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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O Crossover do Ano: LIGA DA JUSTIÇA e... TURMA DA MÔNICA?

Já divulgado há algum tempo, saiu este mês um dos mais aguardados e inusitados crossovers do quadrinhos: Turma da Mônica e Liga da Justiça! Os personagens de Maurício de Sousa sempre tiveram alguns heróis nas suas revistas, mas eram suas próprias versões de heróis conhecidos, como Batmão, Superomão, Homem-Aranho, Mulher-Maravilhosa, Capitão Americano, etc. Entretanto essa é a primeira vez em que Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e outros dividem suas histórias com os "reais" personagens da DC (com direito ao logo da editora na capa das revistas do mês)!
É claro que o traço foi adaptado ao estilo da Maurício de Sousa Produções, mas o resultado ficou muito interessante. Vamos conhecer com mais detalhes como ficaram as revistas.

TURMA DA MÔNICA 44

Principal revista do crossover, tem a participação de toda a Liga da Justiça - ao contrário do restante, que conta com um ou dois membros contracenando com um ou dois integrantes da Turma da Mônica. A história começa com uma homenagem aos 80 anos do Superman, ocasião em que a turminha visita a Fortaleza da Solidão. Logo de cara temos uma referência a uma das melhores histórias do Superman, a célebre "Para o Homem que Tem Tudo", de Alan Moore. Em seuida temos a participação de vários vilões e referências a várias histórias clássicas, tudo com o bom humor típico da Turma da Mônica, com destaque para a encaranção de Cebolinha como Batman. Imperdível.

CEBOLINHA 44

Batman participa da revista do Cebolinha, com várias referências às histórias clássicas, como "Silêncio", "Cavaleiro das Trevas" e "A Piada Mortal" (esta última é genial e impagável). Outro ponto forte da coleção.


MÔNICA 44
Lanterna Verde e Mulher Maravilha têm sua participação em Mônica 44, envolvidos em mais um plano infalível do Cebolinha para derrotar a Mônica. Talvez pelos personagens não terem histórias tão icônicas quanto Batman e Superman, não é tão divertida quanto as duas primeiras. 


CASCÃO 44

A revista do Cascão conta com a participação inusitada do Aquaman, o que gera uma dinâmica interessante, já que teoricamente s dois personagens não combinam. Pena que tenha poucas referências ao filme (que está estreando hoje no Brasil), restringindo-se ao personagem clássico, que convenhamos, não está entre os mais populares.


MAGALI 44

Magali divide sua revista com o Flash e a Mulher-Gato, uma combinação que na minha opinião foi a mais fraca da coleção (ainda que divertida, como todos os gibis).

CHICO BENTO 44

Chico Bento sempre foi uma espécie de alter-ego do Maurício, para falar de valores inerentes à vida simples do campo, e sempre gerou algumas das mais poéticas histórias da Turma da Mônica. Na história em que contracena com Superman e Mulher Maravilha não é diferente, também destacando-se na coleção.


Observação: A Turma da Mônica Jovem também vai contar com a participação da Liga da Justiça, mas ainda não conferi...


VEREDITO:

Eu, que aprendi a ler com a Turma da Mônica e lia para os meus filhos os gibis (principalmente durante os anos em que minha esposa fazia faculdade à noite e eu os punha para dormir), há muitos anos não comprava os gibis dos personagens mais queridos do Brasil. Pela primeira vez em anos, passei na banca e comprei todos os gibis do mês... e não me arrependi!

Por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Sessão Nostalgia: MR.BEAN


MR.BEAN é um dos meus personagens favoritos, sendo igualmente adorado no mundo todo. Criação máxima do ator britânico Rowan Atkinson e do roteirista Richard Curtis, Mr.Bean nasceu quando Atkinson ainda estava na faculdade (de engenharia!) e precisou desenvolver um esquete mudo de 5 minutos para uma peça de teatro estudantil. Sem ideias, ficou olhando para o espelho, fazendo diversas caretas e expressões; foi então que o divertido personagem surgiu! Ainda sem nome, o sujeito ingênuo, cheio de trejeitos impagáveis, meio infantil, egoísta (e até maldoso em alguns momentos) apareceu em alguns esquetes que Rowan Atkinson apresentava, até que estreou seu próprio programa em 1990. Ninguém (nem o próprio Atkinson) imaginava o sucesso que Mr.Bean faria...


Sem emprego definido, Mr.Bean aparecia em diversas situações cotidianas, sempre entrando nas mais imprevisíveis enrascadas, invariavelmente provocadas por ele mesmo. O humor físico, os roteiros despretensiosos e, principalmente, o carisma e as expressões e trejeitos característicos do personagem conquistaram o público. Em seu auge, o programa (que durou até 1995, com enxutos 14 episódios!) chegou a alcançar a audiência estrondosa de 18 milhões de espectadores!


Todos os episódios são inesquecíveis, com destaque para o piloto, em que ele tenta colar em uma prova; o do trampolim na piscina; na praia tentando colocar a sunga; os episódios de Natal e Ano Novo; o do hotel; conhecendo a Rainha da Inglaterra; e todos que envolvem sua namorada, Irma (Matilda Ziegler). 

Após o encerramento da série, começaram as especulações em torno de uma versão para o cinema. Assim, em 1997, foi lançado Mr. Bean - O Filme, em que o atrapalhado personagem vai aos Estados Unidos fingindo ser um especialista em arte "tomando conta" de um valiosíssimo quadro. Foi um grande sucesso, arrecadando mais de 200 milhões de dólares.


Com o êxito do filme, é claro que uma continuação era esperada, mas os anos foram passando e nada de um novo filme do Mr. Bean. Até que 10 anos depois, em 2007, surge As Férias de Mr. Bean, ambientado na Europa. Outro grande sucesso, embora Rowan Atkinson tenha declarado que esta era a despedida do personagem.


O personagem é tão importante para a cultura pop inglesa que teve até uma participação na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, em que Mr. Bean atrapalha a orquestra fazendo uma selfie e sonhando que está em uma cena inspirada no clássico "Carruagens de Fogo".


Provando que seu apelo não se restringe a apenas um nicho, Mr. Bean gerou diversos produtos além dos filmes. Um dos mais populares (sobretudo entre as crianças) foi uma série de animação dublada (?) pelo próprio Rowan Atkinson.

Entre os produtos baseados nos personagens, os mais interessantes são os brinquedos e colecionáveis. Temos o ursinho Teddy, companheiro inseparável e melhor amigo de Mr. Bean; o mini Cooper dirigido pelo personagem (uma versão - raríssima - da Corgi vem até com uma miniatura do Mr.Bean); e, finalmente, os bonecos e action figures. 


Podem ser encontradas as mais variadas versões em miniatura de Mr. Bean; desde uma não oficial baseada em mini figures da Lego (já que ela ainda não lançou oficialmente o personagem), passando por versões bobble head e baseadas na série animada, uma versão luxuosa (ou, seja, cara) e detalhada (com diversos acessórios) da Enterbay e duas descoladíssimas miniaturas da Funko Pop.







Como foi visto, Mr Bean é um personagem que transcendeu a TV e se tornou um ícone da cultura pop. Ainda duvida? Pois veja estas impagáveis versões de fãs inserindo o rosto de Mr. Bean em diversos personagens do cinema:

E é com essa imagem (e dando risada só de olhar) que eu encerro o post de hoje!

Por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Onari Blog Recomenda: BONE, de Jeff Smith


BONE é a criação máxima de Jeff Smith. Não muito conhecido no Brasil, Smith desenhou recentemente, a HQ Shazam! & a Sociedade dos Monstros, publicada pela Panini. Entretanto, BONE permanece como a obra-prima do autor, tendo sido considerada pela revista Time como uma das 10 melhores Graphic Novels de todos os tempos! Será que é tudo isso?


Os personagens principais de BONE são os primos Bone (Fone, Phoney e Smiley), desenhados de maneira simples e cartunesca com personalidades distintas que lembram muito o trio Mickey, Donald e Pateta (Fone é afável e ponderado; Phoney é ranzinza e egoísta; já Smiley é alegre e ingênuo), em um detalhado mundo de fantasia e aventura povoado por pessoas, guerreiros, princesas, monstros e criaturas do mal, dignos de O Senhor dos Anéis (obra a qual BONE é constantemente comparado, por incrível que pareça). Os outros personagens são bem desenvolvidos e desenhados de maneira mais detalhista e "épica", como Espinho (uma bela jovem por quem Fone se apaixona e que guarda um misterioso segredo), Vovó Rose (uma velhinha super forte), as ratazanas (com destaque para dois que são meus personagens favoritos da saga), entre outros.
BONE começou a ser publicado a partir de 1991, de maneira independente e inovadora: distribuída diretamente nas Comic Shops, a HQ era em preto e branco, com personagens "fofinhos" e a trama foi planejada para ser épica e longa (em que as ações dos personagens realmente trazem consequências), coisa que não se via na época. Inesperadamente, BONE tornou-se incrivelmente bem-sucedida e ganhou vários prêmios (mais de 40, incluindo 10 Eisner Awards e 11 Harvey Awards!). BONE foi finalizado em 2004, num total de 55 edições. Depois, foi compilado em 9 volumes, formato mais difundido atualmente. O modelo de negócio de Smith (que originou sua Editora, Cartoon Books) abriu caminho para várias editoras independentes, e foi tão importante que rendeu um documentário, The Cartoonist, dirigido por Ken Mills em 2009.

A primeira edição lançada no Brasil.

No Brasil, BONE foi publicado pela Via Lettera de 1998 a 2010, num total de 14 volumes (cada volume correspondia a metade do americano, totalizando 18 volumes). Infelizmente, os últimos 4 permanecem inéditos até hoje. Ou seja, os brasileiros nunca viram a conclusão da saga! Em 2006, a Devir chegou a imprimir o primeiro volume em cores ("Fora de Boneville"), mas a Via Lettera readquiriu os direitos e vetou a edição. Só recentemente a HQM (que atualmente publica THE WALKING DEAD no Brasil) começou a publicar BONE em cores e promete trazer os 9 volumes, incluindo os 2 spin offs, ("Stupid, Stupid Rat Creatures!" e "Rose").

A edição em volume único, um calhamaço de mais de 1300 páginas!

Embora já conhecesse Jeff Smith e BONE, nunca me interessei, até ler um artigo do humorista Fernando Caruso em seu blog CAVERNA DO CARUSO (para conferir, clique aqui), que me entusiasmou a ponto de adquirir o volume único importado, que compila a saga toda (e o valor custo-benefício compensa). Confesso que encarar o catatau de mais de 1300 páginas foi uma tarefa tão épica quanto a saga, mas valeu a pena. Para quem não lê em inglês, resta esperar a HQM, que prometeu publicar a saga na íntegra. Eu não aguentei esperar... O melhor seria a edição em capa dura, já que o livro é bem difícil de manusear. Como a minha é em brochura, encapei com Contact transparente e fiz uma caixinha para acondicionar o livrão. Coisa de nerd colecionador sistemático...

É duro ser colecionador chato...

Para deixar os fãs com água na boca, em 2011 foi lançada uma edição limitada comemorativa de 20 anos, em uma caixa luxuosa, com o volume único em capa dura, uma arte numerada e autografada, mini-cópia da primeira edição, DVD de The Cartoonist, moeda e estátuas dos 3 protagonistas! Tente comprar agora pra ver o preço (isso se você achar)...

 
Quer uma saga fechada que mistura Walt Disney com J.R.R.Tolkien? Pois então BONE é a recomendação do ONARI BLOG!

Por hoje é só! Até a próxima!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Onari Blog Recomenda: RICK E MORTY


Desde que Bob Esponja se tornou um sucesso estrondoso, várias animações surgiram com a mesma proposta: visual supostamente infantil mas com apelo também para os adultos, normalmente associando personagens bizarros com situações ainda mais insanas. Neste gênero destacam-se Hora de Aventura, O Incrível Mundo de Gumball, Gravity Falls, Titio Avô, entre outras. 


Entretanto, ninguém supera RICK E MORTY, que é, atualmente, a animação mais popular da cultura pop. A série conta as aventuras de Rick, um cientista com visual claramente inspirado em Doc Brown (De Volta Para o Futuro) e seu neto Morty. As referências a De Volta Para o Futuro não são gratuitas, já que a animação foi baseada em um curta experimental extremamente tosco e ofensivo, lançado no festival Channel 101 de 2006, batizado de The Real Adventures of Doc e Mharti. O criador Justin Roiland sentiu, entretanto, que aquela ideia tinha potencial. Assim, em 2013, o canal Adult Swim passou a exibir a primeira temporada de RICK E MORTY, criada por Roiland (que faz as vozes dos dois protagonistas!) e Dan Harmon.


Rick é um cientista bêbado que vive babando e arrotando, mas tem um conhecimento científico aparentemente ilimitado sobre todos os aspectos da ciência. Na cronologia da série, ele acaba de voltar ao convívio com a família de sua filha, Beth, uma cirurgiã veterinária não muito satisfeita com seu casamento com Jerry, um típico pai perdedor. A filha mais velha do casal, Summer, é a típica adolescente ávida por popularidade e o caçula é Morty, o co-protagonista. Tímido, inseguro e apaixonado pela garota mais popular de sua sala, o adolescente de 14 anos é constantemente arrastado pelo avô nas mais loucas aventuras. E quando digo loucas, elas superam todos os limites (só para ilustrar, veja abaixo a cena pós-créditos de um dos episódios, mostrando a família com hamster que moram em bundas)! 


Como Rick tem uma arma que cria portais temporais e dimensionais, as aventuras misturam alienígenas, monstros, mutantes, robôs, viagens no tempo, dimensões paralelas e realidades alternativas nas situações mais insanas.


Como a maioria dos desenhos voltados para adultos,  Rick e Morty tem várias camadas. Por trás das histórias aparentemente simples e do humor grosseiro, o destaque da animação é o enfoque em assuntos sérios como alcoolismo, relações familiares, morte, sentido da vida, amor, sexo, entre outros. 
Claro que um dos responsáveis pelo sucesso é o fato da série apresentar várias referências à cultura pop, como Lovecraft, M.Night Shyamalan, A Origem, Viagem Fantástica, Alien, Jurassic Park, Metallica e muitos outros. Uma prova de sua veia pop é a participação hilária nos Simpsons! Confira abaixo:


Se você é nerd, curte animações bizarras e não se ofende com humor politicamente incorreto, recomendo Rick e Morty! As primeiras duas temporadas estão disponíveis na Netflix, e a terceira está para ser lançada (atualmente em exibição nos EUA).
Até a próxima!


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

30 Anos de DE VOLTA PARA O FUTURO: O Legado da Trilogia


Quem diria que um dos melhores filmes de aventura, comédia e ficção científica de todos os tempos fez 30 anos em 2015! Lançado em 1985, dirigido por Robert Zemeckis, produzido por Steven Spielberg e estrelado por Michael J.Fox, DE VOLTA PARA O FUTURO é um exemplo de obra que não envelheceu: mesmo após 3 décadas, continua um filmaço!
A escolha da data da postagem de hoje não é aleatória: no segundo filme da trilogia, os protagonistas Marty (Fox) e Dr.Brown (Christopher Lloyd) viajam para o futuro, no dia 21 de outubro de 2015 (ou seja, hoje)  e acabam detonando toda a trama do filme (e da terceira parte, de 1990). É claro que o nosso presente não está exatamente igual ao futuro do longa, mas na data de hoje várias campanhas foram lançadas em comemoração ao trigésimo aniversário do filme original, como o relançamento dos filmes em Blu-ray e DVD, livro com os bastidores da trilogia, vários vídeos comemorativos, etc.
Vamos analisar o legado e influência da trilogia na cultura pop?



 OS FILMES

 Lançado sem muito alarde, DE VOLTA PARA O FUTURO surpreendeu público e crítica com sua mistura inspirada de comédia, viagem no tempo e até uma leve abordagem de um tema delicado como o Complexo de Édipo. É um dos raros casos em que tudo dá certo: as atuações inspiradas de todo o elenco, efeitos visuais de ponta (até hoje dão conta do recado), ótima trilha sonora e um roteiro esperto em que tudo se encaixa. As continuações também são excelentes, principalmente o segundo filme, que contou com uma trama surpreendentemente complexa para uma continuação. A trilogia está sendo relançada mundialmente em tudo que é formato. Os boxes em DVD e Blu-ray estão com novos extras; mais um motivo para renovar a coleção... Haja bolso!





LIVRO

Em comemoração ao trigésimo aniversário, a Dark Side Books está lançando no Brasil o livro DE VOLTA PARA O FUTURO – OS BASTIDORES DA TRILOGIA, com a qualidade habitual da editora. Eu ainda não li, mas está na minha lista, com certeza!


 BRINQUEDOS E MEMORABILIA

Claro que uma trilogia de aventura feita para todas as idades tinha que render todo tipo de produto. Os mais interessantes incluem réplicas do Capacitor de Fluxo (simplesmente o equipamento que possibilita a viagem no tempo!) e miniaturas do carro mais icônico do cinema, o DeLorean. Algumas edições de colecionador lançadas no exterior incluem miniaturas desses itens, mas aqui a gente chupa o dedo!




Entretanto, tanto o capacitor de fluxo quanto o DeLorean podem ser adquiridas separadamente.O carrinho já teve inúmeras versões, como populares Hot Wheels, miniaturas de metal escala 1:18 e até versões para montar (kits plásticos e LEGO). Falando em Hot Wheels, esse ano devem ser lançados outros veículos da franquia, como a pick-up Toyota preta de Marty e o carro de Biff (coberto de esterco!). Uma raridade é um Hot Wheels japonês do DeLorean da Parte 2, com o dispositivo Mr.Fusion na traseira (eu tenho uma!).


 Mas a miniatura mais cobiçada é a action figure de Marty McFly da Hot Toys, com os detalhes quase sobrenaturais de sempre e vários acessórios, como a jaqueta, o skate, a câmera de vídeo, o walkman, etc!



DESENHO ANIMADO

Lançado na década de 90 e apresentada por Christopher Lloyd, essa série de animação continuava as aventuras de Marty e Dr.Brown, mas não foi um sucesso memorável. Algumas boxes importados da trilogia estão incluindo a série completa, mas o box nacional da trilogia incluiu apenas 2 episódios.


GAMES

 Vários games baseados na franquia foram lançados, com destaque para um jogo recente para PC, PS3 e XBOX 360. Porém, vale destacar um game para celulares, JETPACK RIDE, em que você controla um agente com uma mochila a jato, nos melhor estilo plataforma: este ano (em comemoração aos 30 anos do filme), o jogo ganhou a expansão Back to the Future, em que o personagem veste as roupas de Marty, anda de Hoverboard (o skate voador) e DeLorean, tudo ao som da trilha sonora dos filmes! E o que é melhor, de graça!





ATRAÇÃO DO UNIVERSAL STUDIOS

Talvez um dos mais interessantes derivados da franquia tenha sido uma atração do parque Universal Studios, em Orlando, na Flórida, em que os visitantes entravam em uma réplica do DeLorean que era um incrível simulador, sob o comando do próprio Dr.Brown, com direito a uma viagem no tempo até a pré-história e à Hill Valley de 2015! Infelizmente, a atração não existe mais. Eu não queria me gabar, mas eu já fui (desculpem, me gabei!)...




Uma das mais divertidas trilogias da história do cinema teve muitas outras influências e produtos relacionados, mas esta foi apenas uma amostra dos mais interessantes. Espero que tenham gostado!


O que será que o futuro nos reserva? Como diria o Dr.Brown, " O seu futuro não está escrito... O de ninguém está! O seu futuro é o que você fizer dele; portanto, façam bem!"  

GREAT SCOTT! 
Até a próxima! 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS: o Brazilian Star Wars !!!


Aproveitando que STAR WARS está em alta novamente (o Episódio VII estreará daqui a alguns meses, em dezembro), aqui vou apelar para a minha veia nostálgica... OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS, na longa filmografia dos Trapalhões, tem a honra de ser um dos piores  e mais toscos filmes não apenas do grupo formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, mas talvez de toda a história do cinema brasileiro!
Quem passou a infância nos anos 80 com certeza lembra que uma presença certa nas férias (tanto em julho quanto em janeiro) era um filme novo dos Trapalhões!  Com direito a cinema lotado e guerra de pipocas, cada longa do quarteto era diversão garantida. 

Já era costume de Renato Aragão (nosso adorável Didi) aproveitar a onda de algum filme americano da moda e fazer a sua própria (e tosca) versão. Algum tempo antes, ele já havia lançado O Trapalhão no Planalto dos Macacos, com grande sucesso. Assim, em meio à febre provocada por Guerra nas Estrelas (como o Episódio IV era conhecido em seu lançamento), foi lançado, a toque de caixa, OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS. O nome e o cartaz lembravam o público da associação com o épico de George Lucas, o que contribuiu para o sucesso, mesmo com a qualidade duvidosa do longa tupiniquim. Filmado em vídeo (com jeitão de especial de TV) e repleto de cenas constrangedoras, o filme tem uma história rasa e interpretações vergonhosas.

Depois de toda essa resenha desfavorável, tenho que dizer que este é um dos meus filmes favoritos dos Trapalhões!!!!! Fazer o quê, está na minha memória afetiva, afinal eu cresci nos anos 80... 
Recentemente, adquiri um Box da Europa Filmes com 10 filmes dos Trapalhões, incluindo meus favoritos: O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, Os Saltimbancos Trapalhões e este do qual estou falando. Ao revisitá-lo, pude vê-lo com mais clareza, o que me motivou a escrever este post.

É divertido ver a tosquice do longa, que tentou fazer as versões nacionais dos personagens originais. Pedrinho Aguinágua (na época considerado um dos homens mais bonitos do Brasil) fazia Flick, um Luke meio inexpressivo mas que se saía bem nas cenas de luta. Bonzo era um Chewbacca com cara de cachorro, embora eu sempre tenha achado a máscara de boa qualidade... Mas a versão mais constrangedora era Zucco, nosso Darth Vader brasileiro: o porte não era nada atlético, a roupa parecia um pijama e a máscara era torta! Assisti ao filme com meu filho de 8 anos e rolávamos no chão de tanto rir com as tosquices...


O longa inicia com uma interminável perseguição, que termina com o quarteto passando a noite em uma mata. Uma nave espacial (um brinquedo em chroma key!) aparece e de dentro sai Flick, um príncipe de um planeta distante que pede ajuda a nossos heróis, prometendo seu peso em ouro. Eles tentam recuperar um computador do vilão Zucco e salvar o planeta, passando por várias aventuras. Como em todos os filmes dos Trapalhões, o roteiro fraco traz os Trapalhões tentando conseguir alguma riqueza; Didi se engraçando com a mocinha (que, na maioria dos filmes, não dá muita bola pra ele - ao contrário deste) e invariavelmente ela ficava com o galã deixando nosso herói na mão. Com esse filme não é diferente. Cada membro do quarteto ganha uma companheira, mas no final, a noiva de Flick é desintegrada(!) e, de acordo com as leis do planeta, tem que ficar com a irmã da noiva, coincidentemente a companheira do Didi (que até aquele momento tinha decidido casar com a moça e ficar no planeta), em um dos momentos mais tristes dos filmes do quarteto! O pior é voltar na espaçonave na maior fossa enquanto os outros três estão na maior felicidade com as namoradas... Snif!



 É claro que no final nossos heróis ganham o ouro prometido e tudo fica bem! Agora algumas curiosidades do filme:

- A estranha língua em que Flick e Bonzo conversam são falas normais em ordem invertida!

- Ninguém percebe, mas o destino de Didi não é tão triste assim, pois apesar de Dedé, Mussum e Zacarias voltarem na nave com suas companheiras, quando eles acordam todos estão sozinhos; portanto Didi não foi o único a perder sua pretendente...

- O filme foi o primeiro a ter o quarteto completo, já que foi o primeiro a incluir Zacarias, além de Mussum, Didi e Dedé.

- Ao redor do mundo o filme é conhecido como Brazilian Star Wars e disputa com Dünyayi Kurtaran Adam (um longa turco) o título de pior versão estrangeira de Star Wars. Mesmo assim, é disputado a tapa por colecionadores gringos...

- Os Trapalhões na Guerra dos Planetas, mesmo com todos os seus defeitos, detém a terceira maior bilheteria da longa filmografia dos Trapalhões, só perdendo para O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão e Os Saltimbancos Trapalhões.

- É divertido ler as resenhas estrangeiras do filme... Os americanos simplesmente não entendem algumas cenas, como o "Entonce...!" e outros bordões repetidos por Didi, porque ele bate nos próprios companheiros nas brigas (rsrsrs) e porque ele rebola na frente da aranha gigante e de outros perigos (mais rsrsrsrs), situações a que nós, que assistimos ao Didi há décadas, estamos mais do que acostumados... Pensando bem, eu mesmo não sei qual é a graça, mas mesmo ao escrever essa linhas, eu ri sozinho! 

É com um certo saudosismo que eu encerro o post de hoje! Até a próxima!