segunda-feira, 18 de maio de 2009

DVD inédito no Brasil: HAPKIDO


Um clássico dos anos 70, Hapkido é estrelado por Angela Mao (que fez o papel da irmã de Bruce Lee em Operação Dragão), Sammo Hung e Carter Wong. O argumento é a velha rixa entre China e Japão, mas ao invés da academia chinesa de kung fu versus a academia japonesa de karatê, temos os três protagonistas que aprenderam hapkido na Coréia e abrem uma escola em Xangai. A escola japonesa Urso Negro quer proibí-los de ensinar, o tempo fecha e a pancadaria corre solta.! O filme tem participação de Yuen Biao, Cory Yuen e Bruce Leung, mas confesso que não consegui identificá-los. Para os apreciadores de filmes de kung fu old school, é uma ótima pedida. Para os que gostam e ou praticam hapkido (como eu), melhor ainda, já que é raro um filme que trata especificamente de hapkido (com a participação dos grão-mestres Ji Han Jae e Whang In Shik, atuais detentores do décimo dan). Afinal, a maioria dos filmes trata o hapkido como kung fu mesmo. O exemplo mais conhecido é Jackie Chan, que além dos conhecimentos adquiridos na ópera de Pequim também é faixa preta de Hapkido e o utiliza nos filmes, mas todo mundo acha que é kung fu puro. Quer uma prova? Internacionalmente, HAPKIDO também é conhecido como LADY KUNG FU (referência a Angela Mao, que é a verdadeira protagonista)!

Infelizmente, Hapkido não foi lançado no Brasil. Eu consegui uma cópia do DVD remasterizado com um colecionador que o legendou em português, e ficou show de bola! Com a falência da China Vídeo, fica cada vez mais difícil vermos pérolas como essa devidamente lançadas como se deve!

domingo, 17 de maio de 2009

Trilogia Karate Kid : um clássico dos anos 80

Tá bom, eu confesso: adoro a série Karate Kid, principalmente a parte 2! Sei que comparando com os filmes de artes marciais de hoje (mesmo os americanos), as cenas de luta são ingênuas, mas vamos dar um desconto, pois já faz 25 anos que o primeiro filme foi produzido (minha nossa, tô ficando velho!)... Acho que todo mundo que cresceu nos anos 80 curtiu os filmes, pelo menos na época. Alguns, como eu, curtem até hoje, mesmo admitindo que, convenhamos, Daniel-san nunca lutou nada! Aproveitando que o filme original vai ganhar um remake com Jackie Chan e Jaden Smith (o filho chatinho de Will Smith), vamos relembrar estes clássicos da Sessão da Tarde dos anos 80?

O primeiro filme foi lançado em 1984 e dirigida por John Avildsen, o mesmo de Rocky e Caça-fantasmas. Ralph Macchio, que interpretou Daniel Larusso, já tinha mais de 20 anos na época, mas devido ao seu aspecto franzino e cara de moleque convenceu bem na pele de um garoto de uns 15 anos que acabava de se mudar e que ao conhecer uma garota (Elisabeth Shue, em um de seus primeiros papéis), arruma encrenca com o ex-namorado dela, que é campeão de karatê e passa a apanhar dele e de seus colegas todo dia. É quando entra em cena um dos personagens mais queridos do cinema, o Sr. Miyagi, interpretado pelo saudoso Pat Morita. Ele se revela um mestre de karatê e ensina a arte marcial a Daniel-san (como ele passa a chamar o novo pupilo), de uma maneira pouco convencional. O clímax do filme é o campeonato de karatê onde Daniel enfrenta seus algozes. O golpe final de Daniel (o chute da garça ou grou) foi imitado por todo garotinho na época. O filme foi um grande sucesso, inclusive no Brasil, mas a maioria dos brasileiros assistiu o filme pela primeira vez em 1986, na TV, quando passou na Sessão da Tarde. Logo em seguida foi lançada a parte 2 nos cinemas, essa sim assistida por uma multidão (inclusive por mim) nas telonas.





Embalados pelo filme original que acabara de passar na TV, os brasileiros compareceram em massa para assistir a continuação. O segundo filme continua a história exatamente onde parou o primeiro, mas foca a história mais no Sr.Miyagi, que volta a Okinawa (acompanhado de Daniel) para ver o pai doente. Em meio a uma antiga dívida de honra de seu mestre e um romance com uma nativa, Daniel tem de enfrentar um novo adversário, e acaba aprendendo o segredo do estilo de karatê da família Miyagi. Apesar do sucesso de bilheteria, parece que o público não gostou muito da abordagem deste filme, já que a terceira parte é praticamente uma refilmagem do original (como se os produtores estivessem pedindo desculpas por mudar o cenário e o contexto do campeonato de Karatê do primeiro filme). Entretanto, na minha opinião, este é o melhor filme da série (e um dos meus favoritos de todos os tempos - é sério!), até por que a luta final parece ser realmente mais séria do que a dos outros filmes. É um filme que marcou a minha infância, e tenho um carinho especial por ele.





A terceira parte foi uma pisada no tomate: apesar do sucesso da parte 2, tentaram retomar o clima do original, centrando a trama na vingança do professor da academia dos bad boys do primeiro filme contra Daniel e o Sr.Miyagi. O filme foi indicado para todos os prêmios "importantes" do Framboesa de Ouro, o Oscar dos piores do cinema! Apesar da história continuar no ponto em que parou a segunda parte, Daniel está visivelmente mais gordo e velho que nos filmes anteriores, e parece ter desaprendido karatê, pois luta pior do que antes! O golpe final, então, é ridículo: um simples katá! Bem, os fãs apreciam esta terceira parte por ser um legítimo exemplar da série (coisa que a parte 4 não é), mas certamente é um passo atrás na trilogia.

Curiosidades:

  • Pat Morita recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel do Sr.Miyagi no filme original (mas não ganhou nenhum).

  • No Brasil, Karate Kid recebeu o subtítulo "A Hora da Verdade". Muitos acharam que não tinha nada a ver, mas é uma referência à musica-tema do filme, "The Moment of Truth", do Survivor, que pode ser traduzido como A Hora da Verdade (forçado, eu sei, mas enfim...).

  • A parte 2, por sua vez, recebeu o subtítulo horroroso "A Hora da Verdade Continua", esse sim nada a ver! E a parte 3, então? "O Desafio Final"!

  • A música-tema de Karate Kid 2 foi "Glory of Love", de Peter Cetera, um grande hit mundial por conta do filme.

  • Apesar da parte 2 e 3 terem sido lançadas em DVD pela Columbia há muitos anos (mas já fora de catálogo), o filme original lamentavelmente NUNCA FOI LANÇADO EM DVD NO BRASIL! Que vergonha!

  • A parte 4, já sem Ralph Macchio, chamada de The New Karate Kid (Karate Kid 4 no Brasil) não teve o mesmo sucesso e contava com uma garota no lugar de Daniel, ninguém menos do que Hilary Swank, hoje duplamente oscarizada (por Meninos Não Choram e Menina de Ouro), na época lutando (aqui literalmente) para pagar o aluguel!

  • Por onde anda Ralph Macchio? Nunca mais emplacou um sucesso parecido, andou sumido e recentemente estrelou a novela Ugly Betty. Hoje está com 47 anos, é casado há 22 anos e tem 2 filhos.
Que o remake seja tão bom quanto os filmes originais. Kiai!

sábado, 16 de maio de 2009

O Legado de O Exterminador do Futuro: a influência da saga na cultura pop

As ramificações da cinessérie O Exterminador do Futuro já foram objeto de um artigo recente da revista VIP, mas merecem uma abordagem aqui no blog. Quando James Cameron decidiu fazer um pequeno filme B de ficção científica em 1984, não tinha idéia do que estava criando. The Terminator (O Exterminador do Futuro, no Brasil) foi um estrondoso sucesso de bilheteria (custou menos de 7 milhões de dólares, uma ninharia mesmo naquela época, e faturou mais de 10 vezes isso), catapultou a carreira de Arnold Schwarzenegger e deixou as plateias do mundo estarrecidas com sua mistura até então inédita de ação desenfreada, viagem no tempo e efeitos especiais inovadores e criativos. O que o diretor James Cameron (que merece um post mais detalhado só dele em breve) não podia imaginar era que este pequeno filme daria origem a uma imensa variedade de produtos, não só de mais 2 filmes (com o quarto saindo este ano), mas também programas de TV, DVDs, quadrinhos, brinquedos, atrações de parques temáticos e sei lá mais o quê. Vamos ver (ou rever) alguns dos produtos derivados mais interessantes...

Filmes: os produtos mais diretamente ligados são, claro, as continuações. Terminator 2 conseguiu superar o original em quase tudo (inclusive na bilheteria; só que também custou 15 vezes mais!), apresentando simplesmente os mais modernos e inovadores efeitos digitais da época, embora o diretor tenha feito algumas concessões (a mais importante foi transformar o exterminador de Schwarzenegger em mocinho). Terminator 3, já sem James Cameron, não apresentou grandes inovações, além da alta qualidade das cenas de ação e dos efeitos digitais que já era esperada. Também fez grande bilheteria, mas aí já era roubar doce de criança, pois a saga já era uma franquia, um fenômeno da cultura pop.





DVDs e Edições de Colecionador: ver post anterior.




Games: uma das franquias que mais rendem games, pois praticamente todas as plataformas já tiveram uma ou mais versões. Só do Playstation 2 recentemente foram lançados 3 jogos. A nova geração (Playstation 3, XBOX 360 e Wii) ganhará suas versões com o próximo filme, Terminator Salvation, ainda este ano.


Quadrinhos e livros: a saga já inspirou dezenas de versões. As HQs mais interessantes são os crossovers: os exterminadores já enfrentaram o Superman, Robocop, Aliens e Predadores, entre outros.
Brinquedos: foram lançados vários veículos, kits de montar e action figures baseados nos dois últimos filmes. Esperem uma enxurrada de novos bonequinhos e veículos baseados no novo filme.

TV e outras mídias: além da série de TV Terminator: The Sarah Connor Chronicles (a primeira temporada já foi lançada aqui em DVD, a terceira aguarda confirmação nos EUA), existe uma revista em quadrinhos digital, ainda inédita no Brasil, entitulada The Terminator: Hunters and Killers.
Atração do Universal Studios: após o sucesso do segundo filme, foi lançada no parque temático da Universal a atração T2- 3D: Battle Across Time, que na minha opinião já vale o ingresso do parque todo (está lá até hoje!). É uma mini-continuação do segundo filme, com a participação dos atores originais, atores ao vivo e 12 minutos de ação em terceira dimensão (você se sente literalmente dentro do filme). É imperdível, só vendo para entender! Assista abaixo os vídeos gravados com os atores.


Por enquanto é isso. Até a próxima!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os DVDs da saga O Exterminador do Futuro

A saga de O Exterminador do Futuro (que está prestes a ganhar um novo filme) é imperdível para os fãs de ação e ficção científica. E quanto aos seus DVDs? Têm a mesma qualidade dos importados? Vamos ver:


O primeiro filme (The Terminator – O Exterminador do Futuro) foi lançado aqui pela Fox em duas versões: a simples (sem extras) e a edição especial dupla (semelhante à importada), que é muito boa: além da boa qualidade de som e imagem, os extras são interessantes, incluindo 2 documentários, trailers, easter eggs, material promocional, fotos e cenas deletadas (com comentários de James Cameron). Aliás, o ponto forte são as cenas excluídas, incluindo a cena em que Sarah Connor já planejava explodir a Cyberdine Sistems e impedir a guerra (e cuja idéia serviu de base para o segundo filme), além de uma rápida cena dela fazendo um carinho especial no pai de John Connor, hehehe. O ponto fraco é que nenhum dos extras está legendado.









O segundo filme (Terminator 2 Judgment Day – O Exterminador do Futuro 2 O Julgamento Final), de 1991, fez ainda mais sucesso e na época foi o filme mais caro já produzido (100 milhões de doletas), graças às cenas de ação e aos efeitos digitais do exterminador T-1000 vivido por Robert Patrick. A Studio Canal lançou a edição simples e a especial com dois discos, com making of e storyboards, mas nada muito interessante. No ano passado, relançou a edição dupla dentro de uma lata, acrescentando um mini-poster e um livreto. Aqui cabem algumas considerações importantes. Se aqui no Brasil os extras são meia boca, lá fora existem várias versões do DVD:

A primeira é a versão simples, semelhante à primeira lançada aqui.

A Ultimate Edition (um único DVD com dupla camada) vem com nada mais, nada menos que TRÊS versões do filme - a normal, uma estendida com 16 minutos a mais e outra com 19 minutos a mais (esta escondida como easter egg), além de uma tonelada de extras – 3 documentários, 700 storyboards, roteiro completo, comentários, cenas deletadas e trailers!


Ainda tem mais: A Extreme Edition vem em 2 discos, com a versão de cinema, a estendida e uma versão em alta definição (que só pode ser vista em computadores de última geração), além de novos extras. Ufa! Fora um box recente, com 6 (!) discos (todas as versões já lançadas, incluindo em Blue-ray) que vêm em um dispenser na forma da cabeça de um exterminador! Acho que essa versão só está disponível no Japão.





Já a terceira parte, Terminator 3 – Rise of the Machines (O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas), de 2003, contou com uma bela (e gostosa) exterminadora, e foi lançada em DVD simples pela Columbia. Além da excelente qualidade de som e imagem, vale destacar os extras: 2 faixas de comentário e trailers. Claro que nada comparado à edição dupla lançada nos EUA, que vem com vários mini-documentários, storyboards animados, entre outros (ai, ai...).
No próximo post, aproveitando que o novo filme está chegando, vamos analisar o legado desta cinessérie na cultura pop.

Confissões de um Blogueiro Amador

Gente, não estou conseguindo deixar as imagens, bonitinhas, alinhadas. Se alguém puder me dar umas dicas, agradeço, hehehe.

Filmes Clássicos de Kung Fu (ou suas edições especiais em DVD) inéditos: ai, como é duro ser colecionador no Brasil! - parte 3






Bruce Lee

Agora vamos analisar um filme do lendário Bruce Lee: Game of Death























Este filme pode ser considerado o precursor dos filmes que eu costumo chamar de "enganações picaretas" (que vão merecer um tópico à parte em breve), ou seja, filmes que estampam na capa e com destaque um ator famoso, mas este não participa como ator principal (só aparecendo em uma ponta), ou nem participa; ou até ocorre uma situação diferente dessas, mas sempre tem uma enganação. Neste caso, foi o último filme em que Bruce Lee atuou, mas deixou inacabado pois teve que iniciar as filmagens de Operação Dragão (Enter the Dragon), que viria a ser seu maior sucesso e lhe daria fama internacional (infelizmente póstuma). O diretor Robert Clouse (que dirigiu Operação Dragão) a partir das filmagens de Bruce (de um total de 100 minutos, apenas 20 puderam ser aproveitados) fez um filme quase sem o Bruce Lee, utilizando dublês, cenas de outros filmes e até recursos mais bizarros, como uma foto do seu rosto colada em um espelho!

De qualquer forma, o filme foi lançado em 1978 (5 anos após a morte de Bruce) e até gerou uma continuação ainda mais bizarra, Game of Death 2 (lançado aqui como a Torre da Morte, pela Continental)! Aqui no Brasil o filme original foi lançado como Bruce Lee no Jogo da Morte, mas em DVD foi lançado mesmo como Jogo da Morte por várias distribuidoras. Todos os DVDs lançados não têm extras, mas existe uma versão importada chamada Game of Death: Platinum Edition, que é uma edição dupla, com vários extras, documentários, entrevistas e cenas inéditas!






















Pra não dizer que aqui não existe nenhum extra desse filme, a Warner lançou em 2003 a edição comemorativa de 30 anos de Operação Dragão (aleluia!), um DVD duplo com muitos extras, sendo que a cereja do bolo é o documentário "A Warrior´s Journey", que apresenta o roteiro original de Bruce Lee e 20 minutos de cenas inéditas com a participação de James Tien, velho companheiro de Lee em seus filmes anteriores. Estas cenas estão no DVD duplo de Game of Death, mas pelo menos podemos vê-las aqui, devidamente legendadas. Agora é esperar (sentado) que este DVD seja lançado por aqui...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Filmes Clássicos de Kung Fu (ou suas edições especiais em DVD) inéditos: ai, como é duro ser colecionador no Brasil! - parte 2

JET LI


Continuando o tópico, vamos comentar o melhor filme de Jet Li na minha opinião: Lutar ou Morrer (Fist of Legend)

É praticamente um consenso entre os fâs ocidentais de Jet Li. Ao fazer um remake de A Fúria do Dragão (um clássico de Bruce Lee), Jet Li fez outro clássico, com as lutas mais empolgantes e arrasadoras de todos os tempos. A primeira vez que assisti foi na televisão, e confesso que não assisti com muito interesse. Um tempo depois, de tanto ouvir comentários de fãs, me interessei em revisitá-lo e pude constatar como ele ainda não envelheceu. As suas lutas com a lenda viva Yasuaki Kurata e com o cara de mau Billy Chau são espetaculares!


Mesmo sendo considerado um dos pontos altos da carreira de Jet Li, ele PERMANECE INÉDITO NO BRASIL! Pelo menos eu não conheço nenhuma versão nacional (nem mesmo uma daquelas versões safadas, nada!) Alguns colecionadores conseguem algum DVD-R gravado de VHS (como eu), aí vira uma faca de dois gumes: ficamos tristes por não ter o DVD original, com qualidade de som, imagem e extras, mas ao mesmo tempo ficamos felizes de ter um "DVD" raro, inédito no Brasil, hehehe.

Claro que existe, fora do Brasil, além das versões simples, uma edição dupla do filme!
















Entretanto, nem tudo está perdido: temos que louvar a iniciativa da Europa Filmes, que lançou aqui uma edição dupla de Cão de Briga (um filme que eu gostei muito, por sinal), coisa rara em se tratando de filmes de Kung Fu. É claro que nem tudo são rosas, pois os extras nem são tão interessantes assim (alguns documentários curtos, clipes, entrevistas, spots de TV), acho que até caberiam num DVD só, mas em se tratando de um filme que nem fez tanto sucesso por aqui, já está bom demais, não é mesmo?
Torçamos para mais iniciativas como essa!