terça-feira, 18 de outubro de 2011

Princesas Disney versão STREET FIGHTER??!!

O que as famosas Princesas da Disney têm a ver com o ONARI BLOG? Bem, aparentemente nada... Entretanto, navegando pela net, descobri algumas ilustrações muito interessantes. Existem diversas séries de imagens retratando as princesinhas das mais variadas formas (sensuais, macabras, pin-ups e até obesas!). Algumas delas merecem posts futuros, mas a mais legal é a que retrata Cinderella, Branca de Neve e cia como lutadoras! Isso mesmo, alguém desenhou as princesas da Disney como personagens de games tipo Street Fighter ou Mortal Kombat! Vamos ver como elas ficaram?




Cinderella virou uma verdadeira ninja! Será que as sapatilhas são de cristal?





A princesa Tiana (de A Princesa e o Sapo) virou uma guerreira estilo Lara Croft (Tomb Rider).





Branca de Neve deixou a delicadeza de lado e tornou-se uma lutadora de rua bem dark (com direito até a soco inglês!)


Pocahontas, que no desenho já era uma guerreira, virou uma versão feminina do T.Hawk (Street Fighter) ou Nightwolf (Mortal Kombat), com as tradicionais machadinhas! Vai um escalpo aí?



Mulan também já era uma lutadora marcial no desenho. Aqui ela usa um mortal e afiado leque, tal qual a Kitana de Mortal Kombat.




Jasmine, como não podia deixar de ser, ganhou uma cimitarra, tornando-se uma letal guerreira árabe.








Bela virou uma verdadeira Fera, como uma kickboxer especializada na arte do Muay Thai!





Aurora, a Bela Adormecida, pode até ficar deitada, mas só se for para aplicar chaves de braço e estrangulamentos, já que uma campeã de luta livre e M.M.A. não pode dormir no ponto. Repare nos detalhes do cinturão...







Ariel, a Pequena Sereia, até deixou de ser sereia para lutar com seu tridente (deve ter surrupiado do papai Tritão, hehehe)



Haja criatividade! Por hoje é só! Até a próxima!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sessão "Gepeto": CYBERCLOPE, um novo boneco exclusivo!

No último post, mostrei um boneco do Dutch de O PREDADOR que eu fiz a patir do corpo do Duke Nuken e da cabeça do Terminator (Man or Machine). Pois bem; acabei ficando com o corpo do Terminator sem cabeça e não sabia o que fazer com ele... Aí pensei: por quê não acrescentar algumas peças (cabeças e mãos intercambiáveis) que não estou usando e fazer um boneco totalmente novo?



A primeira coisa foi pintar o braço mecânico com tinta prateada para não ficar ensanguentado (a idéia era a de um implante posto há algum tempo). Também coloquei na frente uma metralhadora de um John Connor vagabundo da Playnates.


A cabeça utilizada foi a do Jason com saco de pano (do filme de Marcus Nispel). Como eu só gosto da cabeça com a clásica máscara de hóquei, nunca usei mesmo...


O olho foi coberto com um adesivo imitando um rubi. Assim, ficou mais robótico, como se fosse um laser vermelho. Colei uma parte de uma máscara de um G.I. Joe para ser uma espécie de respirador.



Na parte de trás, usei peças de um kit de montar velho (partes de um motor de uma moto, se não me engano), para fazer um aparato mecânico que seria a fonte de energia do ciborgue (tem até uma pequena bateria), com vários "fios de alimentação" ligados...




Por fim, substituí a mão direita pela mão do Robocop com a ponta (que ele usava para transferir dados e empalar inimigos, hehehe) e mais algumas peças plásticas velhas para simular implantes mecânicos.



Ficou meio bizarro, mas ficou legal. Agora é só batizá-lo. Que tal CYBERCLOPE (afinal, é um ciborgue de um olho só...)? Estou tentando bolar um background para o personagem... Talvez um soldado morto em ação e aproveitado em um projeto militar pós-apocalíptico improvisado e que fica descontrolado, como um zumbi altamente letal? Aceito sugestões!

Até a próxima!


sábado, 8 de outubro de 2011

Sessão "GEPETO": Alan Dutch de "O PREDADOR" Customizado!



Hoje vou inaugurar uma nova sessão, a Sessão "GEPETO", em homenagem ao personagem fabricante de brinquedos que cria o boneco Pinóquio. Nessa sessão, vou apresentar vários bonecos legais, com um detalhe interessante: todos foram criados por mim!
Como todo colecionador de action figures, meu objetivo é sempre ter os bonecos mais legais, raros e exclusivos. Entretanto, a preferência a determinada escala (no meu caso, 7 polegadas), acaba esbarrando em um problema: muitos personagens são lançados apenas na caríssima escala de 12 polegadas (leia-se, produtos da Hot Toys ou da Sideshow). É o caso de um dos personagens mais legais, o major Alan Dutch Shaeffer, protagonista de O Predador, um dos melhores filmes de ação, suspense e ficção científica dos anos 80. Interpretado por Arnold Schwarzenegger no auge de sua carreira como o maior astro de ação do cinema, o personagem era o líder de uma equipe de soldados altamente treinados que têm que enfrentar o caçador alienígena.







O personagem foi lançado pela Hot Toys, com os habituais detalhes quase sobrenaturais e o preço salgado de sempre, mas apenas na escala de 12 polegadas... Como o Dutch de 7 polegadas nunca foi lançado, decidi customizá-lo. Para quem ainda não está familiarizado com a expressão, customizar um boneco é modificá-lo através de pintura, escultura ou troca de peças.

Para fazer o Dutch, utilizei como base o corpo do Duke Nuken Forever da Neca, que além das características semelhantes (porte físico, colete, luvas), tem até o charuto que é uma das marcas registradas de Schwarza.





Ele tinha que ter a cara do Schwarzenegger. Assim, usei a cabeça do Terminator 2 Man or Machine (Neca), e troquei pela do Duke. Não foi tão fácil, já que a cabeça do Terminator sai com o pescoço e a do Duke sem o pescoço. Nada que um estilete e uma lixa não resolvam...






Depois da troca de peças, começa o trabalho de pintura. A camiseta vermelha e as calças foram pintadas de verde. Os detalhes vermelhos das luvas foram retocados em preto e o cinto foi pintado de marrom. Após a secagem, foi só aplicar as manchas pretas e marrons para dar um efeito de camuflagem. Não ficou perfeito, mas para um primeiro boneco customizado, até que ficou bom. A arma foi retirada de um Endoesqueleto vagabundo da Playmates.





Embora eu tenha sacrificado dois bonecos legais, acredito que o resultado foi um boneco mais legal ainda. E o que é melhor: exclusivo! Agora é só colocar o Predador e o Dutch juntos para o pau comer!




Por hoje é só! Até a próxima!

sábado, 1 de outubro de 2011

Análise: HERÓIS DO ORIENTE




Quem acompanha o Onari Blog sabe que filmes da Shaw Brothers não são presença constante aqui. Apesar de já ter visto muitos filmes da Shaw, poucos estão entre os meus favoritos. É que eu não gosto muito dos filmes "old school", especialidade do estúdio. Além disso, depois de muitos filmes, as coreografias acabam ficando repetitivas. Mas alguns clássicos merecem uma resenha mais detalhada.




Heróis do Oriente (1978) é um filme a que eu já queria assistir há muito tempo. Dirigido pelo lendário Lau Kar-Leung e estrelado por Gordon Liu (estranho ver o astro cabeludo, mesmo sendo peruca), o filme tem como tema a rivalidade entre China e Japão, presente em grande parte da filmografia marcial chinesa. Aqui a abordagem é um pouco diferente, e até mais divertida. Ah To (Liu) é um lutador de kung fu que é obrigado pelo pai a aceitar um casamento arranjado. Quer dizer, obrigado a princípio, pois quando ele vê que a noiva é a bela japonesa Kung Zi, aceita rapidinho...


Os problemas começam quando Kung Zi revela ser uma exímia artista marcial, proclamando que as artes marciais japonesas são mais eficientes do que as chinesas, provocando a indignação do marido. A discussão acaba em briga (literalmente!), com Ah To e Kung Zi tentando provar qual estilo é melhor (em cenas muito divertidas).


Após perder alguns embates, Kung Zi acaba voltando para o Japão. Uma carta de Ah To (uma tentativa de reaver a esposa) acaba sendo interpretada como um desafio às artes marciais japonesas, e um time de mestres japoneses liderados pelo grande Yasuaki Kurata vai à China para tirar satisfações com Ah To. É aí que o filme esquenta e tem seus melhores momentos. Todo dia Ah To tem que lutar com um especialista em um estilo contando com diferentes técnicas chinesas. Contra o mestre de kendo, ele luta com uma espada chinesa; para enfrentar o mestre de karatê, utiliza o estilo bêbado (que ele aprende em uma tarde, apenas observando o mestre Lau Kar-Leung!). Já para dar conta do poderoso mestre de judô, precisa de uma ajudinha do criado que besunta seu corpo de óleo, hehehe. Muito engenhoso o recurso que ele usa para derrotar o lutador com nunchaku e tonfa: um nunchaku triplo, em uma das coreografias mais complexas e criativas. E por aí vai, até a batalha final, que é contra Kurata, especialista em ninjitsu. No clímax Lau Kar-Leung força um pouco a barra, mas tudo bem...

Claro que, como o longa é uma produção chinesa, o kung fu acaba superando todos os estilos japoneses, mas o diretor Lau Kar-Leung encerra seu filme de maneira digna, pregando a tolerância entre as artes marciais. Um verdadeiro clássico!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Análise: JACKIE CHAN - O MESTRE DO KUNG FU



Vocês se lembram de um post recente sobre capas picaretas de filmes de kung fu? Na ocasião eu disse que a maior "vítima" era o astro Jackie Chan, sempre colocado em destaque nas capas dos filmes mesmo quando ele faz apenas uma participação. Lembram disso? Pois é...



Jackie Chan - O Mestre do Kung Fu é seu filme mais recente nas locadoras. Na capa, pra variar, o astro aparece em destaque, em trajes típicos de época, sugerindo um filme "old school" ou wuxia... O título nacional também remete a um de seus filmes antigos mais importantes, O Jovem Mestre do Kung Fu que Jackie estrelou e dirigiu em 1980. A tradução literal do título original, Procurando Jackie ou à Procura de Jackie (Looking for Jackie), seria bem mais condizente com a história. O filme até começa bem, com Jackie enfrentando a famosa "Gangue do Machado" (celebrizada em diversos filmes, como A Vingança do Kung Fu, O Mestre Invencível 2 e Kung Fu-São) em um vilarejo. Logo vemos que se trata de um set de filmagem, com Jackie fazendo o papel dele mesmo.

É a partir daí que começa a história propriamente dita, e é onde o caldo entorna... O real protagonista é o jovem Zhang, um adolescente fã de Jackie que quer conhecê-lo para aprender kung fu e responder as provocações de seus colegas, que zombam dele por ele estar em dificuldades nos estudos (condição, aliás, merecida, já que o moleque não quer saber muito de estudar). Ao ser mandado para Pequim para estudar sob a tutela de sua avó, ele acredita que esta é sua grande chance de se encontrar com o ídolo, já que o astro está na cidade para uma série de trabalhos. Ele sai que nem doido, procurando Jackie sem a menor noção, cruzando com diversos tipos, e se metendo em várias confusões (e quase matando seus avós de preocupação, já que não avisa aonde vai). O filme é bobinho, bobinho, com Jackie tentando dar uma lição de moral nas crianças que não estudam e não respeitam os mais velhos. Tem algumas lutas? Até tem, mas decepcionantes se considerarmos que é um filme de Jackie Chan.

Esse filme merece estar no gênero filmes picaretas... Fazer o quê...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Análise: PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM




Planeta dos Macacos - A Origem, não é uma refilmagem do original de 1968 (com Charlton Heston), muito menos do equivocado remake de Tim Burton. O filme, um dos destaques de 2011, é uma espécie de prelúdio da saga. Pouco importa para o grande público que filme clássico de 1968 tenha gerado quatro sequências, desenhos animados, série de TV e uma infinidade de produtos relacionados.



Para melhor situar o leitor, antes de partir para a resenha propriamente dita do filme, vamos traçar um panorama geral sobre a saga comentando brevemente os filmes anteriores (com alguns spoilers).



Planeta dos Macacos foi uma produção ambiciosa para a época, mostrando um grupo de astronautas (liderados por Charlton Heston) caindo em um planeta inóspito dominado por macacos falantes (em um primoroso trabalho de maquiagem premiado com um Oscar - na época em que a categoria sequer existia!) que subjugavam humanos primitivos. Na surpreendente sequencia final, Heston se depara com as ruínas da Estátua da Liberdade, atestando que apenas viajara no tempo e que o Planeta dos Macacos seria simplesmente o futuro de uma Terra devastada por uma guerra (possivelmente nuclear). Com o sucesso veio a inevitável sequencia, De Volta ao Planeta dos Macacos, em que outro astronauta procura o grupo do primeiro filme e encontra, além dos macacos, uma sociedade de humanos mutantes vivendo nos subterrâneos e adorando a imagem de um Deus (na verdade um míssil nuclear!). No final, uma explosão nuclear acaba com tudo. Ou não, já que um casal de macacos escapa para protagonizar o terceiro filme, Fuga do Planeta dos Macacos (um dos meus favoritos da franquia). Os símios aterrisam na Terra contemporânea e tornam-se celebridades, até que são perseguidos e mortos. Seu filho, César, entretanto, sobrevive. É claro que ele é o mote do quarto filme, Conquista do Planeta dos Macacos. Devido a um vírus, cães e gatos são extintos e substituídos por macacos, tratados como bichos de estimação e escravos. César, já crescido e capaz de falar, lidera uma rebelião (o filme atual seria uma refilmagem deste). O quinto filme, Batalha do Planeta dos Macacos, situa-se um mundo já dominado pelos símios e liderados por César, culminando em uma batalha não apenas contra os humanos sobreviventes, mas também entre os próprios macacos. Em 2001, Tim Burton tentou uma nova abordagem, realizando sua própria versão do primeiro filme. Claro que a maquiagem e os efeitos especiais foram infinitamente superiores, mas o roteiro equivocado e confuso sofreu duras críticas, apesar do bom desempenho nas bilheterias.



Tanto pelo peso da saga original quanto pelo resultado duvidoso do remake de Tim Burton, causou estranheza quando Planeta dos Macacos - A Origem foi anunciado. Ainda mais quando foi revelado que todos os macacos seriam digitais, inclusive o protagonista, César (um trabalho magnífico de captura de movimentos do ator Andy Serkis, o mesmo que deu vida a Gollum e King Kong).



O co-protagonista (ou principal papel humano) é o cientista Will Rodman (James Franco), que pesquisa uma droga para combater o Mal de Alzheimer (que, não por acaso, acomete o pai, vivido por John Lithgow). Após um teste mal-sucedido com uma chimpanzé fêmea, Will acaba levando para casa César, o filhote da macaca, e o cria como filho. César demonstra ser muito mais inteligente que macacos normais (e até do que alguns humanos). Não tarda para ele ser considerado uma ameaça e ser mandado para um centro de primatas. Neste momento o longa se torna um "filme de prisão", totalmente dominado pelos macacos digitais. O filme gasta o tempo necessário para desenvolver a personalidade de César e mostrar como ele lidera a rebelião dos primatas. Além do protagonista relutante que vira o líder da revolução, temos o aliado brutamontes (um assustador gorila), o antagonista (o chimpanzé cinzento que liderava o local anteriormente) e até o mentor sábio que dá conselhos (um simpático orangotango), arquétipos conhecidos dos filmes de ação que ganham suas versões símias de maneira brilhante e convincente. O clímax na ponte é de cair o queixo, embora o final seja um tanto quanto inconclusivo (uma clara deixa para continuações). Uma dica: não deixe a sessão logo que os créditos começarem...








Sabendo do legado da saga, o diretor Rupert Wyatt equilibra drama e ação, mas não esquece dos fãs dos filmes originais, plantando diversas referências que a maioria da platéia provavelmente nem vai perceber. A primeira é o nome do protagonista, César, que também batizava o protagonista do quarto (Conquista) e quinto (Batalha) filmes da franquia original. Sua roupa vermelha lembra os uniformes dos macacos escravos em Conquista. O produtor dos filmes originais, Arthur Jacobs, é homenageado ao batizar o dono do laboratório onde Will trabalha. Charlton Heston faz uma aparição quase imperceptível em um programa de TV. Além disso, referências a uma nave tripulada em direção a Marte remete ao grupo de astronautas do primeiro filme. Até a Estátua da Liberdade, talvez o maior ícone do filme original, é lembrada em um brinquedo de César. Uma cena comentada pelo pai de César no terceiro filme (Fuga) a respeito do início da revolução é reproduzida com maestria (só uma palavra: "Não!!!"), demonstrando o respeito dos realizadores com as obras originais.



Apesar de previsível, Planeta dos Macacos - A Origem supera as expectativas ao entregar uma obra que equilibra ação, drama, perda, traição, paternidade e ética. Talvez esta última seja o maior mote do filme. Se o filme original era uma alerta à corrida nuclear, o novo longa avisa: mesmo em nome da ciência, não brinque com a Natureza...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CAPAS "PICARETAS" DE FILMES DE KUNG FU

O velho golpe do "gato por lebre" também afeta os filmes de kung fu. Quantas vezes você não alugou ou até comprou um filme com seu ator favorito e quis matar o responsável pela capa? Alguns filmes tem a cara de pau de estampar (com destaque) um astro conhecido na embalagem mas ele tem uma participação pequena ou nem dá as caras! A culpa é dos distribuidores ou produtores dos filmes, que na esperança de aumentar as vendas se aproveitam da popularidade de alguns atores e fazem com que alguns consumidores tenham vontade de se suicidar... Vamos ver alguns exemplos.

Bruce Lee talvez seja uma das maiores vítimas do golpe. Na verdade, ele praticamente inaugurou a picaretagem. O astro faleceu antes de terminar seu último filme, Jogo da Morte, deixando apenas alguns minutos de filmagem. Cinco anos após sua morte, o filme foi lançado com a ajuda de dublês e alguns recursos bizarros, como imagens reais de seu funeral e até mesmo a foto de seu rosto recortada e colada em um espelho! Claro que as cenas com o mestre compensam a malandragem.


Não contentes com isso, os produtores lançaram O Jogo da Morte 2, com mais cenas não aproveitadas de seus filmes anteriores e dublês. Apesar disso, é um bom filme do gênero, com ótimas lutas (mas não é um filme de Bruce Lee)!



O pior é a grande quantidade de filmes que tem imagem do mestre na capa mas ele não aparece! Ou então quem aparece é um de seus inúmeros clones, como Bruce Li (o mais popular), Bruce Le, Bruce Liang, Dragon Lee, entre outros!

Um caso curioso é o filme Punho de Aço, que seria "o filme perdido de Bruce Lee"... Na verdade estrelado por seu amigo, teve as cenas de ação dirigidas por Lee. Espertamente, os produtores teriam filmado o astro dirigindo os atores e inserido as cenas no próprio filme! Uma bela picaretagem, não? Só que fica ainda pior: apesar do golpe estar explícito na sinopse do filme, se tiver 2 segundos das tais cenas, é muito!



Outra vítima constante é Jackie Chan, até porque ainda está na ativa e tem quase 100 filmes no currículo, sendo um prato cheio para os pilantras. Alguns filmes apresentam o ator na capa mas ele nem aparece, como 36 Golpes Mortais, em que ele foi apenas o diretor de ação.




Um de seus primeiros megassucessos é Fearless Hyena -A Vingança do Dragão. Sua sequencia, A Saga do Dragão, foi abandonada por Chan no meio das filmagens. O que os produtores "espertos" fizeram? Lançaram o filme aproveitando as cenas já filmadas, acrescentando cenas de outros filmes de Chan e completaram com um sósia ruim!




Sua suposta terceira parte, Fearless Hyena 3 (lançada apenas em VHS aqui como O Retorno do Dragão), nem Chan tem! O protagonista é um tal de Jackie Chang! Apesar disso, a capa tem o legítimo Chan, além de Bolo Yeung. O que era bizarro fica ainda pior, pois na história o pobre ator tem uma pedra (que lhe dá poderes) NA BUNDA...! Sem comentários!






Alguns filmes nem são tão picaretas assim, como A Liga Contra o Mal. O problema é que neste caso Jackie Chan aparece com destaque (como se fosse o protagonista), mas só faz uma pequena participação, o que deve ter deixado muito fã com raiva da locadora...






Um dos primeiros filmes de Jackie Chan (na verdade, o primeiro como protagonista) é Master With Cracked Fingers, que teve o mesmo problema que A Saga do Dragão. Ou seja, Chan não terminou as filmagens e os produtores o lançaram mesmo assim, completando as cenas com um dublê. Apesar do filme já ser uma pilantragem por si só, este nem é o maior problema. A confusão é o número de títulos diferentes com que o longa já foi lançado por aqui: Dedos de Aço (título que o filme ganhou quando lançado em VHS - na capa quem aparece é Dragon Lee, apesar de ser um filme de Jackie Chan!), Quebrando Limites (na capa aparece uma cena de outro filme, o ótimo Detonando em Barcelona), Garras de Águia e Punhos de Serpente (distribuído pela Continental, que deu o mesmo título que a Columbia deu para o excelente Snake in the Eagle's Shadow, o primeiro sucesso de Chan), todos parecendo filmes diferentes, mas na verdade é o mesmo (péssimo) filme!














Esses foram só alguns exemplos. Para quem já caiu no golpe:




Até a próxima!