnny. Sam começa uma amizade com Miguel.


Episódio 7 - All Valley (Vale)


O início do epísódio é uma homenagem ao treinamento pouco ortodoxo de Daniel no filme original: tomando Robbie como seu pupilo, Daniel lhe dá uma série de tarefas para depois mostrar como aplicá-las no karatê. Seguindo os conselhos de Johnny, Miguel convida Sam para sair e a leva ao Golf n´Stuff, com direito a cabine de fotos e a mesma música do filme! Os amigos de Robbie o forçam a ajudar a roubar a loja de Daniel, mas ao lembra dos conselhos de seu sensei sobre bonsais, Robbie se recusa e mostra seu karatê. Para entrar no Torneio Regional (do qual o Cobra Kai foi banido para sempre!), Johnny faz um discurso para o conselho do torneio, do qual Daniel faz parte.


Episódio 8 - Molting (Metamorfose)


Johnny submete seus alunos a um treinamento nada ortodoxo em um ferro-velho. Daniel recebe a visita de sua mãe. Quando Johnny descobre que Miguel está namorando a filha de Daniel, ele conta sua versão da história, e quer saber? Percebemos que ele não era tão vilão assim, o que vem ao encontro de uma teoria antiga em que fãs teorizam que em Karate Kid, Daniel era o vilão e Johnny era o mocinho, teoria que ficou popular na série How I Met Your Mother. Em um treinamento ao ar livre, Daniel mostra a Robbie o chute mais poderoso do Miyagi-do. Johnny confronta seu padrasto fazendo as pazes com seu passado. O episódio termina de forma dramática.


Episódio 9 - Different but Same (Diferentes mas Iguais)


Embora o título remeta à comparação entre Daniel e Ali no filme original, aqui refere-se a Daniel e Johnny. Este vai à casa de Daniel para confrontá-lo, mas acabam saindo e bebendo juntos, percebendo que têm muito em comum. Miguel e Sam brigam. Daniel e Johnny descobrem sobre Robbie.

Episódio 10 - Mercy (Piedade)


Claro que tudo vai culminar no campeonato de karatê. A equipe de Johnny se destaca, mas um competidor de última hora aparece: Robbie. A princípio independente, logo recebe a tutela de Daniel, que sai da plateia para orientar o pupilo. Miguel assume cada vez mais o espirito Cobra Kai, o que acaba distanciando-o ainda mais de Sam. Johnny fica dividido entre seu pupilo Miguel e o filho Robbie, aluno de seu grande inimigo. E não é novidade para ninguém que a final é entre Miguel e Robbie (ou seja, Cobra Kai x Miyagi-do ou Johnny x Daniel). O episódio (e a série) encerram com dois grandes e emocionantes ganchos para a próxima temporada.

VEREDITO?

COBRA KAI foi criada com o objetivo de ser uma legítima continuação da trilogia Karate Kid, principalmente de Karate Kid - A Hora da Verdade (1984). Ao mesmo tempo que respeita os personagens e situações do filme, dá mais profundidade a eles (principalmente a Johnny). Além disso, cria uma reflexão muito interessante ao mudar a dinâmica das relações entre aluno e professor, ao colocar um garoto frágil e gentil (Miguel) para aprender o agressivo estilo Cobra Kai e um delinquente (Robbie) para iniciar seu caminho no estilo calmo e defensivo do Sr. Miyagi.
Embora tenha alguns defeitos (o principal é Tanner Buchanan, que faz Robbie), COBRA KAI foi feita para os fãs de Karate Kid e constantemente apela para a nostalgia, acertando sempre nesse sentido. Não é à toa o sucesso que conseguiu, mesmo em um canal por streaming concorrente da gigante Netflix. E se depender do final da primeira temporada, a segunda promete...

Por hoje é só! até a próxima! KIAI!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

OS 10 MELHORES FILMES DE 2017


Como último post deste ano, vamos relacionar os melhores filmes de 2017. Claro que a lista é pessoal e nem todos vão concordar, mas é a minha opinião (quem discordar comente embaixo).

FRAGMENTADO
Um dos poucos diretores de Hollywood que são "marca" (como Steven Spielberg, Quentin Tarantino e Christopher Nolan), M.Night Shyamalan teve altos e baixos nos últimos anos, e parece ter retomado a boa fase desde seu filme anterior, A VISITA. Em FRAGMENTADO James McAvoy dá um show no papel de Kevin, um homem com 23 personalidades diferentes. O destaque é o já esperado plot twist, típico do diretor, mas aqui a reviravolta nem é tanto da trama, mas o nosso queixo cai quando percebemos que estávamos assistindo a um filme de um gênero totalmente diferente do que achávamos a princípio (o que aumenta a expectativa do próximo filme). Só assistindo para saber...

JOHN WICK 2 - UM NOVO DIA PARA MORRER
Em 2014, um despretensioso filme de ação protagonizado por Keenu Reeves surpreendeu a todos com coreografias empolgantes e uma trama simples mas cheia de personalidade, com direito a sua própria mitologia (como a ordem dos assassinos e o Hotel Continental). Neste ano fomos brindados com a continuação, com ainda mais ação e mais elementos interessantes, como a cláusula do contrato e os fornecedores de armas e equipamentos. Com direito a uma excelente deixa para um terceiro capítulo, JOHN WICK 2 prova que no meio das explosões, CGI e câmeras trêmulas que viraram mania no gênero, ainda há vida inteligente nos filmes de ação.

DUNKIRK
Assim como os diretores citados acima (Shyamalan, Tarantino e Spielberg) Christopher Nolan é um diretor cujos filmes sempre se destacam como os mais esperados do ano. Com DUNKIRK não foi diferente, com Nolan usando toda a sua já conhecida habilidade ao apresentar a sua versão da Segunda Guerra Mundial. Três eventos (em tempos diferentes) são retratados paralelamente para depois de cruzarem. Todo gênero no qual Nolan se aventura resulta em um filmaço. Foi assim com A ORIGEM, a trilogia de BATMAN e INTERESTELAR. Em seu filme de guerra, o diretor repete a mágica.

BABY DRIVER - EM RITMO DE FUGA
O diretor Edgar Wright é muito cultuado entre os nerds (dirigiu TODO MUNDO QUASE MORTO, CHUMBO GROSSO, HERÓIS DE RESSACA, SCOTT PILGRIM), mas é pouco conhecido do grande público. Em BABY DRIVER, o diretor entrega um filme inusitado: quem disse que ação não combina com musical? Com um protagonista muito interessante (Baby tem cara de moleque e é um motorista de fugas muito bom, mas tem que ouvir música o tempo todo para abafar um zumbido permanente devido a um acidente na infância) e com uma trilha sonora que cadencia a ação, o filme foge do lugar-comum e se destaca como um dos melhores do ano.

BINGO - O REI DAS MANHÃS
Baseado na vida de Arlindo Barreto (um dos intérpretes do palhaço BOZO, um clássico infantil dos anos 80), BINGO - O REI DAS MANHÃS traz Vladmir Brichta em uma atuação magistral, como o ator Augusto Mendes, que tem a chance de sua vida ao interpretar o palhaço Bingo. Sua fama é estrondosa, mas por contrato não pode se revelar, levando o ator a um turbilhão de drogas, sexo e perdas pessoais. Com um mergulho na cultura pop da década de 80, o filme é um sério candidato a melhor filme estrangeiro no próximo Oscar. Estamos torcendo...

MULHER-MARAVILHA
 
Em 2017, dois filmes baseados em super-heróis ficaram na lista de melhores do ano. Depois do fiasco de BATMAN VS.SUPERMAN e ESQUADRÃO SUICIDA, quem diria que a DC acertaria a mão com o primeiro filme da Princesa Amazona? Pois MULHER-MARAVILHA se tornou a melhor bilheteria de um filme dirigido por uma mulher (Patty Jenkins). Isso que é empoderamento feminino!  Neste filme de origem, a diretora optou por uma pegada semelhante ao primeiro filme do Capitão América (com estilo retrô, bom desenvolvimento dos personagens e ambientação no front de guerra), e Gal Gadot provou ser uma boa escolha para a heroína. Pena que LIGA DA JUSTIÇA não teve o mesmo resultado...

 LOGAN
Para a derradeira despedida de Hugh Jackman do personagem que o consagrou, a escolha do diretor James Mangold já era promissora: explorar o destino de Wolverine em um futuro pessimista com uma atmosfera intimista e pessoal. A ideia era simplesmente deixar Jackman fazer o Wolverine violento e visceral dos quadrinhos que não deixaram ele fazer nos filmes anteriores. Resultado: espetacular!

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA
Quem diria que um filme de 2011 (PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM) reinterpretando uma franquia já consagrada resultaria em uma trilogia espetacular que superaria seu inspirador? O segundo capítulo (PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO) foi ainda melhor. O terceiro filme não apenas supera os anteriores como traz uma profundidade surpreendente a um personagem que passa por um desenvolvimento visível ao longo dos filmes. Tudo isso em CGI, mérito da interpretação de Andy Serkis. Outros personagens também se destacam, como Maurice, Bad Ape e Nova, com destaque para o vilão de Woody Harrelson, que consegue dar profundidade a um personagem aparentemente raso que nem aparece muito.

IT - A COISA
 
Se a primeira versão feita para a TV já era cultuada (graças principalmente ao ator Tim Curry, que deu vida ao palhaço Pennywise), a versão cinematográfica da obra de Stephen King prometia uma atmosfera de terror misturada à cultura pop dos anos 80 (ainda no hype de STRANGER THINGS). E o filme não decepcionou, com destaque para o carismático elenco de crianças. Vale lembrar que esta é a primeira parte, sendo que a segunda está prevista para 2019, com os personagens já adultos.

STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI
Deste nem vou falar muito pois já rendeu o post anterior. O episódio VIII da nova trilogia dividiu opiniões, trouxe novos personagens e levou a saga a caminhos nunca percorridos antes. De qualquer forma, continua sendo a maior saga do cinema e não poderia ficar de fora desta lista.

Por hoje é só! Até o ano que vem e feliz 2018!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Um Vídeo Épico para comemorar o DIA DO ORGULHO NERD ou o DIA DA TOALHA

Hoje é 25 de maio, e não importa se é o DIA DO ORGULHO NERD (comemorado pela comunidade nerd mais mainstream, no dia em que Star Wars estreou, em 1977) ou o DIA DA TOALHA (considerado mais cool pelos nerds mais "veteranos", em homenagem ao universo criado pelo autor inglês Douglas Adams na saga O Guia do Mochileiro das Galáxias), hoje é dia de comemorar a cultura pop em geral!
Para isso, nada melhor do que assistir a um vídeo divertidíssimo, mostrando uma batalha com os maiores heróis de ação, aventura, ficção, fantasia do cinema (e até de algumas séries de TV).
Veja se você consegue identificar todos...


FELIZ DIA DO ORGULHO NERD (ou DIA DA TOALHA)!!!!!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sessão Nostalgia: WILLOW - NA TERRA DA MAGIA (1988)

Para quem está curtindo o Carnaval em casa, nada melhor do que assistir a um bom filme regado a pipoca e refrigerante, não é? E se for um filme antigo, de preferência dos anos 80, melhor ainda! De volta à nossa Sessão Nostalgia, hoje vamos falar de mais um clássico da Sessão da Tarde: WILLOW - NA TERRA DA MAGIA.

O filme conta a história de Willow (Warwick Davis), um anão que deseja ser aprendiz de feiticeiro, embora viva como agricultor em uma pequena aldeia. Seu destino cruza com o de um bebê, a pequena Elora Danan, que segundo uma antiga profecia, derrotará a perversa Rainha Bavmorda e porá fim ao seu reinado. 

Logo a rainha manda seus soldados atrás do bebê, incluindo sua filha Sorsha (Joanne Whalley) e o cruel General Kael (Pat Roach).


Willow recebe a missão de levar Elora em segurança até o reino de Tir Asleen. No caminho, contará com a ajuda de um espadachim de caráter duvidoso, Madmartigan (Val Kilmer), dois pequeninos guerreiros da raça brownie, Franjean e Rool (Rick Overton e Kevin Pollak) e Fin Raziel, uma poderosa feiticeira que precisa da ajuda de Willow para se livrar de uma maldição.



Concebida por George Lucas (autor da história e produtor) e dirigida por Ron Howard (Cocoon, Um Sonho Distante, Apolo 13, O Código DaVinci, No Coração do Mar, Inferno), WILLOW é uma aventura medieval cheia de efeitos especiais, produzida em uma época em que esse gênero não costumava fazer sucesso. De fato, mesmo com o nome de Lucas em destaque no marketing do filme, o longa não fez o sucesso esperado, mas acabou se tornando um semi-clássico, especialmente para os mais jovens na época (que agora são trintões ou quarentões como eu).



UM "STAR WARS MEDIEVAL"?

Com muitas perseguições, cenas de luta, monstros e até romance (pois é, a filha da vilã se apaixona pelo espadachim e muda de lado), o filme é empolgante, mas sofre da comparação com Star Wars. A sensação é que Papai George Lucas acabou fazendo apenas uma versão medieval da sua saga espacial. Quer ver?
Em Star Wars temos 3 papéis principais - o jovem relutante (Luke), o co-protagonista fanfarrão (Han Solo) e a protagonista feminina forte (Leia). Em Willow, os três arquétipos são preenchidos, respectivamente, por Willow, Madmartigan e Sorsha. Na saga espacial, os planos da Estrela da Morte são guardados pelos heróis e perseguidos pelos vilões; na aventura medieval, é o bebê que precisa ser protegido. E se em Star Wars temos a Força como o poder que precisa ser aprendido por Luke, em Willow o personagem-título deseja aprender magia. Temos também o vilão casca-grossa mascarado na figura do General Kael (embora não tenha o mesmo carisma de Darth Vader) e a Rainha Bavmorda faz a vilã principal super-poderosa, papel que em Star Wars era representado pelo Imperador Palpatine. Até a dupla responsável pelo alívio cômico está lá: no lugar de C3PO e R2-D2, entram os minúsculos (e irritantes) brownies Franjean e Rool. E que tal a ameaça monstruosa, representada em Star Wars pela Estrela da Morte? Em Willow não temos uma super-arma, mas um gigantesco dragão de duas cabeças... Faltou o mentor sábio que aconselha o jovem herói? No lugar de Obi Wan Kenobi, temos a feiticeira Fin Raziel... É ou não é uma versão medieval de Star Wars?

CURIOSIDADES SOBRE O FILME E OS ATORES

- Willow foi interpretado pelo anão Warwick Davis, que tinha feito o papel de Wicket, o Ewok de maior destaque em O Retorno de Jedi, quando tinha apenas 12 anos! George Lucas resolveu apadrinhar o jovem ator, que viveu Wicket em mais dois filmes para a TV, Caravana da Coragem e A Batalha por Endor. Willow foi seu primeiro papel de protagonista, cortesia de titio George Lucas. Davis ainda estrelou o personagem-título na série de filmes Leprechaun, foi o robô Marvin na versão cinematográfica de O Guia do Mochileiro das Galáxias e fez pequenos papéis em Star Wars - Episódio I e nos filmes da série Harry Potter. Um de seus últimos papéis foi em Life´s Too Short, uma minissérie produzida por Ricky Gervais em que ele faz o papel... dele mesmo!



- Val Kilmer e Joanne Whalley fazem o par romântico em Willow. Quem disse que a vida não imita a arte? Pois é, os dois se apaixonaram e se casaram em 1988, mesmo ano de lançamento do filme. Infelizmente, se separaram em 1996.


- Willow rendeu uma obscura coleção de miniaturas fabricadas pela empresa Tonka. Nem preciso dizer que a coleção é raríssima, né? EU QUERO!!!!!


- Como o filme não fez o sucesso esperado, não teve continuações. Uma pena, pois George Lucas tinha ideias para outros filmes. Tanto que ele se juntou ao escritor Chris Claremont (que escreveu uma célebre fase dos X-Men) e lançou 3 livros que continuam a história: Shadow Moon, Shadow Dawn e Shadow Star (que formam a chamada "Chronicles of Shadow War"), não publicados no Brasil. Os livros não foram bem recebidos nem pelo público, nem pela crítica.



Embora não tenha feito um sucesso estrondoso, esse filme faz parte da minha memória afetiva, e eu adoro! E você? Gosta do filme? Sentiu vontade de assistir? Aproveite o Carnaval! Foi o que eu fiz...

Por hoje é só! Até a próxima!