

O primeiro filme foi lançado em 1984 e dirigida por John Avildsen, o mesmo de Rocky e Caça-fantasmas. Ralph Macchio, que interpretou Daniel Larusso, já tinha mais de 20 anos na época, mas devido ao seu aspecto franzino e cara de moleque convenceu bem na pele de um garoto de uns 15 anos que acabava de se mudar e que ao conhecer uma garota (Elisabeth Shue, em um de seus primeiros papéis), arruma encrenca com o ex-namorado dela, que é campeão de karatê e passa a apanhar dele e de seus colegas todo dia. É quando entra em cena um dos personagens mais queridos do cinema, o Sr. Miyagi, interpretado pelo saudoso Pat Morita. Ele se revela um mestre de karatê e ensina a arte marcial a Daniel-san (como ele passa a chamar o novo pupilo), de uma maneira pouco convencional. O clímax do filme é o campeonato de karatê onde Daniel enfrenta seus algozes. O golpe final de Daniel (o chute da garça ou grou) foi imitado por todo garotinho na época. O filme foi um grande sucesso, inclusive no Brasil, mas a maioria dos brasileiros assistiu o filme pela primeira vez em 1986, na TV, quando passou na Sessão da Tarde. Logo em seguida foi lançada a parte 2 nos cinemas, essa sim assistida por uma multidão (inclusive por mim) nas telonas.




Embalados pelo filme original que acabara de passar na TV, os brasileiros compareceram em massa para assistir a continuação. O segundo filme continua a história exatamente onde parou o primeiro, mas foca a história mais no Sr.Miyagi, que volta a Okinawa (acompanhado de Daniel) para ver o pai doente. Em meio a uma antiga dívida de honra de seu mestre e um romance com uma nativa, Daniel tem de enfrentar um novo adversário, e acaba aprendendo o segredo do estilo de karatê da família Miyagi. Apesar do sucesso de bilheteria, parece que o público não gostou muito da abordagem deste filme, já que a terceira parte é praticamente uma refilmagem do original (como se os produtores estivessem pedindo desculpas por mudar o cenário e o contexto do campeonato de Karatê do primeiro filme). Entretanto, na minha opinião, este é o melhor filme da série (e um dos meus favoritos de todos os tempos - é sério!), até por que a luta final parece ser realmente mais séria do que a dos outros filmes. É um filme que marcou a minha infância, e tenho um carinho especial por ele.




A terceira parte foi uma pisada no tomate: apesar do sucesso da parte 2, tentaram retomar o clima do original, centrando a trama na vingança do professor da academia dos bad boys do primeiro filme contra Daniel e o Sr.Miyagi. O filme foi indicado para todos os prêmios "importantes" do Framboesa de Ouro, o Oscar dos piores do cinema! Apesar da história continuar no ponto em que parou a segunda parte, Daniel está visivelmente mais gordo e velho que nos filmes anteriores, e parece ter desaprendido karatê, pois luta pior do que antes! O golpe final, então, é ridículo: um simples katá! Bem, os fãs apreciam esta terceira parte por ser um legítimo exemplar da série (coisa que a parte 4 não é), mas certamente é um passo atrás na trilogia.
Curiosidades:
Que o remake seja tão bom quanto os filmes originais. Kiai!
As ramificações da cinessérie O Exterminador do Futuro já foram objeto de um artigo recente da revista VIP, mas merecem uma abordagem aqui no blog. Quando James Cameron decidiu fazer um pequeno filme B de ficção científica em 1984, não tinha idéia do que estava criando. The Terminator (O Exterminador do Futuro, no Brasil) foi um estrondoso sucesso de bilheteria (custou menos de 7 milhões de dólares, uma ninharia mesmo naquela época, e faturou mais de 10 vezes isso), catapultou a carreira de Arnold Schwarzenegger e deixou as plateias do mundo estarrecidas com sua mistura até então inédita de ação desenfreada, viagem no tempo e efeitos especiais inovadores e criativos. O que o diretor James Cameron (que merece um post mais detalhado só dele em breve) não podia imaginar era que este pequeno filme daria origem a uma imensa variedade de produtos, não só de mais 2 filmes (com o quarto saindo este ano), mas também programas de TV, DVDs, quadrinhos, brinquedos, atrações de parques temáticos e sei lá mais o quê. Vamos ver (ou rever) alguns dos produtos derivados mais interessantes...





Brinquedos: foram lançados vários veículos, kits de montar e action figures baseados nos dois últimos filmes. Esperem uma enxurrada de novos bonequinhos e veículos baseados no novo filme.



Atração do Universal Studios: após o sucesso do segundo filme, foi lançada no parque temático da Universal a atração T2- 3D: Battle Across Time, que na minha opinião já vale o ingresso do parque todo (está lá até hoje!). É uma mini-continuação do segundo filme, com a participação dos atores originais, atores ao vivo e 12 minutos de ação em terceira dimensão (você se sente literalmente dentro do filme). É imperdível, só vendo para entender! Assista abaixo os vídeos gravados com os atores.
O primeiro filme (The Terminator – O Exterminador do Futuro) foi lançado aqui pela Fox em duas versões: a simples (sem extras) e a edição especial dupla (semelhante à importada), que é muito boa: além da boa qualidade de som e imagem, os extras são interessantes, incluindo 2 documentários, trailers, easter eggs, material promocional, fotos e cenas deletadas (com comentários de James Cameron). Aliás, o ponto forte são as cenas excluídas, incluindo a cena em que Sarah Connor já planejava explodir a Cyberdine Sistems e impedir a guerra (e cuja idéia serviu de base para o segundo filme), além de uma rápida cena dela fazendo um carinho especial no pai de John Connor, hehehe. O ponto fraco é que nenhum dos extras está legendado.


A primeira é a versão simples, semelhante à primeira lançada aqui.
A Ultimate Edition (um único DVD com dupla camada) vem com nada mais, nada menos que TRÊS versões do filme - a normal, uma estendida com 16 minutos a mais e outra com 19 minutos a mais (esta escondida como easter egg), além de uma tonelada de extras – 3 documentários, 700 storyboards, roteiro completo, comentários, cenas deletadas e trailers!

Ainda tem mais: A Extreme Edition vem em 2 discos, com a versão de cinema, a estendida e uma versão em alta definição (que só pode ser vista em computadores de última geração), além de novos extras. Ufa! Fora um box recente, com 6 (!) discos (todas as versões já lançadas, incluindo em Blue-ray) que vêm em um dispenser na forma da cabeça de um exterminador! Acho que essa versão só está disponível no Japão.

Já a terceira parte, Terminator 3 – Rise of the Machines (O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas), de 2003, contou com uma bela (e gostosa) exterminadora, e foi lançada em DVD simples pela Columbia. Além da excelente qualidade de som e imagem, vale destacar os extras: 2 faixas de comentário e trailers. Claro que nada comparado à edição dupla lançada nos EUA, que vem com vários mini-documentários, storyboards animados, entre outros (ai, ai...).
No próximo post, aproveitando que o novo filme está chegando, vamos analisar o legado desta cinessérie na cultura pop.

Continuando o tópico, vamos comentar o melhor filme de Jet Li na minha opinião: Lutar ou Morrer (Fist of Legend)

Entretanto, nem tudo está perdido: temos que louvar a iniciativa da Europa Filmes, que lançou aqui uma edição dupla de Cão de Briga (um filme que eu gostei muito, por sinal), coisa rara em se tratando de filmes de Kung Fu. É claro que nem tudo são rosas, pois os extras nem são tão interessantes assim (alguns documentários curtos, clipes, entrevistas, spots de TV), acho que até caberiam num DVD só, mas em se tratando de um filme que nem fez tanto sucesso por aqui, já está bom demais, não é mesmo?